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05 de Dezembro de 2013 - 07:00

Estudante que morava em JF confessou que entregava à quadrilha R$ 5 mil por mês

Por Tribuna

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A estudante de 33 anos detida em Juiz de Fora por suspeita de participar de um esquema de compra de vagas em faculdades particulares de medicina teria pago a quantia de R$ 85 mil para garantir o lugar. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (4) pela Polícia Civil, que desmantelou a quadrilha na última terça-feira nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. O pagamento da estudante, que foi detida em sua residência, no Bairro São Mateus, na Zona Sul, teria sido feito a duas pessoas que teriam envolvimento no esquema. Para não levantar suspeita, ao invés de entregar o valor total de uma única vez, ela pagava mensalmente a quantia de R$ 5 mil. Na casa da mulher, foram encontrados os comprovantes de pagamento que seriam referentes ao esquema. No momento da prisão, ela confessou que teria pago a quantia e revelado o nome de dois homens. Eles foram localizados e prestaram depoimento na 1ª Delegacia de Polícia Civil em Juiz de Fora, porém, como não havia mandado de prisão, foram liberados.

De acordo com o delegado de Caratinga Fernando Lima, responsável pelas investigações, estes dois ouvidos teriam ajudado a mulher, já formada em enfermagem, a ingressar por meio de transferência para medicina na Unipac de Juiz de Fora. No entanto, a polícia contesta, afirmando que não é transferência, mas um "processo fraudulento" para obtenção de um novo título. "Além dos dois, um deles colega de sala da detida, que teria recebido R$ 50 mil, uma terceira pessoa estaria envolvida. Esta última é uma mulher residente em Caratinga, que, em troca do serviço, teria recebido, por meio de um depósito efetuado na conta de sua mãe, a quantia de R$ 35 mil." As contas bancárias dos envolvidos e dos "laranjas" foram bloqueadas. As investigações apontam que membros da organização já atuam no esquema há mais de dez anos.

A estudante do terceiro período de medicina da Unipac, que está detida em Caratinga, é suspeita também de aliciar outros clientes. De acordo com o diretor administrativo e financeiro da instituição em Juiz de Fora, Gilberto Esteves, a aluna não prestou vestibular na unidade. "Ela veio transferida no meio deste ano da Faculdade São Luiz em Vila Velha, no Espírito Santo. A Unipac ainda não foi oficialmente informada sobre o fato. Quando formos comunicados, iremos tomar as devidas providências. Mais reitero que, até o momento, não existe nenhum aluno nosso envolvido no esquema."

A operação denominada "Hemostase", cujo nome se deve ao conjunto de procedimentos cirúrgicos para estancar uma hemorragia, foi iniciada há oito meses pela Delegacia Regional de Caratinga. Foram expedidos 21 mandados de prisão e outros 32 de busca e apreensão. As instituições envolvidas como vítimas são Unipac de Juiz de Fora, PUC e Faminas de Belo Horizonte, Unec de Caratinga, UI de Itaúna, Unig de Itaperuna e Nova Iguaçu (RJ), Unifeso de Teresópolis (RJ), FMP de Petrópolis (RJ), Univaço de Ipatinga e Funjob de Barbacena. Elas serão investigadas na modalidade da venda direta.

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