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07 de Julho de 2014 - 17:17

Por Tribuna

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Yasmin mostra a radiografia que constata a fratura
Yasmin mostra a radiografia que constata a fratura

Imagens de uma câmera de segurança ajudaram policiais civis da 5ª Delegacia a identificar o carro e o suspeito de atropelar uma menina de 11 anos, no dia 26 de junho, na Rua Diva Garcia, próximo ao número 2.300, no Bairro Linhares, Zona Leste. Yasmin Bento Ezequiel voltava da escola para casa em um trecho onde a calçada é estreita, por volta do meio-dia, quando foi atingida pela lateral de um Chevrolet Celta, que a arremessou contra o chão. Mesmo com o retrovisor estilhaçado, o motorista não parou para prestar socorro à vítima, que foi amparada por amigos. Como o acidente aconteceu próximo ao posto policial do bairro, eles foram buscar ajuda no local, até o Samu ser acionado, e encaminhar a criança para o Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus.

O pai de Yasmin, o eletricista Jorge Luiz Ezequiel, 42, contou que a filha sofreu fratura exposta na perna direita. "Ela fraturou a tíbia em dois lugares diferentes, ficou uns oito dias internada e precisou colocar vários pinos na perna. Ela já está bem, em casa, mas só vai retirar os pinos daqui a 30 dias." Sem poder frequentar o colégio, a menina precisa de ajuda dos familiares para as atividades cotidianas, como tomar banho. "Está sendo muito difícil, porque depende da gente para tudo. Também chora muito na hora de trocar curativo e fica perguntando como a perna dela vai ficar", contou a mãe, Sheila Maria Bento. Segundo ela, a demora no socorro deixou todos ainda mais aflitos no dia do acidente. "A diretora da escola em que ela estuda também ajudou a ligar para o socorro."

Apesar dos transtornos causados pelo atropelamento, o pai elogiou o trabalho da polícia, que já identificou e obteve o depoimento do suspeito. "O carro passou em alta velocidade e pegou minha filha. Quero agradecer à Polícia Civil de Juiz de Fora, que não deixou o caso cair no esquecimento", disse o eletricista, que procurou câmeras na via que pudessem ter flagrado a cena até achar a que estava instalada em uma casa.

O delegado responsável pelo caso, Carlos Eduardo Santos Rodrigues, contou que o motorista prestou depoimento na semana passada. O homem, 39, afirmou estar dirigindo a 40km/h e confessou ter escutado um barulho e percebido que algo tinha batido no retrovisor direito do carro, mas alegou não ter imaginado que a menina havia se machucado e, por isso, não parou para socorrê-la. Segundo o delegado, o suspeito vai responder em liberdade por lesão corporal na direção de veículo automotor, agravada por omissão de socorro e fuga do local de acidente. O policial vai solicitar ao hospital o prontuário médico da vítima para exame de corpo de delito indireto.

 

Calçada precária

O delegado Carlos Eduardo chamou a atenção para a precariedade da calçada no trecho da Diva Garcia onde aconteceu o acidente. "Como vimos nas imagens, a criança estava passando em local onde a calçada é praticamente inexistente. Muitos veículos chegam a invadir a contramão para desviar." O pai da vítima confirmou que o local é perigoso e solicita às autoridades a instalação de radares na via a fim de diminuir a velocidade dos veículos. "Não querem colocar quebra-molas por causa da proximidade com as penitenciárias, mas algo precisa ser feito."

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