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12 de Maio de 2014 - 16:50

Crime ocorreu no Barbosa Lage, após desentendimento entre os dois, na casa dos pais. Soldado lotado em Ibirité fugiu após homicídio

Por Michele Meireles

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Atualizada às 21h35

Um soldado da Polícia Militar, 28 anos, matou seu irmão, 31, no último domingo (11), no Bairro Barbosa Lage, Zona Norte. De acordo com informações da corporação, o policial, que serve no 48º Batalhão, em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, estava em Juiz de Fora desde o último sábado, para comemorar o Dia das Mães com a família. O assassinato aconteceu na casa da mãe dos dois homens, depois de um desentendimento entre eles, e foi presenciado por familiares. Woshington da Silva Campos teria ameaçado desferir golpes de faca contra o militar, que reagiu e disparou quatro vezes contra ele. Até a tarde desta segunda-feira, o soldado estava desaparecido. 

De acordo com dados do boletim de ocorrência, a PM foi acionada por volta das 21h30. Quando os policiais chegaram no imóvel, a mãe e a irmã da vítima relataram que, por volta das 17h, Woshington, que seria usuário de drogas, chegou na casa bastante nervoso e teria pedido dinheiro ao irmão, que estava na sala brincando com a sobrinha no colo. O policial se recusou a dar a quantia, e os dois começaram a discutir e trocaram empurrões. A mãe e a irmã separaram a briga, mas a vítima continuou a ameaçar o policial e teria dito: "Agora eu vou é meter bala". Em seguida, Woshington seguiu até seu quarto. No mesmo momento, temendo pela integridade dele e de sua família, o militar foi até o quarto da irmã e buscou sua arma de fogo, que estava em um guarda-roupas. 

Quando o policial retornou à sala, Woshington já estava no cômodo e foi em sua direção com a mão na cintura. Neste momento, o soldado sacou a arma e efetuou quatro disparos. O homem caiu no chão com uma faca em punho. A arma branca foi recolhida pela mãe. Os familiares relataram que tentaram acionar o Samu, mas, como não conseguiram, a vítima foi levada de carro pelo policial e por seu pai até a UPA Norte, onde já chegou sem vida. 

Segundo o documento policial, a perícia foi acionada na unidade médica e constatou quatro perfurações provenientes de arma de fogo, três no tórax e uma no ombro esquerdo. Provavelmente a arma usada foi um revólver calibre 38.  Após o crime, o policial fugiu. Ainda de acordo com informações do documento policial, os familiares disseram que, em datas anteriores, Woshington já havia ameaçado de morte os dois irmãos e que foram registrados boletins de ocorrência contra ele. Conforme dados repassados pela assessoria de comunicação da Secretaria de Estado e de Defesa Social (Seds), Woshington já teve passagem pelo Ceresp e cumpriu pena em regime semiaberto na Penitenciária José Edson Cavalieri. Desde dezembro passado, ele estava em liberdade.

De acordo com o assessor de comunicação do 48º Batalhão da PM, capitão Mauro Almeida de Castro, o militar é lotado na 214ª Companhia do 3º Pelotão e, até a tarde desta segunda, não havia se apresentado. Ele está há cerca de três anos na corporação. "Estamos aguardando mais informações sobre o caso para nos pronunciarmos," disse o oficial, acrescentando que ele deveria se apresentar ao serviço na noite desta segunda.  No entanto, à noite, a Tribuna tentou contato no 48º Batalhão para confirmar se o policial havia comparecido ao turno, mas as ligações telefônicas não foram atendidas.

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