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13 de Maio de 2014 - 10:48

PM matou irmão no domingo, na casa dos pais. Soldado lotado em Ibirité prestou depoimento e foi liberado

Por Marina Sad

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Atualizada às 18h55

O policial militar, 28 anos, suspeito de matar o próprio irmão, apresentou-se no final da tarde dessa segunda-feira (12), no Tribunal do Júri. O soldado, que serve no 48º Batalhão, em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, tinha fugido após o homicídio ocorrido na tarde de domingo, na casa da família dele, no Barbosa Lage, Zona Norte. No tribunal, o PM confessou o crime e entregou a arma utilizada na ação com cinco munições, três deflagradas e cinco intactas. Do local, o homem foi encaminhado para a Delegacia Especializada em Homicídio, no Santa Terezinha, Zona Nordeste, onde prestou depoimento e foi liberado. Segundo o titular da Especializada, Armando Avolio, como o militar se entregou, não houve flagrante, e ele responderá em liberdade. 

Em seu depoimento, o policial, que mora atualmente em Belo Horizonte, contou que passava o Dia das Mães na casa de seus pais, quando, por volta das 19h, seu irmão Woshington da Silva Campos, 31, chegou e pediu dinheiro sem dizer para qual finalidade. Conforme o soldado, como ele já sabia que seria para comprar drogas, a quantia foi negada. Diante da recusa, a vítima disse que iria furar o policial. O PM também relatou que já estava armado, pois o ambiente familiar seria "muito pesado" em função dos problemas causados por Woshington, que era usuário de drogas. 

Conforme o depoimento, Woshington retornou da cozinha com as duas mãos escondidas nas costas e partiu para cima do irmão, que percebeu, nessa hora, que ele estava com uma faca. Segundo o militar, ele não teve outra alternativa a não ser sacar a sua arma e atirar duas vezes. Como a vítima não parou sua investida, o PM teve que atirar pela terceira vez, o que fez Woshington cair no chão. O policial contou que, junto com o pai, colocou o irmão ferido no carro e o levou para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Norte. Em seguida, o PM contou que ficou atordoado e resolveu ir para a casa de parentes, no Bairro São Judas Tadeu, onde entrou em contato com seus advogados. 

O militar também contou que seu irmão estava envolvido há mais de dez anos com o uso de drogas e que, por esta razão, havia inúmeras brigas entre os familiares. Como relatado no depoimento, a vítima já tinha até contado ao pai que havia efetuado disparos de arma de fogo contra moradores de Benfica. No dia 22 de abril deste ano, Woshington também havia ameaçado de morte outros dois irmãos, com uma marreta, levando um deles a sair de casa. O PM também afirmou que, há sete anos, cincos homens invadiram a casa da família à procura da vítima e agrediram o pai deles. 

Além disso, o militar contou que o irmão cumpria prisão domiciliar até 29 de junho de 2019 e respondia por outros processos. O delegado da Polícia Civil Armando Avolio afirmou que a versão do policial ainda será investigada, e mais testemunhas e familiares ainda serão ouvidos. Ele também vai aguardar o laudo de necropsia para encerrar o inquérito. O delegado disse que o prazo para conclusão é de 30 dias, mas acrescentou que não se prenderá a esse tempo e somente irá encerrar o inquérito quando as investigações terminarem. De acordo com a assessoria de comunicação do 48º Batalhão da PM, que responde pela 214ª Companhia do 3º Pelotão onde o PM é lotado, o soldado irá responder pelo crime na Justiça comum e, como não houve restrição de liberdade, o militar deverá seguir nas suas atividades, dentro da corporação, até que a Justiça tenha outro entendimento. 

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