Publicidade

22 de Março de 2014 - 07:00

Pontos estratégicos das vilas Esperança I e II foram tomados pela PM e Polícia Civil, que fecharam entradas onde fizeram barreiras com armas, viaturas e Cavalaria

Por Marcos Araújo

Compartilhar
 
Helicóptero da PM sobrevoou a área, dando cobertura à varredura realizada em terra
Helicóptero da PM sobrevoou a área, dando cobertura à varredura realizada em terra
Carros da Polícia Civil circularam por ruas das duas vilas
Carros da Polícia Civil circularam por ruas das duas vilas
PMs armados vigiavam entrada, enquanto carros eram vistoriados
PMs armados vigiavam entrada, enquanto carros eram vistoriados

Policiais militares e civis e homens do Corpo de Bombeiros e do Sistema Prisional de Juiz de Fora ocuparam as ruas das vilas Esperança I e II, na Zona Norte, na tarde de ontem. A ação, batizada de Operação Cavalo de Troia II, teve como objetivo cumprir mandados de busca e apreensão e de prisão, além de identificar autores de crimes de homicídio, roubo e tráfico de drogas. A manobra também é uma resposta das polícias aos acontecimentos recentes, incluindo um homicídio e uma tentativa de assassinato, que deixaram as duas comunidades acuadas. Ontem, por volta das 15h30, viaturas das polícias Civil e Militar começaram a ocupar pontos estratégicos na região, impedindo as vias de acesso aos bairros. Na Rua Dona Ana Sales, uma das principais entradas para as comunidades, uma barreira de policiais armados, viaturas e até militares da Cavalaria da PM foi montada. Motoristas e veículos foram abordados. A intenção era impedir que pessoas com mandado de prisão em aberto conseguissem escapar do bloqueio. O helicóptero da PM também sobrevoou toda a área, dando cobertura à varredura que era realizada em terra pelas viaturas.

Uma motocicleta da PM, com um alto-falante, percorreu as ruas das duas vilas, com uma gravação incentivando a população a fazer denúncias pelo telefone 190, com intuito de colaborar com as averiguações policiais. Um desses comunicados ajudou na apreensão de drogas em uma casa, na Rua Nove. De acordo com o subcomandante do 27º Batalhão da PM, major Paulo Alex Moreira, cerca de 20 mandados expedidos pela Justiça seriam cumpridos durante a operação. Um deles, conforme a PM, seria de busca e apreensão na residência de uma jovem, que, na última quinta-feira, postou a foto de um revólver calibre 38 nas redes sociais. A operação, como apontou o major, iria ocorrer também durante a noite de ontem, e poderia se estender pela madrugada, para averiguação de denúncias. O resultado total do trabalho será divulgado na próxima segunda-feira. Entretanto, ontem mesmo pessoas foram conduzidas para a delegacia, assim como armas e drogas apreendidas.

A delegada Regional de Juiz de Fora, Sheila Oliveira, afirmou que esse tipo de ação é importante para aumentar a credibilidade das polícias junto à população. "Isso contribui para que os moradores possam se sentir mais seguros e contribuam com informações, a fim de que novas ações sejam traçadas." Ela também destacou o papel das redes sociais para as investigações. "Várias informações foram postadas pelos moradores, e isso ajudou demais no nosso trabalho, já que podemos checar as denúncias aqui no local."

A operação de ontem foi uma continuação de um trabalho iniciado pela PM na última terça-feira, quando as vilas Esperança I e II foram ocupadas pela força policial, em função de um confronto entre moradores das duas comunidades e de um tumulto, no último dia 15, quando um carro foi incendiado e pelo menos quatro pessoas ficaram feridas. Essa semana, a Tribuna também mostrou relatos dos moradores sobre ataques diários de gangues, cerceando atividades rotineiras como ir ao médico, à escola ou à igreja.

Ontem residentes ouvidos pela reportagem se mostraram satisfeitos com o trabalho policial. "Estávamos acuados sem poder sair de casa, sem poder ir ao posto médico, na Vila I. Tínhamos que procurar a UPA de Benfica em caso de doença. Era uma verdadeira guerra, com tiroteios, sempre nos horários de entrada e saída das escolas. Esperamos que a polícia permaneça por aqui, para que tenhamos paz", desabafou uma dona de casa, que mora há 18 anos na Vila Esperança II.

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você confia nas pesquisas eleitorais?