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07 de Março de 2014 - 06:00

Caçambas tiveram que ser depositadas nas proximidades do único local autorizado de descarte, que tem acesso precário

Por Renata Brum

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Moradores fecharam o único acesso ao bota-fora na Cidade do Sol
Moradores fecharam o único acesso ao bota-fora na Cidade do Sol
Fechamento de acesso forçou o depósito de caçambas nas imediações
Fechamento de acesso forçou o depósito de caçambas nas imediações
Terreno alugado pela PJF beira o esgotamento, e novos pontos de descarte começam a ser observados
Terreno alugado pela PJF beira o esgotamento, e novos pontos de descarte começam a ser observados
Há um ano, cava da pedreira ainda podia ser vista...
Há um ano, cava da pedreira ainda podia ser vista...
... hoje, toneladas de entulhos já preencheram quase 100% da capacidade do espaço
... hoje, toneladas de entulhos já preencheram quase 100% da capacidade do espaço

O bota-fora da Cidade do Sol, na Zona Norte, voltou a ser alvo de atenção do Poder Público, da população e dos caçambeiros nesta semana. Moradores do bairro fecharam novamente a Rua Geraldo Albano Fernandes, único acesso ao aterro, cobrando do Município o asfaltamento urgente da via. "Prometeram o asfalto, mas tamparam apenas os buracos", reclamou o morador José Meireles, 55. O protesto que vem se repetindo desde o feriado de carnaval e na Quarta-feira de Cinzas forçou o despejo das caçambas nas imediações. Somente na Rua Cidade do Sol, via paralela ao acesso, a Tribuna contabilizou 13 caçambas e, no terreno localizado na esquina da Avenida JK com a Geraldo Albano Fernandes, contou mais 35 recipientes com entulhos variados. Além disso, descartes irregulares estão sendo feitos em outros pontos da cidade. 

De acordo com a Prefeitura, o processo está caminhando para a solução. A promessa é de que o asfaltamento da rua aconteça nesta sexta-feira (7) e que novas placas de sinalização com velocidade máxima de 20km/h sejam instaladas até segunda-feira. "O que aconteceu foi um atraso. A previsão era de que o asfaltamento começasse no dia 28, mas houve o carnaval. A equipe esteve no local para fechar os buracos, para nivelar a rua, e amanhã (sexta) fará o asfaltamento", garantiu o secretário adjunto de Governo, Paulo Gutierrez. 

Sem as melhorias no acesso, os moradores ficam expostos à poeira e à velocidade dos caminhões. "Ninguém aguenta mais. Queremos um pouco de dignidade ao menos", desabafa o cozinheiro Alysson Roberto, 37. De outro lado, as empresas de caçambas também reclamam. "Não conseguimos trabalhar. Estamos com 15 pedidos parados porque não há caçambas disponíveis, pois não conseguimos descarregar", reclamou um funcionário que preferiu não ser identificado. Presidente da Associação dos Transportadores de Resíduos da Construção Civil, Elenilson Barreto, diz que aguarda o asfaltamento. "O que podíamos fazer, fizemos. Já colocamos um caminhão-pipa para minimizar a poeira e obedecemos as restrições de horário, mas precisamos despejar os resíduos. Cabe ao Município garantir as benfeitorias da via para evitar os protestos. Desde o sábado de carnaval não conseguimos trabalhar."

 

Nova área

A situação também trouxe à tona outra discussão: o bota-fora, previsto para funcionar até 2015, já beira o esgotamento. Apesar de a Prefeitura afirmar que ainda há uma vida útil curta, in loco, a sensação é de que a área já ultrapassou sua capacidade. A Tribuna acompanha a situação desde o início. Há um ano, boa parte da cava da pedreira ainda estava vazia. Hoje o montante de toneladas de entulho de obras - misturadas com outros tipo de material - encobre toda a cavidade e já é possível visualizar o descarte em outras áreas dentro do terreno alugado pelo Município.  

A assessoria de comunicação da Secretaria de Atividades Urbanas informou que está sendo realizado um estudo para verificar a possibilidade de novos pontos de depósito até a definição final sobre o plano de gerenciamento de resíduos sólidos da construção civil, que podem ser dentro ou fora do atual terreno. O secretário adjunto de Governo, Paulo Gutierrez, confirmou que a ideia é ampliar a área. "Uma comissão composta pelas secretarias de Meio Ambiente, Demlurb e Atividades Urbanas está definindo o que será melhor para o município."

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