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16 de Dezembro de 2013 - 14:19

Rômulo Ferraz assinou acordos para ampliação e implantação de projetos que já vêm sendo anunciados desde 2012 e que ainda não saíram do papel

Por Guilherme Arêas

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Rômulo Ferraz e o prefeito assinaram convênios para ampliação e novos projeto já prometidos
Rômulo Ferraz e o prefeito assinaram convênios para ampliação e novos projeto já prometidos

Atualizada às 20h26

Em sua vinda a Juiz de Fora, nesta segunda-feira (16), o secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo Ferraz, mais reforçou projetos já anunciados e que ainda não saíram do papel do que propriamente apresentou novidades para o município. A presença do chefe da segurança pública em Minas Gerais foi uma resposta aos casos recentes de violência, que têm chamado a atenção da população. A visita foi afiançada no último dia 11 de novembro, quando o prefeito Bruno Siqueira (PMDB) foi a Belo Horizonte demonstrar sua preocupação com a criminalidade em Juiz de Fora, além de pedir investimentos e, principalmente, reforço no efetivo das polícias no município. Nesta segunda, o secretário assinou acordos que vão permitir a ampliação do programa "Ambiente de paz" para os bairros Olavo Costa e São Benedito, a construção do Posto de Perícia Integrado (PPI) da Polícia Civil e a instalação das 54 câmeras do projeto "Olho vivo", parceria da Polícia Militar com a Prefeitura.

Todos os projetos já vêm sendo anunciados desde 2012. No caso das câmeras de monitoramento, um dos programas mais esperados, a previsão inicial era de que o Centro e mais sete bairros já estivessem sendo vigiados no primeiro semestre deste ano. Agora, a nova previsão aponta que o "Olho vivo" deve entrar em operação apenas em abril de 2014. No evento desta segunda-feira, foi firmado convênio entre a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) e a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), que vai ser a responsável pela contratação de pessoal para a operação das câmeras. O número de funcionários ainda não foi informado. A empresa que vai instalar os equipamentos foi definida no mês passado.

O secretário chegou à cidade no final do ano que marca o recorde histórico de mortes violentas em Juiz de Fora - 133 até esta segunda - e da retomada do aumento dos crimes violentos, que incluem sequestros e cárceres privados, roubos, extorsões mediante sequestro, homicídios tentados e consumados e estupros. "Muito embora tenhamos aqui números comparativos muito aquém das demais regiões do estado, de fato tem havido um crescimento dos índices de crimes violentos nos últimos anos. Precisamos voltar aos melhores momentos e, mais do que isso, continuar avançando", disse Rômulo Ferraz.

Um dos caminhos, segundo o secretário, é aumentar a chamada sensação de segurança entre a população. "É importante que a gente trabalhe não só para reduzir os números, mas também embutir na consciência do cidadão - o que é muito mais importante até do que os próprios números - dessa denominada sensação de segurança. Para isso, temos uma série de mecanismos, sendo um deles a presença mais ostensiva do policiamento na rua. O cidadão se sente mais seguro e confortável percebendo essa presença."

 

Efetivo

No encontro que reuniu autoridades das polícias, Ministério Público, Judiciário e Legislativo, o prefeito Bruno Siqueira cobrou do secretário Rômulo Ferraz reforço no efetivo das polícias no município. "Investimentos de médio e longo prazo, como na área da educação e na área social, cabem ao Governo federal, à Prefeitura e ao Governo de Minas. Em Juiz de Fora, estamos investindo, pela primeira vez, 30% do orçamento municipal na educação, para que possamos fazer um trabalho de base para o futuro do nosso município. Mas, neste momento, o trabalho em segurança pública é fundamental", disse Bruno.

O secretário reconheceu as limitações em aumentar o efetivo, principalmente da Polícia Militar, dizendo ser esta uma das maiores dificuldades do sistema de defesa social. Mas disse que, para o próximo ano, são esperados novos 1.300 servidores civis para a Polícia Militar em todo o estado. Esses concursados aprovados no último processo seletivo vão ocupar cargos administrativos e, consequentemente, liberar policiais militares para as atividades de rua. A posse dos novos servidores, que não terão formação militar, será iniciada no começo de 2014. Ainda não se sabe quantos virão para Juiz de Fora. Para o ano que vem também é esperado o fim do concurso que vai formar 1.700 novos PMs. Já para a Polícia Civil, a Seds trabalha na elaboração de um concurso para investigador. 

 

 

'Ambiente de paz' em mais dois bairros

 

Até o final deste mês, deve ser lançado o edital para a construção do Posto de Perícia Integrado (PPI) e do Serviço de Verificação de Óbito (SVO), que irão unificar os trabalhos de perícia e necropsia, no terreno ao lado do Instituto Médico Legal (IML), no Bairro Granbery, na região central. De acordo com o chefe da Polícia Civil em Minas, delegado Cylton Brandão, que também esteve em Juiz de Fora nesta segunda, a previsão é que o serviço seja inaugurado até o final de 2014.

Já para a implantação do "Ambiente de paz" para os bairros Olavo Costa e São Benedito não foi apresentado prazo. O projeto que nasceu em Juiz de Fora e tem sido apontado como modelo de policiamento comunitário para outros municípios já funciona nos bairros Benfica e Santa Cruz. Nessas áreas, de acordo com o comandante da 4ª Região da Polícia Militar (RPM), coronel Ronaldo Nazareth, a iniciativa conseguiu reduzir a criminalidade. "Nossos estudos apontam queda de 19% nos homicídios nos locais onde foi instalado o 'Ambiente de paz'. A Zona Norte, que antes representava 33% dos assassinatos em Juiz de Fora, hoje representa 18%."

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