Publicidade

02 de Dezembro de 2013 - 16:13

Obra estava interditada desde julho, após um desmoronamento de terra nos fundos comprometer a estrutura

Por Kelly Diniz, Cíntia Charlene e Guilherme Arêas

Compartilhar
 
Construção veio abaixo depois de dias de chuva
Construção veio abaixo depois de dias de chuva
Leitor flagrou momento após o desabamento
Leitor flagrou momento após o desabamento

Atualizada às 22h17

Um prédio de cinco andares, em construção na Avenida Centenário, no Bairro Paradinha, em Lima Duarte (MG), desabou por volta das 13h desta segunda-feira (2). Não houve feridos. De acordo com o coordenador da Defesa Civil daquele município, Roberto Afonso da Silva, a construção de cinco andares já estava interditada desde julho, pois havia um escorregamento de terra nos fundos, comprometendo a estrutura. A chuva teria acelerado o processo de desmoronamento. O Corpo de Bombeiros de Juiz de Fora chegou a enviar duas viaturas à cidade para auxiliar nos trabalhos. "Pode ser que haja outros deslizamentos no local, mas sem risco para moradores", afirmou Roberto. A próxima ação da Defesa Civil será a retirada dos escombros, mas ainda não há data prevista. "Estamos priorizando os atendimentos com vítimas de outros pontos da cidade", declarou o coordenador da Defesa Civil. No Bairro Beira-Rio, uma família foi resgatada pelo órgão após ter a casa inundada.

Na área do desabamento, duas casas e um prédio de quatro andares, onde se localiza um restaurante, também foram interditados em julho. Na época, chegou-se a cogitar a possibilidade de que o problema teria sido causado pela utilização de explosivos para destruir uma pedra do terreno e pela retirada de grande quantidade de terra do barranco. Hoje haveria a demolição do restaurante. No entanto, o proprietário do imóvel, Antônio Lemos, entrou com ação na Justiça para impedir a implosão. "Só vamos autorizar a demolição quando alguém se responsabilizar pela nossa indenização." A comerciante Letícia Ribeiro Lemos, esposa de Antônio, lamenta. "A gente já previa que isso iria acontecer, que na época da chuva iria desmoronar. O dono do prédio falou que arrumaria, e o barranco foi deslizando. Ele poderia ter salvado o prédio."

Outro afetado é Fábio Oliveira de Almeida, que teve sua casa e seu lava-jato, situado debaixo da residência, interditados. "A Prefeitura está ajudando no aluguel, mas tenho medo deles cortarem. O valor era de R$ 500, agora já foi reduzido para R$ 300. E eu estou pagando dois aluguéis, o do imóvel para morar e outro para o meu comércio." Nenhum responsável pelo prédio que desabou nesta segunda foi localizado pela Tribuna. 

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você concorda com o TJ, que definiu que táxi não pode ser repassado como herança?