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18 de Junho de 2014 - 18:07

Por Tribuna

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Boca de fumo foi estourada pela Polícia Civil
Boca de fumo foi estourada pela Polícia Civil

Uma boca de fumo, que funcionava em uma viela de acesso à Rua Otávio Pereira Torres, no Bairro Santa Rita, Zona Leste de Juiz de Fora, foi estourada, no início da noite desta quarta-feira (18), pela Polícia Civil. A proprietária da casa, que já havia sido presa há cerca de um ano e meio, segundo a investigação, vinha controlando o tráfico no local por meio de cartas, uma vez que ela se encontra na penitenciária Ariosvaldo Campos Pires, cumprindo pena. O filho dela, um adolescente de 17 anos, e a namorada dele, 15, foram detidos. Um terceiro suspeito que estava no local fugiu por um barranco ao lado da residência, quando os policiais chegaram e, agora, a Polícia vai tentar identificá-lo, a fim de efetuar a sua prisão.

No local, foram apreendidos mais de cem pedras de crack prontas para venda, além de papelotes de cocaína e buchas de maconha. Os policiais também encontraram material para embalo de entorpecente, balança de precisão, uma quantia em dinheiro ainda não especificada, diversos celulares e uma motocicleta.

Em uma caixa, a equipe da 5ª Delegacia, que apurava o caso, encontrou várias cartas. Nelas, conforme o delegado Carlos Eduardo Rodrigues, a proprietária da boca escrevia para os filhos orientações para a manutenção dos "negócios", que servia para a subsistência da família. O imóvel era dividido em vários pavimentos na encosta de um morro. Na laje, que funcionava como ponto de vigilância, é possível monitorar as partes baixa e alta do bairro.

Os dois detidos foram conduzidos para a delegacia e, de acordo com Rodrigues, será investigado a participação deles no esquema. "Tudo indica que os filhos vinham mantendo o tráfico no local, para que eles pudessem manter o mesmo patrão de vida, já que a mãe está presa", ressaltou o delegado, chamando a atenção para o fato de que, apesar das casas simples ao redor da "boca", seus moradores viviam com conforto, sendo localizados na casa diversos móveis que haviam sido comprados recentemente. Ele também explicou que, após a prisão da mulher, diversas denúncias de populares chegavam à delegacia, dando conta da continuidade do tráfico no local. A investigação ainda vai apurar se há crime de receptação, pois foram encontrados muitos aparelhos celulares, diversos eletrodomésticos e material de informática.

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