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18 de Março de 2014 - 06:00

Linhas 192 dos 94 municípios que formam a rede ainda não foram unificadas

Por Kelly Diniz

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Corrigida em 18/03/14 às 16h03

O Complexo Regulador do Samu, localizado no Bairro São Dimas, Zona Norte, está enfrentando problemas na unificação das linhas 192 dos 94 municípios que formam a Rede de Urgência e Emergência da Macrorregião Sudeste. Em um mês e meio de funcionamento, o Samu Regional recebeu 2.017 chamadas, das quais 1.022 resultaram em saída de ambulância. Neste montante, somente 19% foram para atender ocorrências em Juiz de Fora, o que demonstra que a cidade ainda tem a maior parte da demanda atendida pelo sistema antigo do Samu, com sede na Rua Benjamin Constant, no Santa Helena. 

(Anteriormente foi publicado que, em um mês e meio de atividade, o serviço havia registrado 38 saídas em Juiz de Fora, o que representaria 3,7% dos atendimentos do sistema regionalizado. Na verdade , foram 197 saídas em Juiz de Fora. Causas clínicas corresponderam a 124 atendimentos, ao invés de 24, e as causas traumáticas totalizaram 65 saídas, e não 14 (veja arte)). 

Segundo o diretor-executivo do Consórcio Intermunicipal de Saúde para Gerenciamento da Rede de Urgência e Emergência da Macrorregião Sudeste (Cisdeste), João Paulo Damasceno, a manutenção do Samu municipal "é uma precaução para que a população não fique desassistida. Ainda há ligações para o 192 que caem lá". Ele explicou que o Samu Regional recebe as chamadas realizadas dos números fixos. Já as chamadas feitas das linhas móveis das operadoras Vivo, Tim e Oi ainda não são direcionadas para o complexo. 

A Oi é a responsável por unificar as linhas de todas as operadoras. João Paulo conta que chegou a ser dado um prazo adicional de 30 dias para que a operadora solucionasse o problema. "O prazo venceu no último dia 13, e nada foi feito." O promotor de Defesa da Saúde, Rodrigo Barros, solicitou ao Cisdeste que comunique formalmente a situação de atraso para que sejam adotadas medidas judiciais. "Não há como a empresa justificar esse atraso. Estamos perdendo o resgate de vítimas justamente por essa não prestação de serviço," afirma o promotor. Hoje o consórcio deve entrar com uma ação no Ministério Público contra a Oi. Já a assessoria da operadora informou "que está finalizando os últimos ajustes para que o serviço funcione integralmente". 

 

Funcionamento

Em uma sala computadorizada, técnicos de enfermagem recebem as chamadas realizadas para o 192 e identificam o problema. Em alguns casos, o próprio técnico consegue auxiliar o usuário. Se necessário, ele transfere a ligação para o médico regulador. Após mais algumas informações, o médico decide qual ambulância deve fazer o atendimento. A chamada é passada para a central, que requisita a ambulância mais próxima. Por meio de uma tela, o complexo consegue acompanhar o deslocamento do veículo, a velocidade e o tempo/resposta (ver quadro). 

De acordo com o coordenador médico do Samu, Cláudio Reis, já foram fechadas parcerias com o Corpo de Bombeiros e com a PM. "Teremos quatro carros de Resgate dos bombeiros aqui (no complexo) e receberemos chamadas do 193." No entanto, a atuação conjunta só será formalizada após o problema com a operadora ser solucionado. Já com a PM, a parceria é para utilização do helicóptero Pégasus. "A previsão é de que o helicóptero do Samu chegue em novembro", informa Cláudio. 

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