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12 de Dezembro de 2013 - 07:00

Por Tribuna

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Representantes do Sindicato Único dos Trabalhadores Estaduais (SindUte) se reuniram nesta quarta-feira (11) com a Superintendência Regional de Ensino de Juiz de Fora para discutir a resolução 2442/2013, que prevê a organização do quadro de escolas para o próximo ano, sendo o ensino médio noturno um dos temas em destaque. A medida, que passa a valer em 2014, afeta as escolas estaduais do estado. Alunos que trabalham durante o dia e estudam à noite deverão comprovar sua situação, assim como integrantes de programas como "Menor aprendiz", "Educação profissional" e "Educação de jovens e adultos" (EJA). De acordo com a diretora educacional da superintendência, Mônica Souza, a resolução prioriza que jovens em idade escolar estudem no horário diurno. "O ensino noturno foi criado inicialmente para atender adultos que não tiveram acesso a educação em idade regular. É preciso salientar que os estudantes que já fazem o ensino médio no turno noturno não irão sofrer com a medida."

A mudança não foi bem vista pelas entidades envolvidas. "Estamos preocupados, e durante a reunião falamos sobre os problemas que podem ser ocasionados, como o fechamento de turmas no horário noturno e a superlotação das turmas do diurno. Além disso, os professores e funcionários das escolas serão prejudicados ao terem que abrir mão das oportunidades de trabalho", revelou a diretora do Departamento de Comunicação do SindUte, Yara Aquino. De acordo com um dos membros do Movimento Estudantil em Juiz de Fora, Douglas Washinzton da Silva, 18 anos, a decisão poderá contribuir para o desemprego entre jovens. "Somos contrários à essa resolução, que dificulta o acesso das pessoas que precisam trabalhar e não tem como provar."

Mônica explica que a partir do período de matrículas, que vai de 16 a 20 de dezembro, um levantamento dos estudantes que trabalham será feito pelos diretores de cada escola e repassado à superintendência. "Diante desses dados, vamos estudar cada caso para fazer o atendimento noturno." Sobre a situação dos professores e funcionários, Mônica explica que "se houver excedentes, eles poderão completar a carga horária em outra escola ou pode haver mudança de lotação". O sindicato irá se reunir na sexta-feira em dois horários para debater o assunto.

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