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05 de Julho de 2014 - 06:00

Evento organizado pelo Google Developers Group pela 1ª vez em JF

Por LILIANE TUROLLA

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Tiago Gouvêa e Tadeu Zagallo estarão hoje na maratona que acontece no prédio do Campus Academia do CES
Tiago Gouvêa e Tadeu Zagallo estarão hoje na maratona que acontece no prédio do Campus Academia do CES

Uma ideia na cabeça e um computador na mão. Programadores, designers e outros profissionais ligados ao desenvolvimento de software se reúnem pela primeira vez, em Juiz de Fora, para uma maratona de 24 horas de programação, a 1ª Hackathon. Organizado pelo Google Developers Group Juiz de Fora (GDGJF), o evento, que começa às 9h30 de hoje e só termina amanhã no mesmo horário, tem como objetivo a criação de programas que atendam a um fim específico ou projetos livres inovadores e utilizáveis. A jornada deve ser contínua, os participantes sugerem ideias, desenvolvem e apresentam suas criações. Nessa edição, deverão ser utilizadas as ferramentas gratuitas disponibilizadas pelo Google para a concepção dos trabalhos.

O termo Hackathon resulta da combinação das palavras inglesas "hack", que significa programar de forma excepcional, e "marathon", maratona. A prática, comum nos Estados Unidos, estimula a criatividade dos participantes, semeia e promove boas ideias. Outro propósito é o incentivo ao empreendedorismo. Projetos promissores, ligados à pesquisa, investigação e desenvolvimento de ideias inovadoras, são o princípio fundamental das startups, termo utilizado para identificar empresas embrionárias. Segundo Tiago Gouvêa, 33 anos, organizer do GDGJF, a participação em maratonas abre oportunidades de negócios e empregos. "As empresas observam os projetos apresentados e, muitas vezes, contratam os responsáveis pelas melhores soluções." Vitor Hugo Fonseca Barbosa, 25, programador Android, irá participar desse formato de concurso pela primeira vez e acredita que o trabalho em equipe será fundamental para seu bom desempenho. "Temos que resolver um problema de forma rápida. Vai ser importante para desenvolver habilidades de boa comunicação dentro de grupos."

Como suporte para maratonistas, estará presente o Community Manager do Google Brasil, Alê Borba. Ele é responsável por gerenciar, planejar e acompanhar a execução e os resultados do trabalho do Google em São Paulo. Borba auxiliará com ideias e no desenvolvimento de códigos para as programações. A comissão de avaliação irá julgar, especialmente, o caráter inovador dos programas e sua usabilidade. "Não teremos um tema específico, podem ser desenvolvidos sites, aplicativos, jogos e quaisquer outros programas. Pode, quem sabe, surgir um novo Facebook no evento", defende Tiago.


JF exporta mão de obra qualificada

De acordo com organizer do Google Developers Group Juiz de Fora (GDGJF) Tiago Gouvêa, com experiência de 15 anos no mercado de programação, Juiz de Fora exporta mão de obra qualificada por não oferecer bons salários. "A cidade oferece bons cursos e faculdades na área, mas não valoriza o profissional. Em São Paulo ou Rio de Janeiro, por exemplo, bons programadores ganham em torno de R$ 8 mil a R$10 mil. Aqui, o mesmo profissional ganha cerca de um quarto disso." A oferta de conteúdo on-line possibilita que se entre muito jovem no mercado da programação. O perfil autodidata é, além de comum, necessário aos profissionais que trabalham com novas tecnologias. Além do salário, a cultura tecnológica e pessoal das empresas é, segundo Tadeu, fundamental para atrair e fixar bons especialistas.

Beneficiado por eventos de tecnologia, Tadeu Zagallo, 22, que mora em Juiz de Fora, conseguiu emprego após vencer a disputa da Hackathon do GDG de Florianópolis (SC). Ele recebeu uma proposta de emprego dos organizadores: "Eles me abordaram no aeroporto e disseram que tinham uma vaga com o meu perfil." O jovem aceitou a proposta na hora e hoje lidera, de casa, a equipe de programadores da empresa TecSinapse, com sede em São Paulo. Na competição, Tadeu desenvolveu um jogo on-line, aos moldes do jogo de tabuleiro War, para ser jogado por meio do Google Maps. Foram 48 horas seguidas de programação. "Levei muito energético. O pessoal de lá tomava tereré, uma bebida tipo chimarrão gelado que ajudava a mantê-los acordados e concentrados."

Idealizador do GDGJF, o programador trancou o curso de sistema para internet por considerá-lo "devagar". "Optei por estudar em casa quando, durante o estágio, o chefe disse que precisava de alguém para desenvolver um aplicativo para iPhone. Eu não sabia fazer, mas disse que fazia. E fiz."

Comunidade

A ideia de grupos de estudos de programação é, segundo Tiago Gouvêa, comum nos Estados Unidos. "Os desenvolvedores se encontram e leem juntos, estudam. Bill Gates e Steve Jobs eram vizinhos e faziam isso. Os fundadores do Google criaram a empresa a partir de uma tese de mestrado que escreveram em conjunto." O Google Developers Group é um dos grupos de estudos ligados ao Google. Nele são estudadas linguagens de programação e tecnologias ligadas à empresa. O Google injeta informações nesses grupos, e eles são responsáveis por debater e difundir as novas tecnologias.

O GDGJF reuniu 67 pessoas em sua primeira reunião, em 9 de junho. Em menos de um mês, já são cerca de 200 pessoas conectadas. "Trabalhamos com o conceito de comunidade, cada um faz um pouco, não há cobranças. Queremos disseminar ideias e aprender", explica Tiago.

Para participar do grupo, basta se inscrever no site (http://emjuizdefora.com/gdgjf/) e acompanhar o cronograma disponibilizado, também, nas redes sociais e por e-mail. O grupo é aberto para quem quer assistir e para quem quer oferecer palestras.

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