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23 de Junho de 2014 - 14:53

Calendário para reposição ainda está sendo feito, mas deverá incluir aulas aos sábados

Por Tribuna

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Presença nesta 2ª foi menor devido ao jogo do Brasil
Presença nesta 2ª foi menor devido ao jogo do Brasil

Atualizada às 20h06

Após 29 dias de greve, os professores da rede municipal voltaram às salas de aula na última sexta-feira (20). Agora o desafio será preparar o calendário escolar para reposição dos dias não trabalhados. De acordo com a coordenadora-geral do Sindicato dos Professores de Juiz de Fora (Sinpro-JF), Aparecida de Oliveira Pinto, o retorno está sendo tranquilo. "A população apoiou o movimento. Agora vamos organizar a reposição das aulas. Já temos as linhas gerais para a reposição que serão a utilização dos sábados não letivos, as emendas de feriado, contraturno de reunião pedagógica e os recessos de dezembro."

A diretora da Escola Municipal Vereador Raymundo Hargreaves, do Bairro Bom Jardim, na região Leste, Suely Goulart Consulmagno, contou que os alunos tiveram presença massiva no primeiro dia. "Eles estavam doidos para voltar às aulas. Os pais ligando para saber quando seria o retorno." Já nesta segunda, a presença de alunos do turno da tarde estava menor devido ao jogo do Brasil na Copa do Mundo. 

Segundo a diretora, apesar de a escola ter continuado aberta, cerca de 70% dos professores aderiram à greve. "Nós estamos aguardando orientações da Secretaria de Educação para montar o calendário de reposição. Mas provavelmente vamos usar os sábados, que não são letivos, e ir até o final de dezembro. Normalmente, as aulas vão até 19 de dezembro. Este ano devemos ir até o dia 30. Não tem como fazer reposição somente com horário picado, pois também são contados os dias letivos." Já as férias do mês de julho, segundo a diretora, devem permanecer do dia 1º ao dia 31.

A aluna Kaylane Conceição de Souza, 8 anos, gostou de voltar à escola. "Eu estava com saudade de brincar com os meus amiguinhos. Eu prefiro vir para a escola a ficar em casa." A dona de casa Eliane Damasceno, que possui filho na rede municipal, também gostou do fim do movimento. "Não gosto da greve porque acaba atrapalhando e atrasando o ensino." 

A Secretaria de Educação informou que, com o fim da paralisação, "a reposição das aulas será garantida de forma que não haja prejuízo para os alunos da rede municipal de ensino". Os critérios de reposição das aulas perdidas estão sob análise da Prefeitura.

A Secretaria de Educação solicitou aos diretores das escolas que "garantam o envolvimento direto da comunidade escolar, principalmente dos responsáveis, bem como do colegiado escolar, nas discussões sobre a reposição de aulas com a aplicação do conteúdo perdido, visto que a frequência dos alunos será acompanhada para o real cumprimento dos 200 dias letivos e das 800 horas (mínimos)".

 

Negociação

Os servidores do magistério reivindicavam reajuste de 8,32%, com base no percentual aplicado pelo Ministério da Educação (MEC) ao piso nacional, mas aceitaram a proposta de reajuste de 6,5%, a partir de maio, e de 6,42%, retroativo entre janeiro a abril, pago em parcela única em agosto próximo. Em contrapartida, os docentes terão benefícios, como abonos, mudanças na forma de contratação de temporários e um estudo que vai avaliar a redução da carga horária da categoria.

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