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01 de Maio de 2014 - 06:00

Por Tribuna

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Qualquer intervenção na estrutura depende da prévia aprovação do Comppac
Qualquer intervenção na estrutura depende da prévia aprovação do Comppac

Quase um ano depois da transferência dos alunos da Escola Estadual Delfim Moreira/Grupo Central para um imóvel na Rua Santo Antônio 1.130, no Centro, ainda não há definição sobre o início da reforma na sede, localizada na esquina da Avenida Rio Branco com a Rua Braz Bernardino. O prédio, conhecido como Palacete Santa Mafalda e pertencente ao Governo de Minas, é tombado pelo patrimônio municipal e, por este motivo, qualquer intervenção na estrutura depende da prévia aprovação do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac). No entanto, conforme a Funalfa, até o momento nenhuma proposta foi apresentado para análise.

Segundo a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Educação, o projeto de reforma ainda está em fase de elaboração, e a finalização é prevista para o mês de junho. Somente nesta primeira etapa, o gasto foi de R$ 250 mil. Os serviços da empresa responsável pelo planejamento (Urbana Arquitetura e Projetos) foram solicitados pelo Departamento Estadual de Obras Públicas (Deop). A secretaria alega ainda que o atual prédio da escola, cujo aluguel é de R$ 32.250,00, não causa qualquer prejuízo aos alunos, por estar também no Centro da cidade e por possuir características adequadas para funcionamento como instituição de ensino.

Essa não é a avaliação da diretora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE), Victória de Fátima Mello. Segundo ela, o espaço é completamente inadequado para os alunos e professores. A sindicalista também questiona a demora na reforma. "Já fizemos dois requerimentos na secretaria para saber o porquê desta lentidão, e sempre relatam que é devido ao prédio ser histórico. Outro questionamento refere-se ao projeto, que poderia ter sido feito com os alunos ainda no prédio, não tinha necessidade de terem saído se ainda estão nessa primeira fase."

O professor de química da escola Delfim Moreira, Alex Almeida Oliveira, comenta que toda mudança pode causar rejeição e desmotivação, e que esse deslocamento provocou um aumento na evasão dos alunos. "Apesar de o local anterior estar com diversos problemas, a capacidade desse prédio também não é das melhores, um exemplo disso, é que não há estacionamento, o que dificulta o acesso para os professores e alunos." Uma funcionária da escola que prefere não se identificar afirma que o espaço para os alunos não é suficiente e, além disso, não há quadra de esportes. "A gente sente muita falta do prédio do Grupo Central. Tenho visto muita demora para iniciar essa reforma. Meu medo é de que o prédio fique abandonado, como outros na cidade."

De acordo com a Secretaria de Educação, após a conclusão da primeira fase, serão orçados todos os gastos necessários para a realização das obras e haverá a licitação e contratação de uma empresa para execução, que deverá ser especializada, já que se trata de um prédio histórico.

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