Publicidade

13 de Julho de 2014 - 06:00

Unidade atrai pessoas de diferentes idades, que elogiam o cardápio diversificado, a localização estratégica e o preço

Por CAMILA CAETANO

Compartilhar
 
Aposentados, estudantes e trabalhadores da área central estão entre os frequentadores da unidade
Aposentados, estudantes e trabalhadores da área central estão entre os frequentadores da unidade

Aos 95 anos, a aposentada Nair da Silva comparece todos os dias ao Restaurante Popular de Juiz de Fora para fazer sua principal refeição, pagando apenas R$ 2. Ela relata ser assídua desde a inauguração da unidade, em agosto de 2012, e destaca a facilidade de almoçar perto de casa a um custo baixo. "Não preciso nem me preocupar com cozinha, muito menos lavar louças," acrescenta, sorrindo. Quando a unidade completou cinco meses de funcionamento, uma pesquisa apurou o perfil dos frequentadores: 40,14% tinham mais de 65 anos. No entanto, prestes a completar dois anos de funcionamento, o Restaurante Popular conseguiu agradar novos paladares, agregando um leque amplo de usuários.

Além dos idosos, os estudantes oriundos de outras cidades estão entre os que mais utilizam o espaço, buscando, como a aposentada Nair, alternativas que otimizem o tempo e ainda proporcionem economia. É o caso de Wilson Cardoso Ferreira, 19, aluno de curso preparatório para vestibular. Ele elogia o cardápio variado, afirmando que não há falta de nenhum alimento. "Aqui eu me sinto seguro em relação ao preparo, porque tudo é bem organizado e orientado por nutricionista." Carolina de Oliveira Baumgratz, 18, conta que prefere a refeição do Restaurante Popular a de outros estabelecimentos do ramo no Centro. "O tempero me agrada muito mais, além disso, cada dia é um prato diferente, são bem alternados."

Já Maíra Cristina Costa, 19, conta que, apesar de morar com os seus pais e ter a opção de almoçar em casa, opta pelo Restaurante Popular devido à comodidade de ficar próximo ao seu cursinho. "Não tenho do que reclamar, tudo aqui é bom." Outra usuária que também se declara satisfeita é Dara Arruda Machado, 17. Ela relata que após iniciar a alimentação nesse restaurante sua saúde apresentou melhoras. "Minhas refeições não eram muito completas. Por isso, tive anemia. Comecei a almoçar aqui quando mudei para Juiz de Fora. Meus últimos exames apresentaram resultados normais", assegura.

De acordo com a chefe do Departamento de Abastecimento da Secretaria de Agropecuária e Abastecimento, Denise Scoralick, desde a inauguração do restaurante no município, houve um aumento considerável de frequentadores. No início, o público era de aproximadamente 1.300 pessoas por dia. Hoje, o atendimento chega a dois mil por dia, com opção de almoço de segunda a sexta-feira, das 10h30 às 14h.

Na maioria das vezes, o público dos restaurantes populares é formado por trabalhadores formais e informais com baixa renda, desempregados, aposentados e moradores de rua. Contudo, em Juiz de Fora, há um misto de classes sociais. Os frequentadores defendem que a qualidade da comida e o preço são imbatíveis.

Robson José, 57, que trabalha no setor de telemarketing de uma empresa no Centro, afirma que almoça todos os dias no Restaurante Popular. "A alimentação nunca deixa a desejar. Meu planejamento em relação aos gastos com almoço seria em torno de R$ 5, desta forma, com o valor que economizo posso comprar frutas para complementar", comenta. Já o comerciante Oséas Luis Silva Santos, 56, considera a localização da unidade, na Rua Marechal Deodoro, um dos pontos positivos e acrescenta que a refeição é sempre equilibrada. "O cardápio é variado, fico sempre satisfeito. Não tenho motivo para ir a outros locais", diz.

Segundo Denise Scoralick, o cardápio é planejado semanalmente. A empresa responsável pelo fornecimento da refeição faz a relação do que será servido naquele período, envia para a secretaria, onde é aceito ou reprovado. A nutricionista responsável Denise Soares, explica que diversos itens são analisados. Um deles é a quantidade de calorias, além da presença de carboidratos, proteínas, vitaminas e minerais. A preferência é para os alimentos crus, a fim de preservar as fibras e nutrientes. Ainda segundo Denise, frituras são evitadas ao máximo. "Quando há hambúrguer, por exemplo, optamos por assar", observa.

A pesquisa feita logo após o lançamento do Restaurante Popular também revela que há satisfação de 98,94% dos entrevistados, sendo que destes, 57,39% consideram o local ótimo e 41,55% bom. Apresentação dos alimentos, sabor, tempero, limpeza e temperatura do ambiente estão presentes no critério de qualidade analisado pelos frequentadores. A fim de verificar se houve mudanças no perfil do público do restaurante, de acordo com a Secretaria de Agropecuária e Abastecimento, ainda esse ano, uma nova avaliação será realizada.

Um dos problemas apontados pelos frequentadores no primeiro ano de funcionamento da unidade era a falta de cooperação de alguns usuários em relação aos banheiros. Além de serem alvo frequente de depredações, furtos de torneiras, ralos, peças de descarga, papeleiras, secadores de mão e saboneteiras, os cômodos permaneciam sujos. A situação da falta de higiene foi contornada com a manutenção de um funcionário do Demlurb em cada banheiro: masculino e feminino. A estratégia também ajuda a combater atos de vandalismo. De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria de Agropecuária e Abastecimento, atualmente, não há mais registro de furtos nos banheiros. Contudo, talheres ainda são subtraídos, porém, com menos frequência.

A Tribuna esteve no Restaurante Popular por volta do meio-dia da última sexta-feira, horário de maior movimento. Apesar da grande circulação de pessoas, os banheiros estavam limpos, com papel higiênico e sabonete. A aposentada Cleusa Corrêa, 79, conta que a melhora foi expressiva. "Hoje, com a presença dos funcionários, os usuários são mais organizados, além da limpeza que é feita a todo momento. Qualquer horário que você vem está tudo limpo." Para Cristina Aparecida Jacinto, funcionária do Demlurb, responsável pela manutenção do banheiro feminino, os frequentadores estão mais conscientes. "Em vista do que era antes, está muito melhor. Creio que a cada dia as pessoas percebem que o correto é manter limpo o ambiente que é de uso coletivo."

O Restaurante Popular de Juiz de Fora funciona na Rua Halfeld 305, Centro, de segunda a sexta-feira, das 10h30 às 14h

 

Reforço na manutenção dos banheiros

Um dos problemas apontados pelos frequentadores no primeiro ano de funcionamento da unidade era a falta de cooperação de alguns usuários em relação aos banheiros. Além de serem alvo frequente de depredações, furtos de torneiras, ralos, peças de descarga, papeleiras, secadores de mão e saboneteiras, os cômodos permaneciam sujos. A situação da falta de higiene foi contornada com a manutenção de um funcionário do Demlurb em cada banheiro: masculino e feminino. A estratégia também ajuda a combater atos de vandalismo. De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria de Agropecuária e Abastecimento, atualmente, não há mais registro de furtos nos banheiros. Contudo, talheres ainda são subtraídos, porém, com menos frequência. 

A Tribuna esteve no Restaurante Popular por volta do meio-dia da última sexta-feira, horário de maior movimento. Apesar da grande circulação de pessoas, os banheiros estavam limpos, com papel higiênico e sabonete. A aposentada Cleusa Corrêa, 79, conta que a melhora foi expressiva. "Hoje, com a presença dos funcionários, os usuários são mais organizados, além da limpeza que é feita a todo momento. Qualquer horário que você vem está tudo limpo." Para Cristina Aparecida Jacinto, funcionária do Demlurb, responsável pela manutenção do banheiro feminino, os frequentadores estão mais conscientes. "Em vista do que era antes, está muito melhor. Creio que a cada dia as pessoas percebem que o correto é manter limpo o ambiente que é de uso coletivo."

Unidade da Zona Norte sem licitação

A construção de uma unidade do Restaurante Popular na Zona Norte de Juiz de Fora ainda não tem data para começar. A previsão da Prefeitura na época do anúncio do empreendimento, em setembro do ano passado, era de que a unidade entrasse em funcionamento ainda este ano.

Conforme a assessoria da Secretaria de Agropecuária e Abastecimento, o trâmite da documentação demorou mais que o esperado, e a licitação ainda está pendente. A informação é de que o começo dos trabalhos até dezembro não está descartado. Segundo a pasta, se a licitação for realizada no prazo de um mês, por exemplo, a obra pode ter início. A data certa, porém, não foi definida.

O projeto do novo restaurante deve ser viabilizado com R$ 925.222,62 do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e R$ 265.683,33 dos cofres municipais. A unidade deve ocupar uma área de 300 metros quadrados, oferecendo196 lugares e servindo cerca de mil refeições por dia. O terreno para a construção foi cedido pela PM e está localizado em Benfica.

 

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você acha que a realização de blitze seria a solução para fazer cumprir a lei que proíbe jogar lixo nas ruas?