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18 de Junho de 2014 - 06:00

Por CAMILA CAETANO

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Revitalização da unidade foi inaugurada ontem pelo prefeito Bruno Siqueira e outras autoridades
Revitalização da unidade foi inaugurada ontem pelo prefeito Bruno Siqueira e outras autoridades

As obras de revitalização da Unidade de Atenção Primária à Saúde (Uaps) do Bairro Santo Antônio, Zona Sudeste, após quatro meses de reforma, foram inauguradas ontem. Na unidade, que é referência para nove mil pessoas, o telhado foi trocado, mais dois banheiros foram construídos e as salas ampliadas, além de reforma da farmácia, cobertura e pintura da área externa. "Houve adaptação dos ambientes para gerar mais conforto tanto para trabalhadores quanto para usuários. O objetivo é dar mais qualidade ao atendimento", assegura o subsecretário de Atenção Primária à Saúde, Thiago Horta. O prefeito Bruno Siqueira (PMDB), presente na solenidade, também acredita que essa reforma proporcionará maiores benefícios à população.

As Uaps de Barreira do Triunfo, Linhares e Humaitá já passaram por reformas. Além disso, outras unidades estão em processo de revitalização nos bairros Retiro, Santa Cecília, Parque Guarani, Alto Grajaú, Jardim Esperança, Monte Castelo, Jardim Natal, Santa Cruz, Marumbi, Nova Era, Jóquei Clube II, São Judas Tadeu e Furtado de Menezes.

Os recursos para a revitalização destas unidades está em torno de R$ 4,2 milhões, valores provenientes de parceria com o Ministério da Saúde, por intermédio do programa denominado Requalifica Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o subsecretário Thiago Horta, a finalização das reformas nas demais unidades ocorrerá nos próximos meses. "Além disso, estamos reorganizando a questão dos medicamentos. Hoje as unidades de saúde também têm um quadro mais efetivo de médicos. Assim, estamos melhorando o atendimento primário à saúde em Juiz de Fora", complementa o prefeito Bruno Siqueira.

Para o secretário de Saúde, José Laerte Barbosa, nas atuais Uaps em funcionamento, o número de servidores está adequado. Estima-se que haverá ampliação em relação aos funcionários apenas nas novas unidades. "Faremos expansão de algumas nos bairros Nova Benfica, Manoel Honório e Linhares. Nessas também haverá aumento de recursos humanos", afirma José Laerte. "Estamos aguardando a liberação do recurso do Governo estadual, que deve ser depositado na conta do Município nos próximos dias. Assim iniciaremos o processo licitatório para a construção dessas novas obras."

 

 

Usuários fazem reivindicações

Apesar das reformas realizadas na Uaps do Bairro Santo Antônio, os usuários dessa região ainda reivindicam melhorias em serviços da unidade. "Tudo nessa Uaps é a maior dificuldade. Só beleza não basta", diz a moradora Silvânia de Oliveira. Ela conta sobre as dificuldades para aferir a pressão da sua mãe, que faleceu na última quinta-feira. "Como não conseguíamos na Uaps, nós tínhamos que pagar na farmácia para medir a sua pressão. Depois até compramos o aparelho, mas nós não sabíamos olhar direito."

Luiz Gonzaga Filho, hipertenso, também passa pelas mesmas dificuldades. "Faço tratamento de pressão, a médica pediu controle a cada 15 dias. Chego para aferir e fico mais de uma hora aguardando." Além disso, ele revela que não conseguiu obter na Uaps os seus medicamentos, sendo necessário comprar captopril, hidrocordiazida e nifedipina. A chefe do Departamento de Desenvolvimento de Atenção Primária à Saúde, Cláudia Franco Rocha, garante que, mesmo com a reforma, não houve prejuízos a atendimentos médicos e aferição de pressão. Segundo ela, durante esse período, a Uaps funcionou das 7h às 17h, ininterruptamente. Em relação aos medicamentos, Cláudia afirma que a Secretaria de Saúde está em um momento de transição, após o contrato com a nova empresa Unihealth Logística Ltda. Contudo, ela diz que as novas rotas de distribuição dos medicamentos já estão sendo estabelecidas.

Outro problema que os moradores relatam é sobre a dificuldade para marcar consultas. O ex-presidente do Conselho de Saúde do Santo Antônio, Cláudio de Souza Gerheim, é hipertenso e afirma que não consegue o atendimento há seis meses. "Agora adiaram novamente a minha consulta." Além disso, segundo os usuários, a situação se agrava quando é necessário algum serviço imediato. "Você chega com a criança passando mal, os funcionários já avisam que a médica não pode atender, que é para irmos em outro lugar. Vamos até a Regional Leste. Lá pedem para irmos à Uaps. Não temos alternativa", desabafa Regina Barbosa. A chefe do Departamento de Desenvolvimento de Atenção Primária à Saúde observa que, quando algum atendimento de responsabilidade da Uaps for negado, o usuário deve se dirigir à supervisora da unidade ou entrar em contato com a Ouvidoria de Saúde para formalizar a denúncia. A Tribuna entrou em contato com a Ouvidoria, que só poderá disponibilizar dados a partir de hoje.

As Uaps também têm a finalidade de realizar atendimento domiciliar às pessoas que apresentam dificuldades para se locomover. Entretanto, Alexandra Patrícia de Almeida, paraplégica há quatro anos, assegura que recebeu apenas duas visitas em sua residência neste período. As dificuldades ainda são maiores. Alexandra diz que, quando vai consultar, sua cadeira de rodas não passa na porta da sala, e o atendimento é realizado no corredor da Uaps. Outra questão que ela conta indignada é em relação à falta de prioridade. "Tenho que ficar na fila. Você já viu cadeirante ficar na fila para ser consultado?" De acordo com Cláudia Franco, essa questão será apurada para cabíveis providências. Em relação ao acesso às Uaps por cadeirantes, Cláudia diz que há estudos sobre a possibilidade de adequação do local, como a inserção de rampa.

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