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22 de Janeiro de 2014 - 07:00

Pedestres se arriscam fora da faixa,e motoristas fazem conversões perigosas

Por Guilherme Arêas

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Pedestres atravessam em meio aos carros que surgem de várias direções
Pedestres atravessam em meio aos carros que surgem de várias direções
Mulher trafega pelo asfalto no lado da Rua Mariano Procópio que não conta com calçada
Mulher trafega pelo asfalto no lado da Rua Mariano Procópio que não conta com calçada
Conversão arriscada é cena frequente na Rua Mariano Procópio, quase em frente ao museu
Conversão arriscada é cena frequente na Rua Mariano Procópio, quase em frente ao museu

Um festival de irregularidades coloca em risco motoristas e pessoas que circulam a pé no cruzamento da Rua Mariano Procópio com a Avenida dos Andradas, no Bairro Mariano Procópio, região Nordeste. O principal problema no trecho é a travessia fora da faixa de pedestres. A Tribuna esteve no local e flagrou dezenas de pessoas atravessando da Avenida dos Andradas para a Rua Mariano Procópio pela margem da linha férrea, sendo que o recomendado é cruzar a via pela faixa que existe na Mariano Procópio. A reclamação da comunidade é de que o dispositivo, que tem como objetivo aumentar a segurança do pedestre, aumenta a caminhada. Embora reforce a necessidade de que a sinalização seja respeitada, a Settra informa que vai avaliar a possibilidade de deslocar a faixa da Rua Mariano Procópio, logo após o Restaurante Procopão, para um segmento mais próximo da Avenida dos Andradas.

Enquanto isso, os pedestres vão se arriscando em travessias arriscadas. Há cerca de dois anos, a calçada da Rua Mariano Procópio, na interseção com a Andradas, ganhou gradis justamente para evitar que as pessoas atravessem fora da faixa. A estrutura, porém, já foi danificada; duas partes da cerca foram removidas. E a grande maioria dos pedestres ainda prefere circular pela rua, dividindo espaço com os veículos.

"Sempre que passo aqui estou com pressa. Não tem como dar essa volta toda para atravessar na faixa. Infelizmente, o pedestre procura passar pelo caminho mais curto e nem sempre o mais seguro", admite a terapeuta Mônica Damasceno, 27 anos.

Do outro lado da Mariano Procópio, o problema é a falta de calçada. O único trecho com calçamento fica na altura do Centro Cultural Dnar Rocha. A estudante Mariana Figueiredo, 20, veio de Cataguases passar férias em Juiz de Fora e procurava o Museu Mariano Procópio na tarde da última quarta-feira. Sem conhecer direito a região, ela acabou caminhando no meio da rua para chegar até o parque do museu. "Morri de medo de ser atropelada", relatou, após dividir a rua com carros, motos e ônibus.

 

Soluções

A chefe de Departamento de Engenharia de Tráfego, Sheila Menini, diz que não há espaço suficiente para construir calçada no lado da Rua Mariano Procópio que não conta com o dispositivo. Neste caso, a recomendação é transitar na calçada do museu. Já em relação à travessia fora do local seguro, Sheila explica que as faixas foram implantadas em trechos que garantam a segurança dos pedestres. "A segurança é diretamente relacionada à visibilidade que o pedestre tem dos veículos. Infelizmente, a faixa da Rua Mariano Procópio ficou em local onde a distância de caminhada foi aumentada. Diante desse problema, precisamos buscar soluções para melhorar a travessia, talvez trazendo a faixa para mais próximo da linha férrea." A Prefeitura deve trabalhar ainda para revitalizar a sinalização horizontal no trecho.

Futuramente, com a proposta de intervenções viárias na saída da Rua Cristóvão Molinari, a ideia é realizar uma reestruturação de toda a área, incluindo a implantação de semáforos antes da linha férrea.

 

Conversões arriscadas

Outro problema flagrado pela Tribuna naquela região foram as conversões arriscadas de motoristas na Rua Mariano Procópio. Muitos condutores de carros e motos que pretendiam retornar ao Morro da Glória pela Avenida dos Andradas acabaram manobrando na própria Mariano Procópio, pouco antes da entrada do museu.

O problema é que a via é bastante movimentada nos dois sentidos. Um dos motoristas que a reportagem acompanhou demorou quase três minutos para fazer a conversão, tempo que ele poderia ter gasto fazendo o retorno mais à frente, pela Avenida Rui Barbosa, Rua Henrique Burnier, Rua Teresa Cristina e retornando pela Coronel Vidal.

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