Publicidade

25 de Junho de 2014 - 06:00

Casos de furtos e agressões também preocupam

Por MARCOS ARAÚJO*

Compartilhar
 

Moradores e comerciantes da região dos bairros São Mateus e Alto dos Passos, na Zona Sul, solicitam mais segurança para as comunidades, principalmente, neste período da Copa do Mundo. Segundo eles, em função das comemorações das vitórias da Seleção Brasileira no Mundial, o policiamento está ficando concentrado apenas nas ruas onde há os festejos. A Tribuna teve acesso a, pelo menos, dez boletins de ocorrências registrados no período após o jogo da última segunda-feira. Os documentos eram referentes a furtos, roubos, agressões físicas, tráfico de drogas, desobediência e até uma pedra arremessada contra um laboratório. Em matéria publicada pelo jornal, no último sábado, foi mostrado como uma onda recente de assaltos alterou a rotina de trabalho de alguns comerciantes, que passaram a adotar grades em seu estabelecimento e a atender fregueses por meio delas ou de portas fechadas, amargando, inclusive, prejuízos devido à queda das vendas. Conforme os comerciantes, além dos assaltos, no período da noite, usuários de crack e flanelinhas tomam conta das ruas e intimidam as pessoas.

Uma das ocorrências de roubo da última segunda-feira foi registrada na Rua São Mateus, por volta das 17h, quando um estudante, de 20 anos, foi perseguido por dois homens, que levaram seu celular e dinheiro. Conforme o jovem, ele estava caminhando, quando percebeu que era seguido pela dupla que estava de bicicleta. Segundo a ocorrência, um dos assaltantes disse à vítima: "Passa seu celular, você sabe que meu amigo está armado." Já na Rua Pedro Botti, um motociclista, de 49 anos, estacionou sua moto, por volta das 15h, para ver o jogo do Brasil, e, após o término, quando voltou, ela havia sido furtada. Uma jovem de 23 anos também registrou um boletim, depois que seu celular foi furtado de sua bolsa. O caso aconteceu na Rua Dom Viçoso, por volta das 20h. Ainda perto desse horário, um rapaz, 18, foi vítima de lesão corporal. O crime foi na Rua Morais e Castro, no Alto dos Passos. Ele deu entrada no Hospital de Pronto Socorro (HPS), depois de ter sofrido agressão em via pública. A vítima foi diagnosticada com um trauma no olho direito, sendo medicada e liberada.

Um adolescente de 17 anos entrou em luta corporal com outro da mesma idade e com um jovem de 20, na Rua Dom Viçoso, por volta das 19h. Segundo o boletim, a vítima estava na área próxima ao telão de transmissão do jogo Brasil contra Camarões. A briga teria sido motivada pelo roubo de um boné. Os envolvidos não apresentaram ferimentos e foram conduzidos para a delegacia de Polícia Civil, em Santa Terezinha. Já na Avenida Rio Branco, na altura do Alto dos Passos, por volta das 21h30, um jovem de 18 anos foi preso pela Polícia Militar. Ele estava com um grupo em atitude suspeita. No momento da abordagem, alguns indivíduos fugiram, e o jovem tentou resistir. Com ele, os policiais localizaram um invólucro com cocaína. O suspeito foi preso e conduzido à delegacia. Um homem de 29 anos também foi preso em flagrante depois de ser surpreendido por PMs com diversos frascos de "cheirinho da loló". O caso foi na Rua Severiano Sarmento, por volta das 17h30. Ele foi surpreendido durante uma revista, no local onde havia a concentração para assistir ao jogo da Seleção Brasileira. No bolso dele, os policiais localizaram 17 frascos da substância. Ele foi levado para delegacia. Já na Rua Monsenhor Gustavo Freire, um laboratório foi alvo de uma pedrada, que acertou seu sistema de ventilação, danificando canos responsáveis pela dispersão de gases produzidos no local.

Em nota, o assessor organizacional da 4ª Região da Polícia Militar, major Edmar Pires, informou que, durante as partidas da Copa do Mundo, um efetivo policial é dirigido para o local de concentração no Alto dos Passos, para proporcionar segurança aos torcedores que ali comparecem. Em relação às vias nas imediações do local do evento, é mantido o policiamento ordinário, não sofrendo este qualquer prejuízo e estando à disposição da comunidade, que pode acioná-lo por meio do 190.

 

Comunidade cobra abordagens

Conforme moradores e comerciantes da região todo a patrulhamento, inclusive Guarda Municipal e agentes de trânsito, está concentrado na área de comemoração da Copa, deixando algumas vias desguarnecidas de segurança. "É preciso, pelo menos, que uma viatura percorra as outras ruas, levando a presença de policiais para esses lugares que estão ficando abandonados e servindo para ação dos ladrões. Não somos contra o evento, mas é preciso segurança para as outras partes", afirmou um comerciante, que preferiu não se identificar. Um morador, 48 anos, que também preferiu o sigilo do nome, contou que, durante o jogo, é possível perceber pessoas usando drogas nas ruas. "Também tem gente urinando em locais indevidos", relatou o morador. Uma professora, 38, afirmou que está com medo de andar pelas ruas do bairro. "Fora da área de concentração, as ruas estão totalmente desertas. Essa situação é um "prato cheio" para os bandidos", disse a mulher. Outro comerciante, 51, apontou que, após o jogo, viu três viaturas percorrendo algumas ruas. "Isso ajuda, mas acho que eles tinham que parar e abordar as pessoas porque havia muitos indivíduos em atitude suspeita, muita gente com drogas e até armadas."

Na matéria publicada no último sábado, moradores e comerciantes do Bairro São Mateus pediram que a abordagem de pessoas em situação suspeita fosse intensificada na região. Após a divulgação da reportagem, comerciantes relataram que um policial esteve no local disponibilizando um número de contato, como um canal de acesso mais rápido entre a comunidade e a Polícia Militar. Em nota, o assessor organizacional major Edmar Pires disse que as ações desenvolvidas no bairro são essencialmente preventivas, "sendo levado a efeito através do lançamento do policiamento a pé ou motorizado". Dentro dessa rotina, são realizadas abordagens periódicas a indivíduos suspeitos visando a coibir a prática de delitos. Sobre o número de telefone fornecido por um oficial, o assessor disse que isso "corresponde a mais uma forma de estreitar o relacionamento com a comunidade local, facilitando, com isso, o acionamento em caso de necessidade". Trata-se de um número de telefone pessoal do militar e que consiste em uma prática já adotada na cidade.

 

* colaborou Cíntia Charlene

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você acha que o subsídio do Governo vai alavancar a aviação regional?