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04 de Abril de 2014 - 06:00

Paralisação dos técnicos chega a 19 dias nesta sexta, sem data para terminar

Por Cíntia Charlene

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Paralisação dos técnicos completa 19 dias
Paralisação dos técnicos completa 19 dias

A paralisação dos servidores da UFJF, que completa 19 dias nesta sexta-feira (4), tem prejudicado alguns serviços de atendimento aos estudantes. O maior problema é o fechamento do Restaurante Universitário (RU). A opção encontrada por muitos alunos foi recorrer às cantinas do campus ou restaurantes da região. Mas, independentemente da situação, a conta tem ficado mais cara, aumentando os gastos dos acadêmicos. "A situação está complicada. Para me alimentar, preciso gastar mais", lamenta a estudante do primeiro período de enfermagem Thaiza Gama, 17 anos, moradora do Santa Luzia. Alessandra Carolina e Silva, 20, que está no terceiro período de ciências contábeis, precisa do apoio da mãe para complementar a renda. "No RU, pagamos R$ 1,40. Só para lanchar, tenho gasto de R$ 5 a R$6. Recebo bolsa moradia, e minha mãe me ajuda com o dinheiro do almoço. Está ficando puxado para mim e para ela." Já a opção da estudante do terceiro período de engenharia elétrica Jhulliane Rodrigues,18, tem sido almoçar em casa. "Sou de Cataguases e moro em uma república no São Mateus. Em média, o almoço aqui tem ficado em R$ 8. Para não gastar isso, o jeito foi ir para casa, mesmo tendo que pegar ônibus."

Além do RU, estão paralisados os serviços da Biblioteca Central, Museu Murilo Mendes, transportes internos, Editora da UFJF, bibliotecas setoriais. Alguns laboratórios já atuam com capacidade reduzida. A estudante do segundo período de artes Tamires Lima, 26, sente-se prejudicada sem a Biblioteca Central: "Não temos como pegar livros e estudar."

Para não prejudicar os serviços de orientação e os trâmites acadêmicos, a Central de Atendimento opera em regime de plantão. Sete pessoas trabalham entre 8h e 18h para atender a demanda. Nesta quinta (3) dois mil atendimentos foram feitos relacionados à entrega da documentação dos novos alunos que desejam receber o apoio estudantil.

A coordenadora do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Laiz Perrut, explica que o órgão se solidariza com as pautas reivindicadas pelo sindicato, mas frente às dificuldades enfrentadas pelos alunos, principalmente com relação à alimentação, ações estão sendo preparadas para tentar cobrar uma posição da UFJF. O grupo se reuniu na semana passada com o comando de greve, mas não houve acordo para a abertura do RU. "Frente a esta resposta negativa do comando, estamos estipulando nossas ações." Segundo o secretário-geral do DCE,Victor Cezar, um ofício foi encaminhado à Reitoria solicitando uma reunião com o reitor . "Estamos cobrando os serviços essenciais para que estes alunos tenham a possibilidade de permanência, visto que os professores não estão em greve. Queremos garantir o mínimo, que é a alimentação."

O reitor Henrique Duque se mostrou à disposição para conversar com os estudantes. Uma reunião com o DCE será marcada para a próxima segunda-feira. "Acho que a obrigação da universidade é dar todo o suporte, principalmente àqueles alunos que mais necessitam. Quando acontece o movimento, tudo é comandado pelo comando de greve, nada pode ser feito sem sua autorização. Para dar apoio a estes alunos que estão sem alimentação, eu preciso ser provocado. Alguém precisa me pedir por escrito, e eu tenho que ouvir a Procuradoria. Se ela sinalizar que eu posso fazer algo, que é legal, eu o farei. A iniciativa não pode partir da administração superior, mas do DCE, do próprio aluno."

 

Tempo indeterminado

De acordo com o coordenador- geral do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da UFJF (Sintufejuf), Paulo Dimas, a greve não tem data para terminar. "A respeito de Brasília, não temos resposta. O Governo está intransigente e não está querendo conversar com a nossa federação. Com isso, estamos mantendo forte o movimento." Ele ainda acrescenta: "Em Juiz de Fora, de certa forma, estamos incomodando com o fechamento do RU, do transporte, da central de atendimento, bibliotecas setoriais e outras que nós estamos fechando. Hoje vamos fechar o infocentro da farmácia. Todos os dias damos uma volta pelo campus e pelo HU, conversando com os trabalhadores e fechando alguns setores. À tarde, fazemos a reunião no sindicato." Uma assembleia está marcada para o dia 8, às 9h, com a categoria. "Vamos informar da nossa realidade em Juiz de Fora, o que está fechado o que está funcionando e os informes nacionais."

 

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