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11 de Abril de 2014 - 07:00

Por Tribuna

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Mesmo com impasse, autoescola aposta em equipamento para melhor resultado de seus alunos
Mesmo com impasse, autoescola aposta em equipamento para melhor resultado de seus alunos

A obrigatoriedade do simulador de direção em aulas nas autoescolas volta a ser motivo de polêmica. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, em Brasília, rejeitou, na última quarta-feira (10), a proposta que estabelecia a exigência do aparelho para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria B. O Projeto de Lei 4.449/12, do deputado Mauro Lopes (PMDB/MG), determina que os centros de formações de condutores (CFCs) de todo o Brasil adquiram o simulador para melhor preparar os futuros condutores, em virtude dos altos índices de acidentes de trânsito. Porém, a CCJ entendeu que o projeto é inconstitucional por criar um gasto a mais para o setor. Embora a proposta tenha sido aprovada em caráter conclusivo, sem precisar passar pelo plenário, existe possibilidade de encaminhamento de recursos.

Entre os proprietários das autoescolas de Juiz de Fora, as opiniões estão divididas. "Acredito que a obrigatoriedade do simulador não vai cair", destaca Gabriel Alves, dono da Autoescola Manchester, a única das 31 do município a já possuir o simulador. "Mesmo com o impasse, colocamos o simulador, e, desde então, temos obtido resultados relevantes. O simulador ajuda o candidato a ter o primeiro contato com os comandos e equipamentos do carro, dando mais rendimento às aulas na rua." A advogada Thaís Amadei, 25 anos, que estava em sua terceira aula no simulador e nunca havia tido contato com a direção, aprova o equipamento. "O simulador nos mostra o que está certo e o que está errado. Ele tem me deixado mais segura."

Na Autoescola Minas Gerais, o diretor Wanderson Lima, conta que o CFC chegou a encomendar o simulador e até construiu uma sala para abrigar o equipamento, porém, prefere aguardar um posicionamento definitivo. Já Sebastião Luiz de Souza, o Tião Gato, proprietário do CFC Andorinha, acredita que a obrigatoriedade não deve ocorrer. "Vejo que ele é viável apenas para candidatos aprovados no exame prático, para que possam treinar e se familiarizar com a prática de direção. Antes disso, não enxergo como vantagem. É mais despesa do que ganho."

A implantação definitiva dos simuladores havia sido programada para 1° de janeiro deste ano, mas, em fevereiro, a Resolução 473/14, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), adiou a decisão por mais seis meses, ou seja 1° de julho. De acordo com a assessoria do Sindicato dos Proprietários de Centros de Formação de Condutores de Minas Gerais, a orientação aos empresários do setor é aguardar os próximos desdobramentos e a audiência pública sobre o tema, no próximo dia 23, lembrando que as resoluções do Contran (444/13 e 473/14) estão em vigor.

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