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11 de Março de 2013 - 15:20

PJF anuncia programas para melhorar atendimento de acolhidos

Por Tribuna

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Foram apresentadas estratégias para  para regularizar o funcionamento das casas de abrigo
Foram apresentadas estratégias para para regularizar o funcionamento das casas de abrigo

Atualizada às 15h22

A situação das crianças e adolescentes que vivem em casas de acolhimento de Juiz de Fora foi tema de reunião realizada pela PJF na manhã desta segunda-feira (11). No evento, que contou com a participação do prefeito Bruno Siqueira (PMDB), foram apresentadas as estratégias do programa "Lugar de criança é na família", que objetiva regularizar o funcionamento dos abrigos. O destaque foi o lançamento do programa "Família extensa", que tem como meta viabilizar a integração dos atendidos, em situação de vulnerabilidade, aos cuidados de membros da própria família que estejam aptos a participar da iniciativa.

Segundo o secretário de Assistência Social, Flávio Cheker, por enquanto, 16 famílias estão cadastradas no projeto, que prevê o pagamento de uma quantia, ainda não divulgada, para custeio dos gastos dos acolhidos. Conforme o secretário, atualmente 70 pessoas, vítimas de abandono, maus-tratos, negligência e violência doméstica vivem na Casa Aberta e na Lumiar, duas instituições destinadas a este fim na cidade. Ainda de acordo com Cheker, a postura do município é propiciar um atendimento mais individualizado e que possibilite a formação saudável dos internos. A ideia é dispor de novos espaços para alocá-los em grupos menores. Para tanto, a previsão é que alguns imóveis, já em uso, sejam reformados e outros sejam alugados para esta finalidade.

"Nosso objetivo é efetuar uma intervenção emergencial com foco na regularização das casas. Para tanto, vamos trabalhar de forma integrada com a Vara da Infância e Juventude, o Conselho Tutelar e o Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente."

Outras ações elencadas foram a ampliação do "Escola de família", que visa trabalhar os problemas vivenciados nos lares na tentativa de corrigi-los e permitir a reintegração da criança à família, e a capacitação dos profissionais que atuam nestas instituições.

Integraram a mesa de discussão do tema, ao lado do prefeito, a juíza da Vara da Infância e Juventude, Maria Cecília Stephan, o presidente da Câmara, Júlio Gasparette, o comandante da 4ª Região da Polícia Militar, Ronaldo Nazareth, e a presidente da Comissão dos Direitos da Criança, Valéria Martins Pereira.

No mês de dezembro, a Tribuna publicou uma reportagem denunciando a situação precária em que viviam os atendidos pela Casa Aberta. De acordo com o secretário, a expectativa é que as ações para melhoria da condição estrutural destes espaços sejam implantadas no prazo de até três meses. Os recursos já destinados à Proteção Especial serão remanejados para o custeio desta ações.

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