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14 de Fevereiro de 2014 - 11:30

Jovem admite crime e diz que feriu a mulher com uma faca para que ela não gritasse

Por Sandra Zanella

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Ele confessou que enfermeira foi sua segunda vítima
Ele confessou que enfermeira foi sua segunda vítima

Atualizada às 20h

Um jovem, 18 anos, suspeito de ter estuprado, ferido e assaltado uma enfermeira, 25, em janeiro, no Bairro Poço Rico, Zona Sudeste, foi apresentado pela Polícia Civil, na manhã desta sexta-feira (14), na Casa da Mulher. Ele foi capturado, na tarde de quinta-feira (13), perto da loja onde trabalhava como balconista, no Centro, por meio de mandado de prisão temporária, expedido pela Justiça. De acordo com a delegada de Mulheres, Maria Pontes, o rapaz ainda é suspeito de ter atacado mais três mulheres. Duas delas conseguiram se desvencilhar do jovem antes de serem estupradas. Um desses casos de tentativa de abuso sexual também aconteceu no Poço Rico e envolveu uma mulher, 53, que já prestou depoimento.

Depois de ser preso, o rapaz confessou o estupro da enfermeira, mas negou ter roubado a bolsa dela. Ele ainda afirmou ter agredido a vítima a chutes e a ferido com canivete, na tentativa de intimidá-la. O crime aconteceu por volta das 6h45 do dia 5 de janeiro, quando a mulher seguia pela Rua da Bahia, a caminho do trabalho. Ela foi abordada pelo homem que, mediante ameaças com a arma branca, a obrigou a ficar quieta e atravessar a rua em direção a um matagal, com cerca de meio metro de altura, perto de um campo de futebol. No local, a vítima foi jogada ao chão, agredida fisicamente, golpeada com o canivete no pescoço, despida e abusada sexualmente.

A enfermeira ainda teve sua bolsa roubada e foi abandonada no terreno. Após buscar ajuda em seu local de trabalho, ela foi conduzida ao Hospital de Pronto Socorro (HPS), onde foi medicada e passou por exames de riscos biológicos. A mulher sofreu um pequeno corte no pescoço e diversos ferimentos na região genital. Ao prestar declarações, o suspeito disse que, na madrugada anterior ao crime, havia deixado o serviço de segurança em um evento na região central, saído com uma garota de programa e ficado na rua esperando o horário de seu ônibus, quando decidiu abordar a vítima. "Coloquei (o canivete) na cintura dela e disse: me acompanhe." Questionado sobre o motivo de tê-la ferido com a arma branca até a mesma quebrar a ponta, ele afirmou: "Fiz isso para ela não reagir, não gritar." O rapaz negou ter atacado outra mulher no mesmo bairro, mas confessou que a enfermeira foi sua segunda vítima. A primeira teria sido uma mulher que ele viu no Centro e a perseguiu, quando era adolescente. O suspeito completou 18 anos em outubro.

Segundo a delegada, o balconista está no Ceresp, e a prisão temporária de 15 dias pode ser prorrogada por mais 15. Ela informou que o jovem será indiciado por estupro, conforme o artigo 213 do Código Penal, que prevê reclusão de seis a dez anos. Maria Pontes destacou que o rapaz, morador de um bairro na Zona Norte, foi identificado após a divulgação de imagens de câmeras da região onde aconteceu o crime e obtidas pela polícia. "A vítima reconheceu o suspeito. Já temos outro caso sendo investigado, que também aconteceu no Poço Rico, e vamos apurar os demais. Ainda conforme Maria Pontes, estupros como o da enfermeira são raros na cidade, mas ela acredita que há subnotificação por parte das vítimas. "O registro da ocorrência é muito importante para sabermos o que está acontecendo em Juiz de Fora e, quanto mais rápida for a denúncia, mais fácil é a investigação."

 

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