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17 de Janeiro de 2013 - 18:15

Por Tribuna

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Dois homens, 21 e 24 anos, suspeitos de matar o adolescente Flávio Luís Lopes Garcia, 16, foram ouvidos nesta quinta-feira (17) pela Polícia Civil. De acordo com o delegado titular da 1ª Delegacia, Eurico Cunha Neto, responsável pelo inquérito, a dupla negou a participação no crime, ocorrido em 26 de dezembro de 2012, quando a vítima foi atingida por cinco tiros, durante a madrugada, quando estava em um ponto de ônibus, no Bairro Santa Luzia, na Zona Sul. Os suspeitos se apresentaram de forma espontânea e alegaram não ter conhecimento do assassinato. Entretanto, como afirmou o delegado, a negativa de envolvimento no crime por parte deles não muda o rumo das investigações, já que a hipótese é de que um deles seria o autor dos tiros e o outro conduzia a motocicleta, dando cobertura ao atirador. "Depois de comprovado, os suspeitos poderão responder por homicídio qualificado por motivo fútil e impedimento de defesa da vítima, uma vez que esta foi pega de surpresa enquanto esperava o ônibus", afirmou Eurico, acrescentando que a condenação para ambos pode variar de 12 a 30 anos de prisão.

A Polícia Civil trabalha com a suspeita de que o homicídio teria sido praticado em função de uma desavença entre os envolvidos durante um evento, em uma casa noturna, no Salvaterra, onde todos se encontravam antes do crime. Ainda segundo o delegado, os dois suspeitos são moradores do Bairro Linhares, na Zona Leste, e seriam integrantes de um "bonde", que vem fazendo ameaças de morte a outras pessoas nas redes sociais. Flávio foi morto quando estava com amigos, em um ponto de ônibus, na Rua Ibitiguaia. Conforme a PM, dois ocupantes de uma motocicleta pararam no local e teriam perguntado de que bairro o grupo era. Após a resposta de que eram do Nossa Senhora das Graças, o condutor teria mandado o carona desembarcar do veículo e atirar contra os jovens. Flávio foi o único ferido, sendo atingido na cabeça, mandíbula, tórax, braço esquerdo e nádega. Ele chegou a ser socorrido pela PM até o Hospital de Pronto Socorro (HPS), mas não resistiu.

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