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20 de Janeiro de 2014 - 22:02

Às vésperas da iniciativa, mais dois foram assaltados

Por Marcos Araújo e Sandra Zanella

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Categoria vai opinar sobre equipamentos como cabine, rastreador e câmera
Categoria vai opinar sobre equipamentos como cabine, rastreador e câmera

Mais dois taxistas foram assaltados na cidade em menos de 24 horas e às vésperas de a categoria definir, em votação, quais os equipamentos de segurança deverão ser adotados obrigatoriamente pelos profissionais a fim de reduzir a criminalidade crescente contra a classe. O caso mais recente foi registrado na madrugada desta segunda-feira (21), quando um motorista de 32 anos foi rendido por um ladrão armado com revólver no Santa Luzia, Zona Sul. Ele relatou à Polícia Militar que havia acabado de deixar duas passageiras no bairro, quando houve solicitação no telefone de um ponto para buscar uma mulher na Avenida Santa Luzia. No momento em que o taxista parou perto de um veículo estacionado para verificar o endereço, ele foi surpreendido pelo criminoso, que saiu de trás do carro e anunciou o assalto.

O bandido fez ameaças de morte e conseguiu roubar R$ 247. O assaltante teria fugido na companhia de dois comparsas, mas nenhum deles foi localizado. O outro crime aconteceu no início da tarde de domingo no Bairro São Judas Tadeu, Zona Norte. O taxista, 61, contou à PM que estava na Rua Luiz Vilani, quando foi abordado por dois criminosos, um deles armado com revólver. A dupla roubou cerca de R$ 150 e conseguiu escapar. Os casos serão investigados pela Polícia Civil.

Na expectativa de melhorar a segurança no serviço de táxi no município, a Settra abriu, na manhã desta segunda, a votação para definir a obrigatoriedade ou não de alguns itens que poderão ser instalados nos táxis. A consulta é consequência de reuniões entre os taxistas, a Polícia Militar e a Settra, que vêm acontecendo nos últimos dois meses. No plebiscito, que não é obrigatório, permissionários e auxiliares deverão optar pela cabine de segurança, que separa o motorista do passageiro, através de uma estrutura feita de placas de policarbonato (resistente à perfuração de munição de diversos calibres); rastreador, serviço de localização pela internet; e câmera no interior do veículo, somente com imagens.

De acordo com o subsecretário de Mobilidade Urbana da Settra, Mauro Branco, após a definição dos equipamentos e suas obrigatoriedades, a secretaria irá adaptar a legislação, para permitir a implantação dos equipamentos nos veículos, e encaminhar para avaliação da Câmara Municipal. "A consulta é importante, porque coloca a questão da segurança sendo debatida, com propósito de encontrar soluções conjuntas, para se obter resultados práticos", ressaltou o subsecretário, acrescentando que, independentemente do equipamento definido como de uso obrigatório, o taxista poderá utilizar os outros de forma facultativa. "Para isso, serão definidos parâmetros de funcionamento que vão depender da homologação dos equipamentos pela Settra e do aspecto legal." A votação continua sendo realizada nesta terça-feira (21) na Escola de Governo, na Rua Maria Perpétua 72, 3º andar, no Bairro Ladeira, entre 8h e 18h. A urna será aberta nesta quarta.

 

Vulnerabilidade

Conforme o presidente do Sindicato dos Taxistas, Aparecido Fagundes, a consulta é positiva na medida em que busca ouvir o profissional sobre como ele deseja se proteger. Na opinião do sindicalista, apesar da importância dos equipamentos, cada um apresenta algum tipo de falha. "No caso da cabine, por exemplo, o profissional fica vulnerável se for vítima de uma ação criminosa que começa pelo lado de fora. O que surte mais efeito é a presença de um policial, fazendo abordagens, e a operação Para Pedro", ressaltou Aparecido. Ele também destaca que é preciso avaliar os custos desses equipamentos. "A instalação da cabine pode chegar a cerca de R$ 6 mil e é adaptada ao modelo do veículo. Se o motorista for trocar de carro, ele terá que fazer novo investimento. O custo é alto, porque cada veículo roda cerca de dois a três anos. Já quanto ao rastreador, o custo é mais baixo, pois o equipamento custa de R$ 600 a R$ 1 mil."

Para o presidente da Associação de Taxistas, Luiz Gonzaga Nunes da Cruz, a câmera e o rastreador são os itens que mais oferecem segurança. "Com o rastreador, o taxista poderá ser encontrado imediatamente", afirma Gonzaga, concordando que a cabine deixa o taxista vulnerável. O taxista Aloízio José Divino, 55 anos, que atua na praça há sete, opina que não há equipamento 100% seguro. Mas destaca que a cabine pode proteger o taxista de um golpe por trás, conhecido como gravata, e de uma facada, quando o profissional estiver dentro do carro. "A câmera serve só para depois do crime, na hora da identificação do ladrão, pois hoje a maioria dos assaltantes de táxi é de usuários de crack, e eles não têm medo de câmera."

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