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26 de Dezembro de 2013 - 23:00

Por Tribuna

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A Rua José Lourenço, via que liga o Bairro Borboleta ao São Pedro, na Cidade Alta, amanheceu nesta quinta com diversos pontos de desmoronamento de terra, inclusive com quedas de árvores. Com isso, alguns trechos tiveram o fluxo de carros em meia pista. Preocupação maior para a moradora Marcia Mariano, 43 anos, que vive em uma casa acima do barranco na via. Segundo ela, a falta de uma rede de captação pluvial faz com que a água ganhe força durante as chuvas, atingindo o talude de forma severa. "Durante a chuva, fiquei presa em casa, e a situação está cada vez pior."

Rua José Lourenço amanheceu com diversos pontos de desmoronamento de terra

Na Zona Sul, casas da Rua Francisco Vaz de Magalhães, no Cascatinha, ficaram inundadas. A via amanheceu nesta quinta tomada pelo barro. "Nunca pensei que isso pudesse acontecer na minha casa. Tem dez anos que moro aqui e nunca tinha ocorrido", conta a dona de casa Milena Valéria dos Santos Pereira. Ela diz que estava descansando no quarto, no segundo andar, quando a vizinha tocou o interfone desesperada, avisando que o imóvel dela já havia sido invadido pela água. "Quando desci, a garagem já estava tomada e, aos poucos, a água foi entrando na sala e em outros cômodos do primeiro andar." De acordo com ela, o líquido que invadiu a residência parecia ser esgoto. As perdas materiais ainda não foram contabilizadas, mas a dona de casa sabe que o sinteco da sala ficou comprometido, assim como uma mesa de jantar.

Rua Francisco Vaz de Magalhães ficou intransitável após o temporal

Tensão também era o que se via nesta quinta na Rua Belizário de Castro, no Grajaú, Zona Leste, onde parte do asfalto cedeu e atingiu uma casa. Segundo moradores, não havia ninguém no imóvel. Já na Avenida JK, na Zona Norte, diversos pontos de alagamentos foram observados durante a tempestade.

 

Lamaçal

Na Avenida Juiz de Fora, altura do Bairro Granjas Betânia, região Nordeste, a queda de barrancos no fim da tarde de quarta-feira impediu o fluxo de veículos, causando retenções até a MG-353, na altura do km 65, próxima à Estrada do Continente. Nesta quinta, a via já estava liberada, mas o lamaçal ainda era grande. Os condutores que chegavam a Juiz de Fora vindos da região de Ubá no final do feriado tiveram que buscar uma passagem alternativa pela estrada de chão que liga a rodovia estadual a BR-040. Eles enfrentaram dificuldade porque a passagem estava alagada, e um caminhão acabou atolando, o que causou uma nova fila de veículos. Para passar, foi necessário abrir um novo caminho por um pasto próximo.

Na Avenida Juiz de Fora, a queda de barrancos impediu o fluxo na quarta-feira

Na Estrada Athos Branco da Rosa, na ligação entre os bairros de Lourdes e Santo Antônio, próximo ao Poço D'Anta, na Zona Sudeste, um barranco deslizou, atingindo duas residências. Os moradores foram orientados a deixar emergencialmente o local, indo para casas de parentes. Em função da queda de terra, o coordenador de Ações Sociais e Preventivas da Defesa Civil, Marcelo Enes, disse que cinco imóveis foram interditados. "O volume de terra alcançou 20 metros de comprimento e cinco metros de altura, atingindo duas residências. Não houve feridos, mas um cachorro morreu soterrado", relatou o coordenador, ressaltando que a situação é preocupante.

No Distrito de Torreões, houve queda de barranco em diversos pontos da estrada, impedindo o trânsito. O presidente da Associação Pró-Melhoramento de Torreões, Carlos Manoel Gomes de Carvalho, afirmou que os moradores ficaram ilhados. O problema, conforme ele, também afetou as populações de Jacutinga e Pirapetinga. "As pessoas não conseguiram sair para o trabalho, já que o transporte público ficou impedido de passar", relatou Carlos, acrescentando que as comunidades esperam que o problema seja resolvido, uma vez que é recorrente nesse período de chuvas.

E na União e Indústria, na altura do Granjeamento Santo Antônio, houve a queda de barreira, que impediu o acesso de ônibus urbanos. "Apesar de ser jurisdição do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), estamos retirando a barreira e colocando no acostamento, para permitir a passagem de ônibus até que o órgão tome as providências necessárias", explicou o subsecretário de Operação Urbana da Secretaria de Obras, José Walter Ávila.

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