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05 de Julho de 2014 - 07:00

Por Camila Caetano

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Cláudia Vieira, 35 anos, com Valentina, Maria Clara e Bella
Cláudia Vieira, 35 anos, com Valentina, Maria Clara e Bella

A maternidade do Hospital Regional Doutor João Penido, no Grama, teve seu primeiro caso de nascimento de trigêmeos pelo processo gestacional natural, ou seja, a mãe, Cláudia Aparecida Alves Vieira, 35 anos, não se submeteu a nenhum procedimento de tratamento ou inseminação artificial. A primeira a nascer foi Valentina (1,765kg), depois Maria Clara (1,575kg) e, por último, Bella (1,670kg). Prematuras, elas saíram dos braços da mãe direto para a UTI neonatal, onde ficaram por 21 dias. As meninas, que nasceram em 9 de junho, receberam alta médica na tarde desta sexta-feira (5), após atingirem o peso ideal: 2 kg.

O aumento repentino da família foi uma surpresa para a mãe, já que esta foi a sua primeira gestação. Cláudia conta que engravidou em outubro. Nas primeiras ultrassonografias, a informação era de que seriam gêmeos. A confirmação de trigêmeos só aconteceu no quarto exame, em 30 de dezembro. "Primeiro eu e toda a minha família levamos um susto. O único caso de gravidez múltipla foi da minha bisavó, que teve gêmeos. Depois percebemos que era um presente para nós. Foi ótimo. Hoje é só felicidade", diz ela. As meninas foram geradas em placentas distintas, de modo que não são idênticas. O parto de cesárea ocorreu com cerca de 36 semanas de gestação, sendo realizado pelos médicos ginecologistas e obstetras Jacqueline Leite Frade e Clayton Brandão.

Cláudia deu entrada no João Penido no dia 30 de abril, após a constatação de que uma das meninas poderia estar com sofrimento fetal, problema causado pela falta de oxigênio no sangue. A reversão do quadro ocorreu ainda durante a gravidez. Mas, por conta da gestação ser de risco, a mãe permaneceu em na unidade até o nascimento das meninas.

Uma das enfermeiras obstetras do hospital, Heloísa Martins de Oliveira, que deu assistência à Cláudia durante esses dois meses, relata que, apesar dos riscos, a gravidez foi bem sucedida. "Ficamos o tempo todo monitorando, fazendo exames e prolongando a gestação o máximo possível. Foi tudo muito bem, tanto que conseguimos que a Cláudia fizesse o parto com 36 semanas, que é o indicado", relata. Um dos médicos pediatras, Maurício Larivoir, responsável pelo acompanhamento das meninas, comenta que o desenvolvimento de todas foi surpreendente. "Evoluíram muito bem na UTI, não tiveram quadro de infecção e conseguiram atingir o peso no tempo previsto", afirma.

Nesta sexta, o pai das meninas, Gláucio da Silva Freitas, 33, mal continha a ansiedade pela alta médica da nova família. Ele contou que ficou emocionado ao acompanhar o parto de suas filhas. "Estava na expectativa desde abril, quando a Cláudia foi internada. Ao nascerem, foi impressionante. Nunca havia sentido algo assim. E hoje (sexta) já posso levá-las para casa", comentou emocionado. Cláudia e Gláucio são de Itamarati de Minas, município a aproximadamente 130 quilômetros de Juiz de Fora. As meninas já foram registradas no município de origem dos pais.

"Minha primeira Copa do Mundo", esses eram os dizeres da blusa das três. Ao receberem alta médica no dia do jogo do Brasil contra Colômbia, as recém-nascidas já estavam em clima de comemoração.

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