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26 de Abril de 2014 - 07:00

Por Camila Caetano

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Na última chuva forte, Uaps do Jardim Natal ficou alagada devido a problemas no telhado
Na última chuva forte, Uaps do Jardim Natal ficou alagada devido a problemas no telhado

Moradores do Jardim Natal, na Zona Norte, reclamam da prestação de serviços na Unidade de Atenção Primária à Saúde (Uaps) do bairro, responsável por realizar atendimentos básicos, como consultas, aplicação de vacinas e distribuição de alguns medicamentos. Usuários denunciam falta de médicos, falhas nos atendimentos e precariedade na estrutura do imóvel. A comunidade afirma que a reforma de manutenção teria sido iniciada em outubro do ano passado, o que não consta na placa instalada em frente ao local. De acordo com o presidente do Conselho da Uaps do Jardim Natal, Juarez Antônio Fernandes, devido a esta obra, que está parada, o atendimento foi reduzido. "Uma caçamba chegou a ficar 60 dias com entulho do lado de fora. As equipes foram divididas entre 7h e 11h e do meio-dia às 16h", relata o presidente.

Usuários se sentem prejudicados com a situação. "O funcionamento está péssimo, porque dizem que estão fazendo a reforma, mas nunca vimos. Só colocaram essa placa na frente sobre a manutenção e encheram uma caçamba de entulhos. Não teve mais que isso", comenta a moradora Andreia Suriane. Outro morador, Pedro Cândido da Silva, diz que, devido à chuva da última quarta-feira, a Uaps ficou alagada. "As telhas estão todas furadas. Nesta semana, quando teve a chuva forte, inundou tudo. Não teve reforma nenhuma, e as telhas foram apenas remendadas." Em resposta, a chefe do Departamento de Atenção Primária à Saúde, Cláudia Rocha Franco, assegura que a Uaps do Jardim Natal funciona das 7h às 11h e das 13h às 17h, e que as obras ainda não tiveram início, porém a reforma está em processo e, por isso, podem ocorrer alguns incidentes quando há precipitações. Ela ainda diz que, quando os trabalhos começarem, haverá um horário especial para que o usuário não seja prejudicado.

Outra reclamação é de que apenas dois médicos atendem no local, sendo um no período da manhã e o outro, à tarde. Ao todo, são realizados 20 procedimentos diários. "Para marcar consulta, tem que ficar na fila, chegar às 3h para conseguir vaga", alega Andreia. Outra usuária, Daniela Aparecida, também revela que há dias em que a Uaps fecha às 10h e depois às 14h30. Cláudia garante que na Uaps há duas equipes, totalizando dois médicos, dois enfermeiros, dois auxiliares de enfermagem e dois agentes comunitários. De acordo com ela, esse número atende às diretrizes do Ministério da Saúde e é suficiente para atender a população do bairro. Além disso, ela ressalta que o total de consultas depende da demanda do dia.

A comunidade também critica alguns atendimentos, que seriam restritos a certos dias e horários. "Tem dias que não aceitam medir nossa pressão, porque falam que esse serviço só é feito na sexta-feira. Nessa semana, eu tive sintomas de que estava com a pressão alta, mas não aceitaram olhá-la para mim" afirma a usuária da Uaps Maria Aparecida Santos. Sobre esta denúncia, Cláudia garante que não procede. Ela afirma que há aferição de pressão todos os dias, e que alguns pacientes possuem controle semanal, com dia programado, mas que, ainda assim, estes têm o direito de ser atendidos em qualquer outro período. "Além do problema da pressão, também já aconteceu de um morador que operou de vesícula ir trocar o curativo e não ser atendido, porque alegaram que esse trabalho só era realizado até às 10h, enquanto ele chegou às 10h10", declara o presidente do Conselho.

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