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23 de Maio de 2014 - 07:00

Doenças cardiorrespiratórias elevaram procura nas unidades

Por Tribuna

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Com o clima mais seco, doenças cardiorrespiratórias se manifestam mais facilmente, levando muitas pessoas às unidades de pronto atendimento (UPAs). Com a superlotação, quem sofre são os usuários do SUS, que ficam horas aguardando por atendimento médico. A situação tem se repetido com frequência nas unidades nos últimos dias.

Uma paciente, 24 anos, que preferiu ter o nome preservado, esperou oito horas por atendimento na UPA de Santa Luzia, na Zona Sul, na última terça-feira (20). Ela contou que chegou à unidade às 11h com dores pelo corpo, náusea, dor de cabeça e sintomas de gripe. Passou pela triagem e foi classificada como pouco urgente, segundo o Protocolo de Manchester, que preconiza atendimento em até 120 minutos. Mas ela só foi atendida às 19h.

O mesmo aconteceu na UPA Norte com outra usuária, 45 anos, na última segunda-feira. A paciente deu entrada na unidade às 10h20 com febre, dores no corpo e de cabeça. Passou pela triagem e também foi classificada como pouco urgente. A mulher contou que às 18h sentiu a febre aumentando e pediu para ser reclassificada. Na nova triagem, foi dada a ela a identificação de urgente, que prevê atendimento em até 50 minutos. Mesmo assim, a mulher só foi atendida duas horas após a segunda triagem, às 20h, quando teve o diagnóstico de infecção urinária. Ao todo, ela esperou quase dez horas por atendimento médico.

A subsecretária de Urgência e Emergência da Secretaria de Saúde, Adriana Fagundes, confirmou que, na segunda e terça-feira desta semana, as UPAs receberam demanda fora do habitual. As unidades têm capacidade para atender até 300 pacientes. Na segunda-feira, até às 18h, há haviam sido assistidos 378, segundo a subsecretária. "Os atendimentos ficam atrasados pelo volume de pacientes." Ela afirmou que os quadros das UPAs estão completos, com quatro clínicos gerais e dois pediatras nas unidades de Santa Luzia e do São Pedro, na Cidade Alta, e com três clínicos, dois pediatras, um cirurgião e um ortopedista na UPA Norte. Já na Regional Leste, há déficit de um pediatra nos finais de semana.

"A UPA é uma unidade de urgência e emergência, por isso, esses quadros sempre serão priorizados. Se o paciente é classificado como consulta e não como urgência, ele irá aguardar por um tempo, dependendo da demanda de pessoas classificadas como urgência naquela unidade", enfatiza a subsecretária sobre a possível demora nos atendimentos. "Priorizamos a emergência. O salão é monitorado o tempo todo. Técnicos de enfermagem verificam se os pacientes tiveram alguma alteração no estado de saúde. Caso isso aconteça, eles são reclassificados", completa.

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