Publicidade

10 de Abril de 2014 - 07:00

Por Tribuna

Compartilhar
 

A campanha de vacinação contra o vírus do papiloma humano (HPV) termina nesta sexta-feira (11). Em Juiz de Fora, mais de sete mil meninas de 11 a 13 anos já foram vacinadas, mas o objetivo é imunizar 12 mil adolescentes na cidade. Conforme o Ministério da Saúde, as doses são altamente eficazes contra os vírus tipos 6, 11, 16 e 18, sendo que os dois últimos são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero em todo o mundo.

A campanha teve início no dia 10 de março, com oferta da vacina de forma gratuita na faixa etária alvo, em todo o país. As doses são aplicadas nas escolas e unidades de saúde. Embora a adesão seja considerada satisfatória, questionamentos sobre a eficácia da vacina e seus efeitos colaterais se espelham. O movimento ganhou força quando adolescentes apresentaram reações após receberem a dose. As queixas ganharam as redes sociais, onde há um grupo intitulado "Sou contra a vacina HPV", com cerca de 1.500 membros. Os sintomas relatados são inchaço, paralisia e dor nos braços. Em alguns casos, as reações teriam permanecido por semanas. A cancerologista Tatyene Brugger afirma que só uma a cada 30 mil meninas vacinadas desenvolve algum efeito colateral.

Já o diretor da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, Ademir Lopes Júnior, argumenta que não há estudos que demonstrem o benefício real. "Como a vacina é aplicada em uma pessoa saudável, é preciso que haja evidência científica de que o benefício é maior que o risco. Não há comprovação de que a imunização irá reduzir o número de mortes por câncer de colo de útero." O diretor também aponta falhas nos exames preventivos. "Somente 50% da população têm acesso ao Papanicolau e, muitas vezes, o material é colhido de forma inadequada. O dinheiro gasto com a vacina poderia ser investido em treinamento dos profissionais e aumento da capacidade de coleta."

Já a assessoria do Ministério da Saúde informou, em nota, que a vacina contra o HPV é segura e recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). "Ela também é utilizada como estratégia de saúde pública em outros 51 países, que já aplicaram cerca de 175 milhões de doses, sem registros de eventos que pudessem por em dúvida a segurança da vacina." De acordo com Inca, 15.590 novos casos de câncer de colo de útero devem ser registrados neste ano no Brasil. Em 2011, 5.160 mulheres morreram vítimas da moléstia.

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você é a favor de fechamento de pista em trecho da Avenida Rio Branco para ciclovia nos fins de semana?