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06 de Janeiro de 2013 - 07:00

Assassinatos cresceram 90% em relação a 2011; chamam atenção os casos cometidos por motivos banais

Por Guilherme Arêas e Sandra Zanella com colaboração de Eduardo Valente

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Edna do Nascimento, 37 anos, é a centésima vítima de morte violenta em Juiz de Fora no período de um ano. Ela foi morta ontem ao sair da própria casa. O crime ocorreu na Avenida Santa Luzia, próximo ao número 1.300, no bairro homônimo, na Zona Sul, por volta de 8h30. De acordo com informações da Polícia Militar, Edna  foi surpreendida por um homem que passava pelo local em uma moto. Ele teria descido do veículo e efetuado dois disparos em sua direção. O suspeito fugiu em seguida, não sendo localizado pela polícia. O primeiro teria atingido o vidro dianteiro direito do carro que ela tirava da garagem, um Kadet de cor vinho. E o segundo acertou a face da vítima. Ela ainda foi socorrida com vida pelo irmão e um vizinho, mas o óbito foi constatado na porta do HPS, antes mesmo de ela dar entrada à unidade hospitalar. 
 
Segundo o tenente Valmir Alves, da 32ª Companhia de Polícia Militar, o médico de uma ambulância atestou o óbito antes da entrada dela ao hospital e, por isso, o corpo não pôde ser removido, ficando dentro do carro, no pátio do HPS, até a chegada de uma funerária. A perícia técnica da Polícia Civil também esteve no local para realizar os trabalhos.
 
O irmão da vítima, Edson do Nascimento, 40, disse não saber o motivo do crime. "A família tem um salão de beleza no bairro, onde ela trabalhava. Minha irmã era evangélica e, pelo que eu saiba, não tinha atritos com ninguém." Edna deixa um casal de filhos, de 8 e 15 anos. Segundo o irmão, ambos estavam dentro de casa no momento do crime. Eles não teriam visto o suspeito, mas presenciaram a mãe, ferida, dentro do carro. 
 
O nome de Edna soma-se aos de Lincoln Brandi Neto, Ana Esther Scheffer, Joelson Jaime Laureano, Silvio Henrique Balduti Júnior, Hiago Carlos Luna de Freitas, Flávio Luís Lopes Garcia e de tantos outros, que foram vítimas de uma das piores ondas de violência já vistas em Juiz de Fora nos últimos tempos. Desde 2006, quando a Tribuna criou seu banco de dados relativo a mortes violentas, nunca se registrou tantos assassinatos. Entre o dia 17 de janeiro de 2012, quando ocorreu a primeira morte daquele ano, e ontem, foram cem as pessoas que tiveram suas vidas interrompidas pela violência (ver quadro na página 4). Por outro lado, a Polícia Militar garante que a criminalidade violenta foi reduzida em 61,8% na cidade, nos últimos sete anos. Foi então 2012 um ano atípico ou a cidade terá mesmo que conviver com índices cada vez maiores de homicídios?
 
Reflexão
 
Chamam atenção as mortes motivadas por causas banais, como o cidadão executado por ter contraído dívida de R$ 2, um jovem morto após pedir para abaixar o volume do som de um carro, a mulher baleada depois de uma discussão de trânsito ou o adolescente que teve a juventude interrompida simplesmente por pertencer a um bairro considerado rival ao de seu assassino. São casos que levam à reflexão sobre a presença de armas entre civis - 70% dos homicídios foram cometidos com revólveres ou pistolas - e até sobre o que leva uma pessoa, num momento de fúria, a descarregar uma arma sobre outro ser humano. Destacam-se ainda as mortes relacionadas ao tráfico de drogas, seja pelas dívidas de usuários ou pelas disputas por bocas de fumo. Mais difíceis de serem previstos, os crimes passionais inflam as estatísticas. 
 
Somente em decorrência das rixas entre gangues, foram pelo menos 11 mortes ao longo do ano. Essa violência, fomentada por questões puramente territoriais e por um ódio difícil de compreender, vitimou jovens entre 13 e 21 anos. Uma das precoces vidas retiradas foi a de Jefferson Luiz da Silva Fernandes, 14, morto a tiros, em agosto, após uma briga durante uma festa popular no Monte Castelo, Zona Norte. Durante a série de reportagens "Até quando?", a mãe do garoto contou que o filho fora aluno do projeto social "Bom de bola, bom de escola", mas ganhou as ruas após deixar o programa. A doméstica de 47 anos chegou a gastar metade do salário para comprar um tênis para o filho, que mal teve tempo de usar o presente. "Queria que ele ficasse arrumadinho. Dava as coisas para ele, para que não mexesse nas dos outros. Nunca deixei faltar nada: roupa, iogurte, biscoito, fruta, chocolate", disse. No mesmo dia em que foi morto, outra jovem vida foi levada, provavelmente pelo mesmo suspeito da morte de Jefferson. Um ano mais novo que o colega, Silvio Henrique Balduti Júnior foi encontrado com um tiro na cabeça em um escadão do Esplanada. Ele teria sido baleado ainda na festa no Monte Castelo. Silvio é a vítima mais jovem a ser violentamente morta em Juiz de Fora em 2012.
 
Assim como ele, outros 13 jovens foram assassinados antes de completarem a maioridade. Já a vítima mais velha foi a professora aposentada Ana Esther Scheffer, 78, que sofreu latrocínio, o roubo seguido de morte. Ela foi morta em casa, no São Pedro, por dois homens de 18 e 22 anos, que levaram joias, dinheiro e um cartão da idosa. 
 
 

Levantamento além do registro policial

 
Os números da Tribuna levam em consideração as vítimas de violência que morreram mesmo após o boletim de ocorrência da Polícia Militar ter sido encerrado. Pelos dados oficiais da PM, a cidade registrou 63 homicídios até a última semana de 2012, contra 46 em 2011. Já em relação à taxa, a cada cem mil habitantes, o número saltou de 8,5 para 11,6. O chefe do Estado Maior da 4ª Região da PM, tenente-coronel Sérgio Lara, atribui o aumento a basicamente dois fatores: os enfrentamentos entre gangues de bairros rivais e as brigas interpessoais. "O homicídio é um crime de oportunidade. A polícia pode ficar 24 horas em um determinado local, mas, quando ela sai, o sujeito aproveita para matar."
 
Embora reconheça que as instituições devam sempre ter como objetivo a redução dos crimes, ele acredita que Juiz de Fora ainda assume uma posição tranquila em relação a outros municípios mineiros do mesmo porte. A situação seria reflexo de uma série de projetos desenvolvidos por aqui, como Patrulhas de Prevenção a Homicídios (PPH), Patrulhas de Prevenção à Violência Doméstica, "Ambiente de Paz", "Programa educacional de resistência às drogas" (Proerd), "Jovens construindo a cidadania" (JCC), as operações Região Segura e Jericó, além da criação da Companhia Especial Manchester, que coloca nas ruas, periodicamente, todo o efetivo administrativo da corporação. Para 2013, uma das apostas para reduzir os crimes está no "Olho vivo", projeto estadual que vai implantar 58 câmeras no Centro e em sete bairros comerciais da cidade.
 
 

'Foi o sonho de uma vida inteira jogado fora'

 
A agente de turismo Marluce Rocha Lopes Silva, 35 anos, sempre acompanhou o noticiário local. Em 2012, ela ficou surpresa com a quantidade de mortes ocorridas em Juiz de Fora, principalmente as que vitimaram adolescentes. "A todo momento, ficava imaginando a dor de uma mãe em perder um filho tão novo." O que ela nunca imaginava é que, no apagar do ano mais violento dos últimos tempos na cidade, a história dela é que seria contada nas páginas do jornal, como mais uma família juiz-forana destruída pela violência. O filho de Marluce, Flávio Luís Lopes Garcia, foi brutalmente executado com cinco tiros no último dia 26 de dezembro, aos 16 anos de idade.
 
Ele estava em um ponto de ônibus com amigos, voltando de um evento em uma casa de show no Salvaterra, quando dois ocupantes de uma motocicleta perguntaram de que bairro o grupo era. Após a resposta de que eram do Nossa Senhora das Graças, o condutor mandou o carona desembarcar do veículo e atirar contra os jovens. Obedecendo a ordem, o comparsa abriu fogo contra os rapazes e garotas, que estavam na Rua Ibitiguaia. Flávio foi o único ferido, alvejado na cabeça, mandíbula, tórax, braço esquerdo e nádega.
 
O jovem chegou a ser socorrido por uma viatura da PM até o HPS, mas não resistiu. A Polícia Civil ainda investiga as circunstâncias da morte.
Acordada em plena madrugada com a fatídica notícia, a mãe ainda teve forças para ver o corpo do filho. "É uma coisa que eu tento esquecer toda hora. Nunca imaginei passar por uma coisa dessa." O garoto que sonhava em tirar a carteira de habilitação para trabalhar como motorista, mas depois decidiu que seria militar, seguindo os passos do tio, era considerado um bom aluno do primeiro ano do Ensino Médio na Escola Estadual Estevão de Oliveira. A violência, no entanto, acabou com todos os planos do adolescente. "Foi o sonho de uma vida inteira jogado fora."
 
Na última quarta-feira, ainda sob efeito de calmantes, Marluce participou da missa de sétimo dia do filho, na Catedral Metropolitana. Ela pediu licença temporária da agência de turismo, onde trabalha como auxiliar, para buscar justiça e não deixar que Flávio seja apenas mais um na triste estatística da violência em Juiz de Fora. "Ele nunca foi envolvido com gangue. Sempre foi muito tranquilo em casa. Tinha o compromisso de buscar o irmão mais novo, de 1 ano e 6 meses, todos os dias na creche, além de cuidar dos avós, que já são idosos. Nunca saía sozinho; sempre comigo. No único dia em que ele me pediu para sair, isso aconteceu." 
 
 

Zona Norte é a área onde mais se mata

 
Seguindo tendência dos anos anteriores, a Zona Norte é a região da cidade que registrou o maior número de ocorrências, segundo os dados do jornal: 26. Nesta região, Igrejinha enfrentou uma onda de violência nos últimos meses que fizeram do bairro rural o local onde mais se matou em Juiz de Fora; foram sete assassinatos, sendo cinco num período de dois meses. A Vila Olavo Costa, na região Sudeste, ocupa a segunda colocação no triste ranking de bairro mais violento, com seis homicídios.
 
Para o titular da 3ª Delegacia de Polícia Civil, responsável pela Zona Norte, a desestrutura familiar e o uso do crack são apontados como principais propulsores da criminalidade. Os homicídios, segundo Rodolfo Rolli, teriam como motivações recorrentes a disputa por pontos de tráfico e as brigas de gangues, mas a questão social também estaria entremeada. "Além de ser a maior área territorial de Juiz de Fora, a Zona Norte é maior do que a maioria das cidades mineiras. Temos uma população flutuante que varia de 150 a 170 mil pessoas. Essa parte da cidade foi abandonada por administrações anteriores. Com isso, faltam praças e áreas de lazer, o que deixa os jovens sem ocupação. Muitos pais sabem do envolvimento de seus filhos com drogas e brigas de gangues, mas não nos avisam. Poderíamos ter uma atitude preventiva para evitar o delito. Mesmo assim, a Polícia Civil está dando resposta imediata aos crimes. O duplo homicídio em Igrejinha (que vitimou Hiago Luna de Freitas e Vanderson Dias do Nascimento) foi apurado em nove dias." 
 
Devido à grande dimensão territorial, há um projeto para que a Zona Norte seja subdividida em duas áreas de atuação das polícias Militar e Civil. O objetivo é facilitar tanto a ação das forças de policiamento ostensivo quanto das de investigação. Hoje a região abriga cerca de 70 bairros e mais de 150 mil moradores. 
 
 
 

Acesso de jovens às armas é desafio

 
O levantamento realizado pela Tribuna aponta, ainda, que quando o recorte das mortes violentas se dá pelo gênero, percebe-se que os homens continuam sendo a maioria esmagadora entre as vítimas na cidade, 93. Já a média de idade das pessoas mortas de forma violenta é de 26,9 anos. A faixa etária mais vulnerável, no entanto, é a de jovens entre 18 e 25 anos. Quanto ao meio utilizado para matar, o instrumento mais comum foi a arma de fogo. O acesso de adolescentes a esses armamentos  é preocupante.  "Os vários disparos em muitos dos casos mostram que se trata de execuções. Só este mês (dezembro), estou pedindo à Vara da Infância e Juventude o acautelamento de três suspeitos de três homicídios. Defendo a redução da maioridade para 16 anos, porque são esses garotos, de 16 e 17, que estão cometendo os homicídios, muitas vezes, sendo usados pelo tráfico e pelos adultos, que pretendem ficar impunes", avalia o delegado Rodolfo Rolli. 
 
O chefe do Estado Maior da 4ª Região da Polícia Militar (RPM), tenente-coronel Sérgio Lara, acredita que a população tem  um papel decisivo na redução dos crimes em geral, e também dos homicídios. "O cidadão pode e deve ajudar, primeiramente promovendo um desarmamento voluntário. A arma não gera segurança para ninguém. Por isso, temos campanhas de desarmamento constantes em todo o país. A segunda coisa é denunciar, por meio do 190 ou anonimamente pelo 181 (Disque-denúncia Unificado)."
 
Segundo ele, Juiz de Fora está cumprindo as metas de apreensão de armas de fogo determinadas pelo Governo estadual. Foram 426 apreendidas pelos dois batalhões e pela 3ª Companhia de Missões Especiais (CME) até o último dia 20 de dezembro, contra 343 no mesmo período de 2012. 
 
O delegado-chefe da Polícia Federal em Juiz de Fora, Cláudio Dornellas, preocupa-se com o enfrentamento cada vez maior das gangues, o que tem sido motivo mais frequente das mortes. "Percebo que as brigas entre os jovens superaram até o tráfico. Geralmente, mata-se por motivos banais, brigas pessoais. Fizemos algumas reuniões com a PM e Polícia Civil para discutirmos o assunto, e já externei que, em 2013, precisamos fazer uma ação conjunta para reprimir e combater estas brigas." 
Delegado da Polícia Civil há 20 anos, Rolli acredita que o crescimento da população contribuiu para o aumento alarmante da violência. "Houve degeneração da família, e os pais perderam o controle sobre os filhos. Além disso, há o consumo exagerado do crack, que deixa a pessoa mais violenta. Com certeza, tem que haver um trabalho social, além do envolvimento dos órgãos de defesa, para tentar diminuir isso (mortes violentas) gradativamente. Falta um trabalho mais integrado entre o município e a polícia."
 
 

Trabalho de inteligência é aposta para frear crimes

 
Hoje os dois batalhões da PM em Juiz de Fora contam com Patrulhas de Prevenção ao Homicídio (PPH). O objetivo é evitar a ocorrência de assassinatos, por meio de um trabalho de inteligência, focado nas causas primárias do delito. A equipe analisa ocorrências, principalmente as que envolvem homicídio tentado, ameaça de morte e lesão corporal, e, com base nelas, realiza visitas tranquilizadoras a suspeitos e vítimas, buscando intermediar conflitos pessoais e, assim, evitar desfechos trágicos. Também há abordagens, cadastramentos e a identificação de membros de gangues e traficantes. Esse trabalho inédito, no entanto, não foi suficiente para frear as ocorrências no ano passado. Para o chefe do Estado Maior da 4ª Região da Polícia Militar (RPM), tenente-coronel Sérgio Lara, ainda é cedo para avaliar a eficácia das patrulhas. "A mensuração do trabalho preventivo não dá para ser feita em curto prazo." Ele acredita, no entanto, que as equipes têm papel fundamental para trazer a sensação de punição aos autores dos crimes e tentar evitar novos casos. 
 
Na área do 27º Batalhão, que lançou a PPH em outubro de 2011 nas regiões Norte, Sul e Cidade Alta, chama atenção Igrejinha, que viveu uma onda recente de violência. No caso do do comerciante Leonardo Freitas da Cruz, 24 anos, assassinado em Igrejinha, a prevenção não funcionou. Ele foi morto enquanto fechava seu bar na localidade, em novembro. Antes disso, a vítima e o suspeito de atirar já haviam se envolvido em quatro ocorrências de ameaça, disparo de arma de fogo e lesão corporal, num curto período entre setembro e outubro. Mesmo com esse histórico que apontava para um possível desfecho trágico, a patrulha teve atuação apenas depois do crime.
 
Ainda assim, a equipe responsável pelo PPH do 27º batalhão garante ter evitado outros homicídios, embora seja difícil mensurar o resultado desse trabalho. "Quando a PPH foi lançado, fomos questionados se era possível prevenir homicídios. No decorrer do serviço, formamos uma doutrina, por meio da utilização de banco de dados e realização de visitas, que comprovou não ser uma coisa impossível. Se não houvesse a atuação da patrulha, esse número de mortes seria bem maior", avalia o cabo Leonardo de Almeida Sales. "Quando não conseguimos prevenir o crime, vamos imediatamente atrás do autor para que não haja a sensação de impunidade, mesmo que já tenha passado o estado de flagrante. Também tentamos encontrar a arma usada no crime. O objetivo é evitar outras ocorrências", completa. 
 
Mais recente, a PPH do 2º Batalhão foi lançada em maio de 2012. Também não há um balanço de possíveis mortes evitadas, mas a avaliação também é positiva. "Com um trabalho de inteligência em segurança pública, com ações integradas entre o Judiciário, Ministério Público, Polícia Civil e Polícia Militar, é possível inibir as ações de grupos e indivíduos isolados, motivados a delinquir. Realizando trabalhos de levantamentos dos pontos críticos com alto índice de tentativas e de homicídios consumados, monitoramento de ocorrências que podem resultar em mortes, é possível a colocação da patrulha no local certo, na hora certa, com a monitoração de suspeitos, evitando assim a ocorrência do crime", defende o comandante da PPH do 2º Batalhão, responsável pelo Centro e zonas Leste, Nordeste e Sudeste, sargento Ricardo Motta.
 
Cenário pessimista
Para o coordenador do Núcleo de Estudos sobre Violência e Políticas de Controle Social da UFJF, André Moysés Gaio, "o cenário é o mais pessimista possível". Ele observa que o aumento dos homicídios coincide com a disponibilidade da armas de fogo a preços baixos. Outro fator que ele observa é "a destruição da assistência social nos últimos quatro anos", em Juiz de Fora, embora reconheça que é preciso uma pesquisa séria para relacionar o tema com o aumento das mortes violentas em 2012. O pesquisador sugere que "a Polícia Federal deve esclarecer sobre a quantidade e a qualidade das drogas apreendidas, sua localização geográfica, e a Polícia Civil precisa esclarecer a presença da droga nos homicídios ocorridos. Isto nunca aconteceu, e ficamos sem saber se há um nexo entre os mesmos". Gaio critica ainda o fato de a Zona da Mata ter sido relegada nas políticas de prevenção e repressão pelo Estado, nos últimos anos. "No plano municipal, a tragédia se repete. A omissão de ambos é evidente".
 

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