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26 de Março de 2014 - 07:00

Como conjunto arquitetônico é tombado, interferência deve ser aprovada por Comppac

Por Cíntia Charlene

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Apesar de marquise iluminada, praça segue escura
Apesar de marquise iluminada, praça segue escura

Quem mora no entorno da Praça João Pessoa, em frente ao Cine-Theatro Central, ainda aguarda o reforço na iluminação da área. Na última semana, as 24 lâmpadas, no total de 40, acopladas ao teto das marquises da edificação foram trocadas pela Prefeitura. O ambiente ficou mais claro nos corredores laterais, no entanto, no caso da praça, a situação segue indefinida. No último dia 13, a Tribuna foi ao local e mostrou o medo e a insegurança de moradores e comerciantes devido à carência de iluminação e policiamento .

"Ficamos satisfeitos com o resultado, mas ainda não posso retirar a luz que coloquei na porta do prédio, porque a praça ainda não está iluminada. Entendemos a necessidade de preservar a visibilidade do Central, mas a área precisa ficar mais clara", declarou uma aposentada, 70 anos, que prefere não se identificar. Uma supervisora administrativa, 48, que trabalha nas proximidades, completa: "Temos visto mais policiais fazendo ronda à noite. Acho que, se a praça fosse iluminada, iria inibir mais a presença de pessoas que dormem nas imediações da edificação, já que elas se sentiriam incomodadas."

Para resolver o problema da praça, dois postes iguais aos do Calçadão da Halfeld seriam instalados no local. Segundo a assessoria da Secretaria de Obras, os buracos chegaram a ser feitos, mas o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac) solicitou que o procedimento fosse paralisado. "A pedido dos conselheiros, tivemos que interromper a fixação dos postes, por se tratar de um bem tombado e de um elemento que não faz parte do conjunto preservado. Temos uma lei hoje que veta a colocação de elementos provisórios para não obstruir e não criar obstáculos à visão do bem. Assim, entendemos que não poderia haver a fixação deste e de nenhum elemento sem um projeto aprovado pelo conselho", esclareceu o superintendente da Funalfa, Toninho Dutra.

Por meio de nota, a assessoria da Empav informou que a "Divisão de Energia e Eletrificação da pasta vai fazer um contato com o Comppac e o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) para realizar um estudo em conjunto para a elaboração do projeto, para que o mesmo seja apreciado e aprovado pelos órgãos reguladores."

A colocação de refletores embutidos nas marquises na lateral dos prédios ao redor do espaço foi sugerida pelo superintendente da Funalfa, porém, tudo deve passar pela aprovação do conselho. "Nada a princípio está vedado, mas também nada pode ser feito sem autorização." O conselho se reúne ordinariamente toda primeira segunda-feira do mês. No dia 7 de abril, vamos nos reunir. Já existe uma pauta que está sendo formada ao longo do mês. Existe a possibilidade de levar este assunto para o conselho, desde que nós tenhamos um projeto encaminhado pelo órgão executor."

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