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20 de abril de 2017 - 17:00

Codemig projeta outra licitação para Expominas

Por Tribuna

Um mês e meio após não receber nenhuma proposta em licitação em busca de empresa interessada na concessão de uso e exploração comercial do Expominas Juiz de Fora, a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) não descarta a realização de um novo pregão. Em nota encaminhada à Tribuna ontem, a Codemig projeta que um novo pregão seja lançado conforme nova avaliação das expectativas de mercado. Sobre possíveis especulações de que o espaço poderia ser utilizado por empreendimentos atraídos pela provável instalação da M. Dias Branco, proprietária das marcas Adria, Estrela e Isabela, na cidade, a entidade afirma que ainda não recebeu qualquer tipo de sondagem neste sentido.

A nota afirma que a Codemig tem atuado no intuito de implementar dinamismo e operacionalidade ao Expominas. Assim, o processo licitatório infrutífero, realizado na primeira quinzena de março, tinha por intuito potencializar os negócios, ampliar o público-alvo do espaço e valorizar a eficiência na prestação dos serviços à população, além de maximizar o retorno econômico e minimizar as despesas com o custeio e a manutenção da estrutura.

“Pontuamos que a Associação Comercial e Empresarial de Juiz de Fora havia procurado a Codemig, informando que empresários da região tinham interesse na área. O pregão foi realizado em 7 de março, na Codemig, e não recebeu interessados. A Codemig pretende realizar novo leilão quando identificar interesse do mercado. Com relação a um possível uso do espaço pela M. Dias Branco, informamos que a Codemig não recebeu nenhuma solicitação por parte da empresa”, afirma o texto encaminhado pela Codemig à reportagem.

Na última quarta-feira, em visita a Juiz de Fora, o diretor de Serviços da Codemig, Zito Vieira, falou sobre o aproveitamento do espaço e não descartou a destinação do equipamento inaugurado em 2006 no km 790 da BR-040 para outros fins. Zito lembrou ainda que o Expominas Juiz de Fora foi projetado para fomentar o turismo de negócios. Tal objetivo apenas engatinhou ao longo dos últimos anos, resultando em um orçamento deficitário do espaço, que, segundo o diretor, tem um custo de pelo menos R$ 1 milhão por ano.

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2 comentários

  1. Paulo Sercca disse:

    Quando tem política envolvida em um projeto publico a chance de dar estado é grande. A escolha do local foi feita politicamente. Certamente o terreno pertencia à família de algum conhecido ou parente e o terreno foi superavaliado para rolar aquela propina por baixo dos panos. Resultado, um elefante branco longe de tudo, com problemas logísticos e até de telefonia e internet. Apenas lamento que Minas Gerais ainda preserva os maus políticos que pensam apenas nos seus interesses, e de seus amigos.

  2. ROBSON disse:

    É um triste fim para um investimento que teve suas obras iniciadas em 2002 e inaugurada em 2006 a um custo de 48 milhões. Com uma área construída de 20 mil m² em um terreno de 126 mil m² é um dos maiores do país. Sua estrutura permite realizar eventos de até 13 mil pessoas e possibilita a realização de até 6 eventos consecutivos. Mais um exemplo de investimentos realizados sem nenhum estudo de viabilidade econômica. Igual a um outro realizado a quase 50 km do centro da cidade.

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