JF. sábado 25 fev 2017
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Painel 25-02-2017

Minas Láctea

O gato subiu no telhado. A realização da Minas Láctea em Juiz de Fora, prevista para o mês de julho, estaria correndo o risco de não acontecer. As empresas participantes teriam se comprometido com o evento, mas não há termo formal assinado garantindo a participação. Diz-se nos bastidores que a Epamig teria outras prioridades, mas a empresa nega. Em nota, admitiu que “está avaliando, neste momento, a participação da empresa, com ações de difusão de tecnologia em leites e derivados, na Megaleite, evento organizado pela Associação Girolando, em junho, em Belo Horizonte. A Minas Láctea, em Juiz de Fora, vai ocorrer entre os dias 18 e 20, nas dependências do Instituto Cândido Tostes”, assegurou.

Pauta quente

Em recesso desde quinta-feira, só voltando às atividades na segunda quinzena de março, a Câmara espera por polêmicas no próximo período. Como deve entrar na pauta o Plano Municipal de Educação, é provável o embate entre os vereadores Roberto Cupolillo e André Mariano. Nas várias discussões, inclusive na mídia, sobre o projeto Escola sem Partido, eles se colocaram em polos opostos.

Mais espaço

A presença feminina em cargos de direção nos poderes legislativos tornou-se uma bandeira. Na Assembleia, deputadas cobraram a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que visa garantir a presença de, pelo menos, uma mulher na Mesa da ALMG. A deputada Marília Campos (PT) enfatizou que muitos parlamentares não são a favor da PEC, o que dificultaria a tramitação da matéria. “Temos que trabalhar para sensibilizar a maioria dos deputados, que é masculina”, disse.

Também, não

Embora tenha duas mulheres na legislatura iniciada em janeiro, a Câmara Municipal também nunca teve uma representante do sexo feminino em sua presidência. Maria Luiza Moraes chegou a presidir sessões, mas não ocupou oficialmente o posto. A vereadora Ana Rossignoli chegou a colocar o seu nome, mas encontrou dificuldades dentro da própria bancada do PMDB para enfrentar o tucano Rodrigo Mattos.

Painel 24-02-2017

Barbas de molho

A nova etapa da operação Lava Jato, que prendeu ontem operadores do PMDB, acendeu a luz amarela nos bastidores de Brasília. O que se diz é que muitos cardeais políticos terão que se explicar, sobretudo por conta da Odebrecht. Alguns ministros do Governo Temer dificilmente irão se sustentar no cargo, como Moreira Franco e Alexandre Padilha. Some-se a isso a saída do ministro das Relações Exteriores, José Serra, e o congelamento dos bens do governador de Minas, Fernando Pimentel. Este corre o risco de ver seu respaldo da Assembleia ser derrubado pelo Supremo Tribunal Federal.

Pedido de vistas

Ao participar ontem de entrevista na Rádio CBN, o professor Bruno Stigerte, doutor em Sociologia e Direito, chamou a atenção para o discurso recorrente nas ruas de abafamento da operação Lava Jato. Ele considera ser mais uma teoria da conspiração, mas não bota a mão no fogo ante os bastidores da política, como a indicação do ministro Alexandre de Moraes para o Supremo. “Um ministro sozinho não enfraquece a pauta do STF, mas pode usar artifícios, como pedidos de vistas para adiar as discussões.”

Para protelar

Bruno se referia a casos como o do ministro Gilmar Mendes, que vira e mexe pede vistas de processos, mesmo de relevância e urgentes, com o fim único de atrasar pauta. Ele considera que o novo ministro, por seus fortes laços políticos com o Governo, pode seguir pelo mesmo caminho, o que seria algo preocupante. No entanto, aposta na ação dos responsáveis pelas investigações na Polícia Federal, no Ministério Público e no STF.

Emendas para a segurança

Durante visitas ao comandante da 4ª Região de Polícia Militar, coronel Alexandre Nocelli, e ao chefe do 4º Departamento de Polícia Civil, delegado Carlos Roberto da Silveira Costa, a deputada Margarida Salomão (PT) foi informada de que é a parlamentar que mais destina emendas para a segurança pública entre os membros da bancada mineira na Câmara Federal. “Trata-se de um investimento que vale a pena”, destacou.

Painel 23-02-2017

Almas no comando

O vice-prefeito Antônio Almas é o nome mais cotado para assumir a presidência do diretório municipal do PSDB, cuja convenção está programada para o mês que vem. Ele tem o aval do atual presidente do diretório, vereador Rodrigo Mattos, e do deputado Marcus Pestana. As duas lideranças, depois de uma conversa no fim de semana, consideraram ser Almas a opção que atende a todos os setores tucanos, impossibilitando o surgimento de qualquer impasse. Há cerca de dois anos, a convenção do PSDB foi marcada pelo enfrentamento das correntes de Rodrigo Mattos e do deputado Lafayette Andrada, chegando, inclusive, à instância judicial. Rodrigo foi confirmado no posto após vencer no voto.

Carta a Pimentel

No documento entregue ao governador Fernando Pimentel, na última segunda-feira, o vereador Wanderson Castelar destacou a necessidade de políticas públicas e de investimentos nas corporações policiais para reverter o cenário de insegurança em Juiz de Fora. Ele mostrou número da Comissão de Segurança da Câmara, da qual é presidente, com base em levantamento de repórteres da Tribuna. O vereador deu o crédito ao jornal ao revelar os dados ao governador.

Fora do ar

A emissão de carteira de identidade e o Serviço de Defesa do Consumidor (Sedecom) da Câmara Municipal estarão suspensos entre os dias 24 de fevereiro e 6 de março. O Legislativo vai aproveitar o período de carnaval para realizar obras de reforço do piso do plenário do Palácio Barbosa Lima, que já carecia deste tipo de trabalho – pela primeira vez, aliás. As atividades voltarão normalmente no dia 7 de março.

Assediado

Mentor da Comissão Especial da Câmara que trata da terceira idade, quando presidia a Câmara, e replicando o mesmo serviço na Assembleia Legislativa, o deputado Isauro Calais colhe os frutos do trabalho. Ontem, após a inauguração do projeto Conversa na Melhor Idade, parte do Núcleo de Atendimento ao Idoso da Polícia Civil, foi assediado por idosos em busca de uma fotografia ao seu lado. Atendeu a todos e destacou, no discurso, a parceria da sociedade com a Polícia Civil.

Formação de diretório do PT local enfrenta impasses

Ruído na base

O discurso pela unidade defendido pelo ex-presidente Lula na formação dos novos diretórios do Partido dos Trabalhadores ainda encontra resistência nas bases. Todos consideram importante a postura de seu principal dirigente, mas, na prática, não é bem assim. Em Juiz de Fora, onde o consenso era esperado na eleição do novo comando partidário, a situação replica cenários de outras regiões: não há um candidato que seja aprovado por todas as tendências. No início, não havia nomes para disputar a sucessão de Giliard Tenório. Agora há fila, que se desfaz com as articulações. O primeiro nome apontado foi do vereador Roberto Cupolillo, que esbarrou no veto dos setores que consideram difícil dar mandato a quem já tem um. Depois surgiram os nomes do sindicalista Márcio Cândido e do ex-dirigente petista Martvs das Chagas. Também encontraram resistências.

Nome da vez

O nome da vez, agora, é do ex-reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora Renê Mattos. Até bem pouco tempo, ele era diretor do Hospital João Penido, mas, por injunções políticas com aval do governador Fernando Pimentel, ele cedeu a vaga para um afilhado do deputado Noraldino Júnior. Mas Renê continua prestigiado na legenda. Também no páreo surgiu o nome do líder metalúrgico Paulo Azarias. A meta é buscar uma saída até o dia 6 de março, quando se encerra o prazo de inscrição das candidaturas.

Mediação

Mas há dificuldades. O grupo que tem entre seus membros o diretor da Superintendência Regional de Saúde, Oleg Abramov, e vários outros dirigentes da legenda divulgou nota encaminhada à direção estadual para “denunciar a posição adotada por alguns mandatos que têm patrocinado reuniões exclusivas e, sob alegação de construir uma chapa de unidade, termina por excluir valorosos e antigos companheiros de luta”. O grupo pede mediação da estadual para estabelecer o diálogo entre as tendências em JF.

Fraternidade

A Arquidiocese de Juiz de Fora apresenta no dia 24 a Campanha da Fraternidade de 2017, que este ano busca alertar para o cuidado da criação, de modo especial, dos biomas brasileiros e defesa da vida, “para cultivar e guardar a criação”. O lançamento da campanha, como ocorre todos os anos, será na Quarta-Feira de Cinzas.

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