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19 de Junho de 2014 - 08:00

Por Nathani Paiva

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Mesa-tenista Alexandre Ank está vidrado na Copa
Mesa-tenista Alexandre Ank está vidrado na Copa

A bola está rolando no Brasil, e o planeta inteiro está com os olhos voltados para a Copa do Mundo. Enquanto isso, alguns atletas juiz-foranos de outras modalidades estão aproveitando o período de recesso para descansar ou aprimorar seus treinos. Nesta época, como acontece com outros torcedores, o nacionalismo bate no peito. Vibrar e torcer para a Seleção Brasileira de futebol torna-se rotina no dia a dia desses esportistas.

A ciclista Roberta Stopa, 34 anos, continua com sua rotina de treinos, mas durante as partidas do Brasil ela interrompe suas atividades, veste a camisa verde-amarela e vibra a cada gol. "Essa é a nossa nação, por isso temos que torcer muito. Como sou muito caseira, acompanhei o jogo de abertura do Mundial na companhia dos meus pais, e os outros também pretendo assistir em casa."

Roberta considera o futebol o carro-chefe da mídia esportiva. "Com certeza é um esporte mais valorizado. Mas nós, ciclistas, sempre estamos na luta para mostrar nosso trabalho, que é uma modalidade olímpica. Agora todas as atenções estão voltadas para o Mundial e, como brasileira, quero ver o hexacampeonato."

Já o mesa-tenista paralímpico Alexandre Ank, 34, é apaixonado por futebol desde criança. "Antes de sofrer o acidente (que lhe deixou paraplégico), fui jogador de futebol do Sport Club, e no Olímpico Atlético Clube joguei na modalidade salão. Sou flamenguista e gosto de assistir aos jogos do meu time do coração. O vínculo com o futebol começou cedo e meu pai conta que, quando criança, eu matava as aulas da escola para jogar bola com meus amigos." Vidrado na Copa, Ank passou o último final de semana assistindo às partidas. "Este é um momento muito importante para nosso país, por isso eu visto com força a camisa da nossa Seleção".

O líder do Ranking de Corridas de Ruas de Juiz de Fora 2014, Eberth Silvério, 22, não parou de competir no período do Mundial, mas não deixou de desejar vibrações positivas para a Seleção Brasileira. "São nossos companheiros do esporte. Como atleta e brasileiro, quero que eles levem esse título."

 

Lá fora

A cidade de Nova York, diferentemente de todos os municípios do Brasil, não está respirando futebol. O lutador de jiu-jítsu Bernardo Faria, 27, que atualmente está morando nos Estados Unidos, está tendo que se desdobrar para assistir aos jogos da Seleção Canarinho. "Os horários dos treinos batem com os das partidas. A primeira eu não consegui acompanhar. Aqui é muito diferente, as pessoas não gostam de futebol como nós brasileiros e não param suas atividades para ver as partidas, nem mesmo dos Estados Unidos."

Como Alexandre Ank, Bernardo também teve uma grande relação com o futebol na infância, antes de conhecer o jiu-jítsu. "Eu era fanático por futebol, só pensava nisso. Atualmente, não sou tão mais ligado a esse esporte. Mas Copa é Copa, e não tem como não torcer. Vamos levar o hexa."

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