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11 de Junho de 2014 - 07:00

Por Gazeta Press

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Rio - No dia 30 de outubro de 2007 o Brasil foi confirmado como sede da Copa do Mundo de 2014. As autoridades brasileiras comemoraram muito a escolha e o então presidente da CBF, Ricardo Teixeira, assegurou que tudo estaria pronto para a grande festa do futebol mundial. Quase sete anos se passaram e o torneio começa nesta quinta-feira, com o jogo entre a Seleção Brasileira e a Croácia, na Arena Corinthians, em São Paulo. Porém, o clima ainda não é de festa. Isso porque as incertezas sobre falhas na organização e temores de violentos protestos, semelhantes aos vistos na Copa das Confederações do ano passado, tiram um pouco do brilho do encontro entre a Copa do Mundo e o País do Futebol.

"Não tenho dúvidas de que esse encontro será um grande sucesso, uma grande festa. O torcedor brasileiro sabe o que representa ter uma Copa do Mundo em seu país e vai corresponder ao que se espera deste alegre povo", disse Joseph Blatter, presidente da Fifa.

O otimismo de Blatter contrasta com o clima das ruas. Em algumas cidades, como no Rio de Janeiro, palco da grande decisão, encontrar ruas pintadas não chega a ser uma tarefa fácil, algo pouco comum se compararmos a edições anteriores. Algumas FanFestas, eventos populares organizados pela Fifa, foram cancelados e no exterior turistas acusaram o golpe das imagens que correram o mundo no ano passado, durante a Copa das Confederações. Apesar disso, os ingressos foram vendidos em sua maioria.

Parte dos protestos da população se referem ao legado que a Copa vai deixar. Outros criticam a falta de investimento em setores importantes, como saúde e educação. A resposta do Governo Federal, por meio de números, foi desanimadora. No mês passado foi anunciado que o país gastou 25,6 bilhões de reais em obras para o torneio, entre obras de estádios e infraestrutura. Deste valor, 83,6% saíram dos cofres públicos, sendo que apenas 4,2 bilhões de reais são da iniciativa privada.

 

 

Sedes tentam se animar, mas enfrentam greves

As 12 sedes que receberão jogos da Copa do Mundo estão fazendo de tudo para entrar no clima. Algumas estão mais animadas, principalmente as do Nordeste, como Salvador, Recife, Natal e Fortaleza. Outras demonstram mais cautela, como Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Certo é que quase a totalidade delas vem sofrendo com greves de categorias importantes, como as ligadas a transportes públicos.

Em São Paulo, na última sexta-feira, a greve do metrô acabou dificultando o acesso de torcedores ao Morumbi para acompanhar o amistoso entre Brasil e Sérvia, o último teste do time de Luiz Felipe Scolari antes da estreia.

As autoridades brasileiras, por sua vez, procuram demonstrar tranquilidade e acreditam que as greves, assim como as manifestações, serão minimizadas com o início do torneio. "Acredito que as manifestações contra a Copa do Mundo vão perdendo força com o passo que o torneio vai ganhando corpo e os esclarecimentos estão sendo dados de maneira transparente. A população está começando a entender as vantagens de o Brasil ter sido escolhido como sede e o legado que será deixado pela competição", afirmou. O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o Gilberto Carvalho, ministro da Secretaria Geral do Governo Federal.

 

 

Seleção Brasileira espera apoio

Apesar de todo o clima negativo que ronda a Copa do Mundo, os jogadores da Seleção Brasileira esperam contar com o apoio da população. No dia da apresentação do elenco alguns grevistas foram protestar no Rio de Janeiro, inclusive colando adesivos no ônibus da delegação.

O fato acabou repercutindo entre os integrantes da Seleção Brasileira. Não se sabe se os jogadores poderão se posicionar sobre eventuais protestos durante o Mundial. No ano passado, durante a Copa das Confederações, eles manifestaram apoio à luta popular via redes sociais.

Certo é que os integrantes da Seleção Brasileira esperam ter, pelo menos, o apoio do povo durante os jogos. "A Seleção Brasileira é um patrimônio cultural e esportivo do país. Ninguém está contra a Seleção Brasileira. Tenho certeza de que teremos o apoio de todos", afirmou o coordenador Carlos Alberto Parreira.

 

 

Brasil pode abrir vantagem, mas precisa superar fantasmas

Única equipe pentacampeã do mundo, a Seleção Brasileira pode aproveitar o fator campo para abrir vantagem. Os brasileiros são perseguidos de perto pela Itália, que tem quatro conquistas, enquanto que a Alemanha foi campeã em três ocasiões. Porém, para confirmar essa condição, os brasileiros terão que superar o temido Fantasma da Copa do Mundo de 1950. Naquela ocasião os canarinhos chegaram à decisão como favoritos e, em um Maracanã lotado, perderam de 2 a 1. "Eu gostaria muito de ter uma final entre a Seleção Brasileira e o Uruguai, pois aí teríamos a possibilidade de nos vingarmos do que aconteceu na Copa do Mundo de 1950", disse Pelé.

Ainda citando outras equipes que chegaram ao topo, Argentina e Uruguai deram a volta olímpica duas vezes, enquanto que Espanha, Inglaterra e França ergueram o caneco uma vez. Abaixo a relação de todos os campeões mundiais, assim como dos artilheiros.

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