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17 de Junho de 2014 - 06:00

Por WALLACE MATTOS

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Victorino chegou cedinho e  pegou o Estádio Nacional vazio
Victorino chegou cedinho e pegou o Estádio Nacional vazio
Gabriel Beghini confraterniza com torcedor colombiano
Gabriel Beghini confraterniza com torcedor colombiano

Como muitos torcedores Brasil afora, vários juiz-foranos já tiveram sua primeira experiência nos estádios da Copa nesta primeira rodada de jogos. Em seus relatos, os locais destacaram o planejamento como segredo para evitar percalços, o clima de congraçamento entre os torcedores e a presteza dos voluntários como pontos positivos do evento, mas não deixaram de notar algumas falhas a serem corrigidas pela organização do Mundial.

Pai e filho, Ricardo, 40 anos, e Gabriel Beghini, 14, estiveram no Mineirão para ver a partida Colômbia 3 x 0 Grécia. A dupla levou o amor pelo Tupi ao confronto do Mundial e destacou o clima de camaradagem entre os povos. "Foi um ambiente bem tranquilo, de confraternização internacional mesmo. Como a partida era às 13h, saímos de casa (em BH) às 10h, fomos até o Centro, de onde pegamos o BRT e tudo funcionou bem. Entramos faltando 20 minutos para começar e achamos facilmente nossos lugares", conta Ricardo.

"Fiz questão de ir com a camisa e a bandeira do Tupi. Muita gente já conhecia o time, e alguns estrangeiros perguntaram o que era. O clima foi de muita amizade. Estou acostumado a ir ao Estádio Municipal, e esse jogo no Mineirão teve muito mais facilidade nas entradas e conforto dentro do estádio", comparou o adolescente.

Enquanto uma metade da dupla encarou com normalidade alguma dificuldade, a outra se aborreceu. "Os bares funcionaram bem. Havia filas, mas você enfrentava cerca de 10 minutos delas. Nada anormal", avaliou Ricardo. Gabriel discorda. "As filas para comprar algo nos bares foram chatas. E houve lugares em que acabaram alguns produtos antes do intervalo. Isso deixou muita gente chateada."

Capital federal

Professor universitário em Brasília, Luiz Victorino Júnior, 32 anos, esteve no Estádio Nacional Mané Garrincha no último domingo para acompanhar Suíça 2 x 1 Equador. Precavido, mesmo morando próximo ao local do jogo, saiu de casa cedo e aconselha quem for a uma partida de Copa a fazer o mesmo. "Saí de casa com 3 horas de antecedência e cheguei ao portão principal do estádio duas horas e meia antes de a bola rolar. Fui à pé, mas conversei com alguns torcedores que chegavam de ônibus e eles relataram que o metrô, que vai até a rodoviária, a cerca de 2km do Maná Garrincha, estava tranquilo e havia ônibus para o trajeto até a arena. Achei meu assento com facilidade, até porque muitos voluntários ajudavam, mas mesmo assim algumas pessoas se confundiram. Por isso é importante, se você vai ao jogo, sair cedo de casa e entrar no estádio com antecedência. Até mesmo para curtir o clima", indica.

As filas vistas e encontradas por Victorino foram um destaque negativo na organização do jogo. Além disso, o sistema de venda de alimentação e bebidas também deixou a desejar. "Muita gente reclamou que teve fila na hora de entrar, mas elas só se formaram na última hora, porque todos queriam entrar ao mesmo tempo. As filas para venda de cerveja, sim, estavam grandes, bem maiores que as dos quiosques de venda de refrigerante ou comida. Acredito que dimensionaram mal isso. Em alguns pontos, o sistema para a venda de alimentos também não estava funcionando até uma hora e meia antes de começar. No intervalo, quem não saiu uns 10 minutos mais cedo também enfrentou filas extensas nesses locais", contou o professor.

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