Publicidade

17 de Junho de 2014 - 06:00

Por NATHANI PAIVA

Compartilhar
 
Márcio, Alexandre e Osni: um rádio e nenhuma pilha no meio do mato
Márcio, Alexandre e Osni: um rádio e nenhuma pilha no meio do mato

A Copa do Mundo é um momento de festa, alegria e demonstração de paixão pelo futebol. O evento também faz com que muitos amigos e familiares se reúnam para assistir aos jogos da Seleção Brasileira, o que costuma render boas histórias e situações engraçadas. No Mundial de 1994, por exemplo, o contador Osni Silva, 36 anos, acompanhado por um grupo de amigos, foi acampar próximo à cidade de Monte Verde, no Sul de Minas. O objetivo do encontro era vivenciar um momento diferente durante a semifinal do campeonato entre Brasil e Suécia. No local não havia televisão, e Osni foi o responsável em levar o rádio para ouvir a partida. Chegando ao acampamento, o contador se lembrou que havia esquecido um item importante: as pilhas do aparelho eletrônico.

"Como era muito longe, um homem foi nos levar até lá, e o combinado era que ele nos buscasse depois de cinco dias. O lugar era afastado, não tínhamos celulares e não ficamos sabendo o resultado desse jogo, muito menos que o Brasil tinha sido campeão. Meus amigos brigaram muito comigo, ficamos ansiosos. Começamos a andar no meio do mato em busca de alguma pessoa que contasse o resultado, mas não encontramos ninguém. Na data combinada o motorista foi nos buscar e, depois de todo esse sofrimento, fomos comemorar, um pouco atrasado, o tetracampeonato da nossa Seleção."

A história compartilhada pelo escriturário Samuel Albuquerque de Mendonça, 46, não teve um final feliz como a de Osni. Ele fez parte de um grupo de moradores que ajudou a decorar e preparar uma grande festa na Avenida Rio Branco, próximo ao Bairro Cruzeiro do Sul, para assistir ao duelo entre Brasil e França no Mundial de 1986. A Seleção Canarinho, comandada por Telê Santana, contava com grandes atletas como Zico, Sócrates e Júnior. Porém, o resultado da partida não foi o esperado e não mereceu a festa que foi preparara pela comunidade.

Com o jogo empatado de 1 a 1, o Brasil teve a chance de vencer quando o árbitro marcou pênalti a favor da equipe. Mas Zico bateu mal, e o goleiro francês defendeu. O jogo foi para a decisão por penalidades máximas. Sócrates e o zagueiro Júlio César erraram duas cobranças, e os moradores da região central da cidade amargaram, junto com todo o país, a eliminação antecipada no Mundial de 1986.

"Interditamos a Rio Branco, montamos um palco no meio da rua , contratamos uma banda. Enfim, preparamos uma grande festa. Vizinhos e moradores de outros bairros desceram para a principal avenida de Juiz de Fora para acompanhar a partida e comemorar conosco. Na época eu tinha 18 anos e estava superanimado com toda a movimentação. Além disso, estávamos convictos que Seleção iria vencer. Foi uma decepção. Hoje a história é lembrada de uma forma mais engraçada, mas aquele dia foi uma tristeza, um balde de água fria. Uma coisa eu nunca mais fiz: comemorar vitória antes de um jogo terminar", relata Samuel.

 

Cascão

O Mundial de 2002, realizado no Japão, rendeu momentos marcantes para o comerciante Joaquim de Souza Nunes, 61. Ele conta que comemorou o pentacampeonato fazendo uma homenagem para o então jogador Ronaldo Nazário - autor dos dois gols na final entre Alemanha x Brasil. Na ocasião, o penteado "Cascão" do goleador estava sendo alvo de comentários do mundo inteiro."Eu estava eufórico com o resultado. Queria imitar o Ronaldo, mas tinha um grande problema, porque sou calvo. Então, pedi para os meus amigos desenharem o penteado na minha cabeça com carvão. Essa história é motivo de risadas até hoje entre meus colegas e familiares", lembra Joaquim, disposto a fazer outras homenagens nesta Copa. "Quem sabe este ano não promete uma outra grande experiência?"

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você está evitando contrair dívidas maiores em função da situação econômica do país?