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04 de Julho de 2014 - 21:25

Por Marcos Araújo e Wallace Mattos

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Torcedores comemoraram classificação do Brasil para a semi
Torcedores comemoraram classificação do Brasil para a semi

Antes mesmo de a bola começar a rolar em Fortaleza para o confronto entre Brasil e Colômbia, que colocou a Seleção Brasileira nas quartas de final da Copa do Mundo, a Praça Coronel Aprígio Ribeiro, na Avenida Olegário Maciel, no Bairro Paineiras, em Juiz de Fora já pulsava. Ao som de cantos adaptados de gritos de torcidas de clubes nacionais para fugir do batido "sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor", quem estava no local se agitava e entrava no clima de decisão. Abraçados, alguns ouviam e acompanhavam o Hino Nacional, descarregando a emoção na letra e ganhando mais e mais companheiros até o grito final de todos em vibração no "pátria amada, Brasil!"

Com uma bandeira que tinha o rosto de David Luiz, a galera mais animada parecia prever o desfecho do embate. Mas os primeiros minutos foram de tensão, mesmo com o domínio brasileiro. O clima começava a ficar tenso, mas aos 6 minutos, o primeiro grito de gol saiu da garganta dos torcedores quando o zagueiro Thiago Silva fez 1 a 0 após cobrança de escanteio. Tudo certo, a festa puxada pela turma do fundão, que se intitulou como "Os insanos", era completa. Entretanto, aos 28 minutos, um susto! Na praça, não em Fortaleza. As televisões através das quais os torcedores acompanhavam o jogo desligaram sem motivo aparente. Mas a galera só queria festa, e o grito de "não vai ter Copa" ecoou pela Coronel Aprígio, arrancando risadas de todos. Dois minutos depois, problema na tomada resolvido, e os juiz-foranos puderam ver o fim do primeiro tempo mais calmos.

 

Falhou!

Quando a bola voltou a rolar, no segundo tempo, nova tensão se abateu sobre os torcedores da praça. Primeiro, porque houve uma falha no sinal da transmissão do jogo, deixando os televisores no escuro, mas foi coisa de alguns segundos. Segundo, o gol anulado do colombiano Yepes, depois da marcação de um impedimento, que deixou a galera intimidada. Todavia, surge David Luiz e, na cobrança de falta, faz o gol que aproxima ainda mais o Brasil do "hexa". Sob o comando dos "Insanos", toda a torcida bradou em coro: "Olha a cabeleira do David, será que ele é, será que ele é: é Zona Norte", em referência à família do zagueiro, que mora na Zona Norte de Juiz de Fora.

A apreensão se tornou realidade quando James Rodríguez, de pênalti, diminuiu para a Colômbia aos 33 minutos. Antes do fim da partida, a preocupação cresceu: Neymar sofreu uma joelhada nas costas e teve de sair de maca. Enquanto na tela o camisa 10 chorava, ainda sem saber que estaria fora do Mundial, na praça, a apreensão tomou conta do público, principalmente devido à incerteza de tê-lo no próximo jogo, uma vez que a vitória desta sexta-feira (4) já estava quase certa. Quando o árbitro deu mais 5 minutos de jogo, a galera não perdoou: o grito "uhuhuh, acaba aí" ecoou por toda a Aprígio Ribeiro. Finalmente, o apito derradeiro, e a conquista da vaga na semifinal foi traduzida em gritos eufóricos.

 

'Melhorar um pouco'

Para um dos "insanos", Alexandre Brega, 44 anos e corretor de seguro de vida, a vitória foi apertada."Acho que foi um sofrimento parecido com o que passamos com os pênaltis, no último jogo. Mas David Luiz, que consideramos daqui, lavou a nossa alma. Agora, haja coração para a semifinal", ressaltou o torcedor. Acompanhada pelos netos Gustavo, de 10 anos, e da neta, Maria Eduarda, de 9, Neuza Maria Alves de Castro, 67, com figurino à moda da Copa, considerou toda a partida maravilhosa, pois, segundo ela, o importante era o Brasil sair vencedor. Mas, no auge de toda a sua experiência, a torcedora deixou um recado: "A Seleção precisa melhorar um pouco mais para enfrentar a Alemanha". E ela nem sabia que não teríamos Neymar.

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