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28 de Junho de 2014 - 18:23

Por Nathani Paiva e Wallace Mattos

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Ruimar Milagres era um dos torcedores mais animados no Bar do Léo
Ruimar Milagres era um dos torcedores mais animados no Bar do Léo
Lucas Leite demonstrava nervosismo durante a partida
Lucas Leite demonstrava nervosismo durante a partida
Júlio do Amendoim mantinha um olho no trabalho e outro na TV
Júlio do Amendoim mantinha um olho no trabalho e outro na TV
Jordana Souza comandou grupo de amigos no Bar do Léo
Jordana Souza comandou grupo de amigos no Bar do Léo
Gustavo estava devidamente caracterizado com as cores da bandeira do Brasil
Gustavo estava devidamente caracterizado com as cores da bandeira do Brasil
As amigas Regina, Raquel, Leila e Selma mostraram que entendem muito bem de futebol
As amigas Regina, Raquel, Leila e Selma mostraram que entendem muito bem de futebol

Com a ausência dos telões nos bairros Alto dos Passos e Benfica, muitos torcedores juiz-foranos espalharam-se pelos bares da cidade para ver o jogo da abertura das oitavas de final da Copa do Mundo, entre Brasil e Chile. E a festa no bar Carioca do Brejo, na Praça Armando Toschi, no Jardim Glória, foi bonita de se ver. Algumas pessoas estavam caracterizadas e vibraram e gritaram a cada lance da Seleção Brasileira.

Ruimar Milagres, 56, era um dos torcedores mais animados. Após o término da partida ele respirou aliviado. "Não estou conseguindo nem falar. É muita emoção para uma pessoa só. Se isso acontecer no próximo jogo eu vou enfartar", brincou. Trabalhando durante a competição, Júlio do Amendoim, 30, não tirava os olhos da televisão. "Estou até com medo de dar o troco errado. Vai que é tua, Brasil! Depois dessa tenho certeza que seremos hexacampeões." Devidamente caracterizado com as cores da bandeira do Brasil, Gustavo, 8, também demonstrou seu apoio à Seleção. "Neymar é o melhor. Quero ser jogador de futebol quando eu crescer."

Um grupo de amigos foi ao delírio depois que Júlio César conseguiu pegar o primeiro pênalti. "Nós fizemos um pacto de ver todos os jogos da Seleção juntos. Já fizemos churrascos nas primeiras partidas e carregamos conosco nosso manto sagrado, que é a bandeira", disse emocionada a pedagoga Jordana Souza, 29. As amigas Regina, Raquel, Leila e Selma mostraram que entendem muito bem de futebol. "Não estamos gostando dessa arbitragem. O Brasil não merecia sofrer tanto", lamentou Regina.

No meio da galera, o triatleta Lucas Leite, 28, demonstrava nervosismo durante a partida, mas relaxou ao final. Lucas adiantou seu treino pela manhã para não perder o grande duelo. "Aproveitei para dar uma saidinha de casa. Agora estou confiante que iremos levar esse título."

 

Bairro de Lourdes

Pagode armado de um lado, churrasquinho na brasa do outro, e quem foi aos bares do cruzamento das ruas Nossa Senhora de Lourdes e Padre Guilherme, no Bairro Nossa Senhora de Lourdes, encheu os estabelecimentos, decorados especialmente para a Copa - assim como quem trabalhava nos locais -, de alegria. Emoção no Hino Nacional e tensão no ar no início do confronto com os chilenos deram o tom nos primeiros movimentos. O nó só foi desfeito e o grito solto da garganta com o gol do Brasil ao 17 minutos.

Confiantes, os torcedores brincavam e podia-se escutar que seria goleada quase em todas as mesas logo após a abertura do placar pelos brasileiros. Alegre, a torcia mirim relaxou e outras diversões pareciam atrair mais os pequenos nos minutos seguintes de vantagem do Brasil. O empate do Chile, aos 33, tirou a paz da molecada. Enquanto isso, entre os adultos, a tensão tomava conta do ambiente, e a melhor atuação dos chilenos calava os torcedores. Uma tensão que só fez crescer até o final da partida, dissipada apenas com a cobrança do chileno Jara na trave e a consequente classificação brasileira.

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