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17 de Junho de 2014 - 20:13

Por Nathani Paiva, Nathália Carvalho e Wallace Mattos

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Rua Dom Viçoso, no Alto dos Passos, ficou lotada
Rua Dom Viçoso, no Alto dos Passos, ficou lotada
Em Benfica, jogada levou torcedoras ao desespero
Em Benfica, jogada levou torcedoras ao desespero
"Bonde do Neymar", grupo de amigos vestidos com camisa 10 da Seleção, marcou presença
"Bonde do Neymar", grupo de amigos vestidos com camisa 10 da Seleção, marcou presença
Família fantasiou o cãozinho para ajudar na torcida
Família fantasiou o cãozinho para ajudar na torcida

Cerca de mil pessoas, segundo a Polícia Militar, acompanharam a partida entre Brasil e México, nesta terça-feira (17), na Praça Coronel Geremias Garcia, no Bairro Benfica, Zona Norte da cidade. No local foi montado um telão pela cervejaria Brahma, e muitos torcedores aproveitaram a tarde atípica de terça para vestir a camisa verde-amarela e torcer pela Seleção Brasileira. Mesmo com o 0 a 0, os moradores da Região Norte não desanimaram e vibraram durante toda a partida.

A praça do Centro de Benfica foi palco para muitas famílias assistirem à partida. Laura Lúcia santos, 33, é moradora do Bairro Santa Cruz e caracterizou os três filhos com as cores da Bandeira do Brasil. "Fiquei sabendo que o primeiro jogo, que passou aqui, foi muito tranquilo. Por isso resolvi trazer os meninos."

O "Bonde do Neymar", um grupo de seis amigos vestidos com camisa 10 da Seleção, também marcou presença. "Estamos representando nosso melhor atacante", disse o técnico de segurança do trabalho Rodrigo do Nascimento, 32, que voltaria para o seu trabalho após a partida. "Mas não quero nem pensar nisso agora. Por enquanto é só festa."

Já o empresário Gilmar Gomes, 46, aproveitou a oportunidade para fazer um álbum de fotos dos torcedores de Benfica. "Clico os melhores momentos do pessoal e posto no Facebook." Algumas pessoas, mesmo com o empate, já planejavam a festa que será feita no próximo jogo do Brasil, contra Camarões, na próxima segunda. "Vamos jogar melhor. Não podemos desanimar agora. Semana que vem tem mais festa", aposta a estudante Lorena Martins, 18.

 

Alto dos Passos

No ponto de encontro mais tradicional dos torcedores juiz-foranos durante as partidas do Brasil, no Alto dos Passos, no cruzamento das ruas Dom Viçoso e Barão de Aquino, o movimento até meia hora antes de a partida começar era pequeno. Mas, minutos antes de a bola rolar, um mar verde e amarelo podia ser visto em frente ao telão do Point Brahma. Uma torcida formada por muitas famílias, com fãs de todas as idades, desde recém iniciados em Copa do Mundo, passando por jovens mais afeitos às baladas do que a acompanhar a Seleção e chegando aos veteranos de outros mundiais. Teve até gente que aproveitou o movimente para reforçar o caixa doméstico.

Como na tradição iniciada na Copa das Confederações de 2013, a emoção tomou conta da galera durante a execução do Hino Nacional. Assim como tem acontecido nos estádios por onde o time brasileiro atua desde o ano passado, os juiz-foranos que estavam na rua para torcer pelo Brasil continuaram a cantar até a metade, à capela e a plenos pulmões, as estrofes escritas por Joaquim Osório Duque Estrada. Sem conseguir soltar o grito da garganta, os locais ficaram mesmo nas reclamações quando Neymar recebia faltas sucessivas, além de amaldiçoar o goleiro mexicano Ochoa a cada defesa que impedia a explosão de alegria mais do que desejada no Alto dos Passos.

 

No bar

No Bar du Chico, na Avenida Olegário Maciel, o empate não conseguiu desanimar a torcida. Antes e depois da partida, a galera mostrou que tem samba no pé no ambiente todo decorado de verde e amarelo. Durante o jogo, os momentos foram de apreensão e sofrimento. A cada lance perigoso do México, gritos e revolta. A cada possibilidade de gol do Brasil, a esperança de tirar o grito da garganta. O clima de discussão foi aumentando conforme o jogo se aproximava do fim, e os palpites sobre quem faria o gol e em qual momento iam sendo jogados na roda. Infelizmente, ninguém acertou.

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