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05 de Junho de 2014 - 06:00

Alemanha, Argentina, Espanha, Holanda... Seleção terá que jogar muito para confirmar favoritismo

Por WALLACE MATTOS

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Faltando uma semana para o pontapé inicial do Copa do Mundo no Brasil, a Seleção Brasileira faz seus últimos ajustes para a estreia contra a Croácia. Quando a bola rolar no dia 12 de junho, às 17h, na Arena Corinthians, em São Paulo, recomeça para os brasileiros a perseguição a um sonho que cerca de um ano atrás parecia muito distante de se tornar realidade. De desacreditado antes da disputa da Copa das Confederações de 2013, os canarinhos passaram a figurar como principais favoritos à conquista de mais um título mundial, seu sexto, desta vez exorcizando o fantasma de já ter perdido um Mundial em casa, em 1950.

Batendo a atual campeã mundial Espanha com um indiscutível 3 a 0 na decisão da Copa das Confederações do ano passado, Neymar e companhia deram ao mundo a prova de que a Seleção havia achado uma maneira eficiente de jogar, e o técnico Luiz Felipe Scolari novamente tinha sua família formada. Passaram a impressão de que a sintonia entre arquibancada e campo estava de volta, mesmo com o natural distanciamento dos torcedores de ídolos que só estão acostumados a ver pela televisão, atuando em equipes estrangeiras, e a certeza de que, se as condições forem semelhantes, somente o Brasil pode parar o Brasil.

Mas a história de redenção e glória do país do futebol em sua casa certamente não está soando bem nos ouvidos dos principais adversários dentro de campo. Alemães, com sua seleção de futebol solidário e envolvente, embora cheia de atletas abaixo do que podem render por conta de contusões; holandeses, carrascos na Copa de 2010; espanhóis, com o orgulho ferido e tentando provar que seu tic-tac ainda é o melhor jeito de chegar à taça; e os eternos rivais argentinos, esperando alçar o craque Messi à condição de Deus com a conquista do Mundial na casa do maior desafeto esportivo, farão fila para tentar impedir a conquista brasileira.

Com emoção

Mesmo considerando o Brasil favorito, o doutor em educação física e psicologia do esporte, especializado em treinamento esportivo, Renato Miranda, acredita que os jogos dessa Copa devem ser bastante tensos. "Com a configuração que temos, com todos os campeões mundiais em campo, equipes naturalmente bem preparadas, a tendência é que as partidas tenham desempates dramáticos. Teremos gols no fim, decisões em prorrogações e pênaltis. Assim, o preparo psicológico dos atletas terá que ser bem feito. Os brasileiros, por exemplo, terão que ser fortes para não acontecer o que houve diante da Holanda em 2010, quando a Seleção dominou o adversário, levou o gol de empate e, como a situação aconteceu em uma falha, acabou desabando e se perdendo no jogo", alerta o professor da UFJF.

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