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11 de Junho de 2014 - 07:00

Por Wallace Mattos

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Arthur, Davi, Matheus e Bernardo estão ansiosos
Arthur, Davi, Matheus e Bernardo estão ansiosos

Quando a bola rolar para Brasil x Croácia, nesta quinta-feira (12), às 17h, na abertura da Copa do Mundo, muitos jogadores brasileiros estarão estreando em um Mundial. No total, 17 dos 23 convocados por Luiz Felipe Scolari nunca participaram da maior competição do futebol no planeta. Do grupo que tentará o hexacampeonato jogando em casa, apenas o goleiro Julio Cesar, os laterais Maicon e Daniel Alves, o zagueiro Thiago Silva, o volante Ramires e o centroavante Fred já sentiram o gosto de vestir a Amarelinha no torneio.

Assim, destaques do elenco de Felipão como o craque Neymar, o zagueiro David Luiz, o lateral-esquerdo Marcelo, o meia Oscar e o atacante Hulk, por exemplo, farão sua estreia em um Copa do Mundo. Anos de preparação e dedicação à bola os levaram a estarem hoje carregando as esperanças da nação em mais um título para o Brasil. A situação pode ser comparada à de outros estreantes em um Mundial, mas na torcida. Depois de anos conhecendo e amadurecendo o amor pela bola, a turma de torcedores entre os 12 e 15 anos acompanha pela primeira vez em clima de concentração total a competição. É o caso dos amigos Matheus Jordão, de 12 anos, Davi Oliveira, 12, Bernardo Castellões, 13, e Arthur Ladeira, 14.

Estreando na torcida consciente para a Seleção, o quarteto sabe da chance rara que é acompanhar uma Copa em seu país. "Estou ansioso para o início dos jogos. Um Mundial no Brasil é a primeira e talvez a única chance que terei de ver", diz Matheus. "É uma oportunidade única na nossa vida", completa Arthur.

Acompanhando o futebol brasileiro, mas também ligados no que acontece mundo afora, principalmente na Europa, os jovens torcedores dizem o que mudou entre o Mundial de 2010, no qual tinham entre 8 e 10 anos para esse. Matheus lembra que em 2010 "o Forlán fez gol para caramba na África do Sul". Já Davi recorda "um lateral que o jogador da África bateu com uma cambalhota".

"Foi uma Copa que vi mais com emoção", diz Arthur. Bernardo também: "Só sei que chorei quando o Brasil foi eliminado". Mas o quarteto agora vê o futebol com outros olhos. "Hoje temos uma noção maior. Enxergamos o lado tático do futebol. Não é só emocional", diz Ladeira. "Antes, torcia para chutar no gol logo e ficava bravo quando isso não acontecia. Agora, sei qual jogada seria melhor opção e se alguém está jogando mal", explica Jordão.

 

Corneta

Todos da turma concordam que a Seleção Brasileira é uma das favoritas e torcem para o Brasil levantar a taça. Mas não deixam de dar suas cornetadas até mesmo na convocação de Felipão. "Temos o Neymar que pode desequilibrar, mas não há mais ninguém especial", analisa Arthur. "Acredito que é um time bem entrosado e, por conta da torcida empurrando, pode fazer a diferença. Mas, a meu ver, foi um erro ter deixado para conversar em cima da hora com o Diego Costa. Se o Felipão tivesse falado mais com ele, teria o convencido a jogar pelo Brasil esse Mundial."

Davi queria que o técnico da Seleção tivesse chamado Allan Kardec e Miranda. "Acho que eles mereciam uma chance. Mas mesmo assim ainda acho que o Brasil é favorito por conta da força das arquibancadas." Arthur, por sua vez, elogia o sistema defensivo com Thiago Silva, David Luiz, Marcelo e Daniel Alves. "Mas do meio para a frente, temos o Neymar e só. Acho que a Copa dessa equipe é mesmo a de 2018, mas podemos ganhar essa por conta da empatia com o povo que já aconteceu na Copa das Confederações."

 

Rivais

Mesmo com a torcida para os brasileiros, os jovens torcedores sabem que há seleções e craques que podem evitar o sonho do hexa de se tornar realidade. Fãs do futebol europeu, os garotos acham que é de lá que vêm os maiores perigos para o selecionado canarinho. "Acredito que já nas oitavas o Brasil vai pegar ou Espanha ou Holanda, ambos adversários perigosos, correndo o risco de eliminação", prevê Matheus. "A Alemanha já tem atletas entrosados e vem desde a última Copa jogando bem, pode pegar a Seleção na semifinal e complicar", acredita Bernardo. Para a Arthur, "a Espanha comandada pelo Iniesta e com sua experiência em competições internacionais pode ser um grande problema, pois vai querer encerrar o ciclo dessa geração deles com o título." Perguntados sobre uma final dos sonhos, ninguém teve dúvida, e o quarteto respondeu em coro: Brasil x Argentina!

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