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08 de Julho de 2014 - 06:00

Por MÔNICA CALDERANO

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Aline e Marco, com os filhos Luiz Philipp e Arthur
Aline e Marco, com os filhos Luiz Philipp e Arthur

A juiz-forana Aline Franco Hunklinger vai viver hoje um privilégio de poucos torcedores mundo afora. Terminada a disputa no Mineirão, vença quem vencer, o clima vai ser de festa. Seja verde e amarela, relembrando o final feliz de 2002, seja preta, vermelha e amarela, espantando o fantasma da derrota no Japão. Aline, 40 anos, é casada com o alemão Marco Hunklinger, 47, e vive na Alemanha desde 2001. Desta vez, o confronto direto entre as duas seleções em Copa do Mundo tem, para o casal, um sabor a mais: divide os corações de Luiz Philipp, 10, e Arthur, 3, já acostumados a empunhar duas bandeiras.

"Meus filhos veem isso com muita tranquilidade. Eles gostam desta brincadeira de ter dois países para torcerem, duas bandeiras diferentes decorando as janelas", conta Aline. Segundo ela, Luiz não tem um preferido entre os times - "acho que devido ao fato de ele ter morado por quase quatro anos no Brasil". Já Arthur veste a camisa amarela com sorriso no rosto, mas diz que torce pela Alemanha. A escolha do caçula por reforçar a torcida do pai, porém, não intimida a brasileira. "Tenho muito orgulho da nossa tradicional e pentacampeã Seleção. Faço o possível para criar um 'clima de Brasil' aqui em casa e faço questão de passar isso para os meninos", diz ela.

Para esta tarde - noite, no caso deles - estão previstos petiscos, decoração especial e jogo duro. As crianças apostam no time de Schweinsteiger, Lahm e Müller. O pai é mais cauteloso. "Sou do tipo racional, pé no chão... Eu acho que a Alemanha tem chances de vencer tanto quanto o Brasil. Não é muito fácil fazer uma previsão em relação ao jogo quando o adversário se chama Brasil", opina Marco. Segundo ele, esse é o clima entre a maioria dos alemães. "O Brasil tem o melhor time do mundo, sempre foi nosso favorito para vencer a Copa de 2014."

Aline, embora confie na Seleção, se diz ansiosa e também não arrisca um palpite. "Acho que na hora do jogo sou a que mais sofro!" Da última vez, porém, a tensão dela teve final feliz. "Foi duro para ele quando a Alemanha perdeu, e mesmo assim não tive pena: fiz o Marco ir comigo comemorar a vitória em uma carreata com brasileiros em Stuttgart. Até hoje ele, traumatizado, se lembra da cena em que Ronaldo, sozinho, corre em direção ao gol e faz o segundo para Brasil." Boas lembranças...

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