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23 de Junho de 2014 - 20:51

Por Nathália Carvalho

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Vizinhança coloriu de verde a amarelo a Rua Doutor Murilo de Andrade Abreu
Vizinhança coloriu de verde a amarelo a Rua Doutor Murilo de Andrade Abreu
Festa foi organizada pela dona do bar, Silvana Mara de Castro
Festa foi organizada pela dona do bar, Silvana Mara de Castro
Dona Rita montou barraquinha para vender seus quitutes
Dona Rita montou barraquinha para vender seus quitutes
Dona de casa Patrícia Caniato era uma das torcedoras mais animadas
Dona de casa Patrícia Caniato era uma das torcedoras mais animadas
Matheus garante que está acompanhando todos os jogos desta Copa
Matheus garante que está acompanhando todos os jogos desta Copa
Aposentado Milton Lala vibrou incansavelmente
Aposentado Milton Lala vibrou incansavelmente

O Bar da Sil abriu as portas e colocou cadeiras e mesas na rua. Uma grande TV improvisada e uma caixa de som potente eram os aliados. Dona Rita resolveu montar uma barraquinha logo ao lado para vender uns quitutes para a galera. Na casa em frente, churrascão rolando. Era dia de jogo do Brasil. A cena vista nesta segunda-feira (23) se repete há anos ali na Rua Doutor Murilo de Andrade Abreu, no Bairro JK. Toda enfeitada de verde e amarelo, com bandeirinhas e pinturas no chão, a rua foi fechada e tomada por torcedores, que são vizinhos, amigos e parentes. A festa foi bonita.

Organizada pela dona do bar, Silvana Mara de Castro, a movimentação começou cedo e permaneceu depois do jogo. Em outras partidas, o local chegou a reunir 150 pessoas. "Aqui é um espaço familiar, de bairro mesmo. Depois que acaba o jogo, a gente continua na fuzarca", conta Silvana. A galera realiza bolão em todos os jogos. "Acho que vai ficar 5 a 0", arriscou a comerciante antes de a partida começar. Em frente ao bar, a cozinheira Rita de Cássia improvisou um fogão e uma barraquinha no passeio. Moradora de uma rua próxima, ela contou com a energia da vizinha para preparar as comidas: vaca atolada, canjiquinha, canjica doce, canudinho e morango do amor. "Todo ano a gente se junta aqui, é tradição. A família me ajuda a montar o espaço, mas eu é que gosto da farra. E é bom que dá para tirar um dinheirinho."

Em meio a tanta agitação, uma cena chama a atenção. Sentadinha ao lado da barraca, Aparecida Dionísio tricotou durante todo o jogo. Mas quem pensa que ela estava desatenta, se engana. "Estou aqui ligada na partida. Mas não tenho paciência para ficar assistindo o tempo todo, aí arrumo alguma coisa para me distrair", explica. Diferente dela, o pequeno Matheus, 8 anos, não conseguia desgrudar os olhos da televisão. "Estou gostando do jogo, estou vendo todos da Copa", garante.

Devidamente caracterizada, a dona de casa Patrícia Caniato era uma das torcedoras mais animadas. Ela não conseguiu esconder a decepção no gol do Camarões, mas foi à loucura com a goleada da Seleção Brasileira. "Estamos com a família toda reunida aqui, é muito bom. Mas na hora do jogo eu fico muito nervosa, grito demais! Sou escandalosa mesmo", comenta. E no primeiro gol do Brasil, o aposentado Milton Lala foi outro que vibrou incansavelmente. "Sou apaixonado. Só existe um coração no meu peito e ele é brasileiro! Se o Brasil perder, tenho medo de cair para trás." Ainda bem que não foi o que aconteceu.

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