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29 de Abril de 2014 - 06:00

Violeiro juiz-forano, Fabrício Conde foi um dos vencedores do XIV Prêmio BDMG Instrumental

Por JÚLIA PESSÔA

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Fabrício ressaltou o alto nível dos concorrentes e do corpo de jurados
Fabrício ressaltou o alto nível dos concorrentes e do corpo de jurados

"Isso reafirma que tudo que tenho feito e pensado a respeito de música tem valor para as pessoas." É com essa simplicidade que o juiz-forano Fabrício Conde, um dos mais renomados violeiros do país, fala sobre a conquista do XIV Prêmio BDMG Instrumental, cuja premiação foi realizada no último domingo. Criado em 2001, o BDMG é um dos mais importantes do gênero e prestigia compositores e arranjadores de música instrumental de Minas Gerais. Em cada edição, a honraria consagra quatro músicos que, desta vez, receberam R$ 9 mil cada, além de ser contemplados com shows em Belo Horizonte e São Paulo, em maio, junho, agosto e setembro, pelo programa "Instrumental Sesc Brasil", gravado pelo Sesc TV. Cada um dos quatro indicará um convidado especial para participar destes shows.

Realizado nos dias 25, 26 e 27 de abril, no Teatro Sesiminas, na capital mineira, o prêmio promoveu três noites de música produzida por 12 instrumentistas das Gerais, com personalidades e estilos singulares. Fabrício se apresentou no sábado, concorrendo a uma vaga à performance de domingo, que definiria os vencedores deste ano. Ao lado do acordeonista Leandro Domith, também de Juiz de Fora -, o violeiro apresentou "Mi casa"; "Arcano tiempo", peça que remete aos tempos do instrumentista na Venezuela; e arranjos especiais para "Viva São José, viva São João" e "Lamento sertanejo".

Além de Fabrício, também foram premiados Marcus Abjaud (piano), Samy Erick (guitarra), Sérgio Danilo (saxofone e flauta). Ainda foram contemplados o melhor arranjador, Samy Erick, com o arranjo para "Berimbau", de Baden Powell e Vinícius de Moraes; o melhor músico acompanhante, Felipe Continentino (bateria); e o melhor instrumentista, Chrystian Dozza (violão), que também foi finalista da categoria principal. Cada um deles receberá premiação de R$ 2 mil, assim como Léo Pires, um dos seis finalistas do XIV Prêmio BDMG Instrumental.

Para Fabrício, além da chancela de qualidade para seu trabalho, o BDMG representa uma possibilidade de intercâmbio de experiências e de maior difusão de seu trabalho. "Todos os concorrentes tinham um nível altíssimo, assim como o corpo de jurados, que tinha algumas das maiores autoridades da música instrumental no país. Pela primeira vez na história do prêmio, a vitória foi para a viola caipira, um instrumento que muitas pessoas não conhecem, não identificam quando veem. Isso tem um significado especial, pois amplia os horizontes do instrumento e da música instrumental como um todo, evita que ela fique engessada", opina Fabrício.

A seleção dos vencedores foi realizada por uma comissão julgadora independente, formada pelos músicos e compositores Fábio Torres, Marcel Powell, Mauro Rodrigues, Paulo Santos e Toninho Ferragutti; pelos jornalistas Eduardo Girão, Patrícia Cassese e Júlio Assis; pelos representantes do SESC- SP, Luciano Dutra e Ricardo Tacioli, e pelo crítico musical Carlos Bozzo. Na visão do presidente da comissão, o músico, arranjador e compositor Fábio Torres, quem ganha é a música. "Os músicos que participaram da premiação, independentemente de vencedores ou não, presentearam o público e a música instrumental. Todos ganham, afinal o Prêmio é um incentivo para a carreira de cada um", afirmou.

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