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12 de Junho de 2014 - 06:00

Em busca de novos espaços para seus trabalhos, Ricardo Barcellos faz balanço de sua carreira

Por JÚLIO BLACK

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Painel "Soldado desconhecido", de Ricardo Barcellos
Painel "Soldado desconhecido", de Ricardo Barcellos

Ricardo Barcellos é incansável e inquieto. Com mais de 25 anos atuando como artista plástico, ele quer utilizar o espaço urbano a seu alcance para deixar sua marca. Este é o principal legado que ele acredita deixar para a cidade de Juiz de Fora ao fazer um balanço de sua carreira, marcada por obras que transitam entre o surrealismo, o cubismo e o abstrato, seja em painéis, mosaicos, esculturas e qualquer material que possa servir de inspiração. Dentro desse espírito, ele quer aproveitar a viagem que vai fazer para França e Bélgica para manter a criatividade em constante ebulição. "Vou aproveitar essa viagem para fotografar o que encontrar na Europa e, ao voltar, me inspirar para novas obras em espaços públicos da cidade. Vai ser um grande laboratório", acredita Barcellos.

Com o futuro à frente, ele não deixa de olhar para o passado. Autodidata, Ricardo diz ser da quinta geração de artistas de sua família, mas seguindo um caminho só seu. Contrário ao que chama de "monopólio da arte" das galerias, ele dá prioridade a espaços como muros, praças e prédios para o processo de criação. "A arte tem que ficar disponível para o povo, procuro levá-la para todos", diz ele, que tem obras em diversos pontos da cidade e também no Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte e outras partes de Minas Gerais.

É em Juiz de Fora que o trabalho incessante do artista pode ser encontrado com mais facilidade. Seja em praças, quadras esportivas, escolas, hospitais, delegacia ou penitenciária, nenhum espaço é grande demais para ele. "Criei em 2012 uma série de mosaicos em várias praças de Juiz de Fora, com a bandeira do município e reproduções de vários artistas (Miró, Tarsila do Amaral, Portinari, Matisse e Di Cavalcanti)", lembra Barcellos. Entre outros trabalhos que ele gosta de destacar em mais de um quarto de século de carreira, estão os nove painéis do Hospital Albert Sabin, no Santa Teresa, a restauração do monumento na Praça da Baleia, no Bairu, e o trabalho com detentos do presídio José Edson Cavalieri. Para Ricardo, outra ocupação também gratificante é a de restaurador de igrejas, com trabalhos nas grutas da Santa Casa e da Catedral Metropolitana, entre outros.

Sem ter como mensurar quantas obras já criou, Ricardo Barcellos pretende buscar, continuamente, novos caminhos. "A arte é um laboratório na cabeça da gente. Durante esse tempo, evoluí em formas, cores, estilos. Cresci não só como artista, mas também como pessoa."

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