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07 de Dezembro de 2013 - 07:00

Cantora apresenta hoje na cidade o segundo disco de inéditas, expondo suas referências musicais

Por Tribuna

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Já no disco de estreia, a jovem Maria Gadú mostrou-se exímia cantora e compositora. Na linha de frente de seu lançamento, destacavam-se uma quase enigmática "Shimbalaiê" e a sensível "Dona Cila", mas também interpretações que expunham suas referências, como a francesa "Ne me quitte pas", gravada por Maysa, "A história de Lily Braun", de Chico Buarque, e o pop de "Baba", hit de Kelly Key, transposto para voz e violão. Em show neste sábado, às 23h, no Cultural Bar, a cantora apresenta o repertório de "Mais uma página", segundo disco de inéditas da carreira, considerado pela crítica um trabalho maduro, com ainda mais influências expostas e uma identidade formada.

Composta por Caetano Veloso, que já gravou um disco ao vivo com Gadú, "Oração ao tempo", que integrou a trilha da novela global "A vida da gente", além de reforçar o interesse da cantora por Caetano, serve como metáfora ao crescimento de uma artista lançada em 2009, cuja curta carreira já lhe rendeu mais de 500 mil CDs vendidos. Outra canção conhecida do público e regravada no disco novo, "Amor de índio", de Beto Guedes e Ronaldo Bastos, reafirma os fortes vínculos de Gadú com o que há de mais representativo na música popular brasileira. Uma das responsáveis por jogar luzes sobre a nova cena, ela também retoma seus jovens parceiros, como Dani Black, que assina, ao lado de Luisa Maita, a faixa "Axé Acappella", primeiro single do álbum.

Segundo o crítico musical Mauro Ferreira, do blog "Notas musicais", em "Mais uma página" a artista sedimenta seu nome e seu som na história musical do país. "Gadú abriu parcerias, refinou seu som e adensou boa parte das letras de seu repertório", aponta. Para Marcus Preto, crítico do site "Banda desenhada", a cantora encontrou sua turma e suas opções, pouco óbvias, denunciando o amadurecimento. Fato é que a jovem de 27 anos já deixou claro ter muitas páginas seu livro, e grande parte delas ainda há de se descobrir.

Apesar de o show de hoje contemplar o disco "Mais uma página", não será surpresa se Maria Gadú cantar uma composição de Cazuza. No novo projeto da cantora, músicas de Barão Vermelho e da carreira solo do artista, como "Pro dia nascer feliz", "Poema" e "Ideologia", compõem o repertório. Uma das convidadas do show de abertura, em tributo ao poeta, no Rock in Rio desse ano, Gadú subiu ao palco para cantar "Exagerado", em dueto com Paulo Miklos, "Faz parte do meu show" e "Bete Balanço". Ela gostou, e o público, também, deixando o desejo pela gravação da homenagem.

No show de hoje, após a apresentação de Maria Gadú, entra em cena a banda Acoustic N' Roll, que toca clássicos dos maiores artistas do rock'n'roll, passando por Nirvana, Pink Floyd, Led Zeppelin, Guns N' Roses, AC/DC, Oasis, Eagles, Creedence e muito outros.

 

MARIA GADÚ

 

Hoje, às 23h, no Cultural Bar

 

(Av. Deusdedit Salgado 3.955)

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