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18 de Abril de 2014 - 06:00

Entrevista/Cauby Peixoto, cantor

Por Mauro Morais

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Os anos passam, e os versos de "Bastidores", composição de Chico Buarque, continuam a fazer sentido na voz de Cauby Peixoto: "Cantei, cantei, jamais cantei tão lindo assim". Aos 83 anos, o cantor se mantém vigoroso, como confirma o recente disco "Reencontro", que divide com Angela Maria. "O mundo é um moinho", de Cartola, revela a harmonia de um dueto iniciado na década de 1970, quando ambos já desfrutavam de grande sucesso. "Se não for amor", eternizada na voz de Benito de Paula, confirma as fortes tintas da dramaticidade de um intérprete com mais de cem discos gravados. O dono de uma voz com timbre grave e aveludado é afinado até mesmo falando ao telefone. Em conversa com a Tribuna, ele é enfático ao ser questionado se, em algum momento da carreira de mais de seis décadas, sentiu-se fora do universo da música: "Ainda não". Presente nos palcos e elogiado pela crítica, o homem de trajes excêntricos e postura sempre elegante guarda na singularidade de sua voz o significado da palavra posteridade.

 

Tribuna - Como é produzir até hoje?

Cauby Peixoto - É bom. Voz é voz. As pessoas que têm voz aparecem, já as que têm pouca voz não aparecem. Estou nessa escala de bom cantor.

 

- O que achou de voltar a trabalhar com Angela Maria?

- Foi muito bom. Angela é musical, a voz é melódica. Ela tem voz e canta bem, então combinou bem.

 

- Você gravou "Como é grande o meu amor por você"...

- Foi uma sugestão da Angela. As músicas do Roberto ficam bem para mim.

 

- Quando observa sua trajetória, o que lhe vem à cabeça?

- Sempre vi minha carreira muito bem. Eu canto músicas românticas, melódicas, com letras bem feitas. Sempre admirei meu repertório.

 

- Qual o valor de todos esses prêmios que já ganhou e continua a ganhar?

- Todos foram recebidos com muito amor, muito prazer, com muita vaidade minha. Gosto de ser um vencedor. Vale a pena toda essa carreira de cantor.

 

- Quando olha para o futuro tem algo que tenha vontade de fazer?

- Tem, porque canto o amor, que é sempre cantado. O romantismo existirá sempre. Tem canções que ainda gostaria de cantar, de gravar.

 

- Como avalia a nova geração da música brasileira?

- Eles ainda estão aprendendo a cantar músicas de adulto.

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