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17 de Maio de 2014 - 06:00

Por MARISA LOURES

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Reconhecido pelo trabalho na música de câmara, Trio Aquarius abre a programação do Cinves, que começa amanhã
Reconhecido pelo trabalho na música de câmara, Trio Aquarius abre a programação do Cinves, que começa amanhã

Quando o Trio Aquarius executar a peça de J. Haydn, "Trio em sol maior, Hob.XV:25", na noite deste domingo, o clima de história vai se impor. Nesse 25º ano da Oficina de Música Cinves, realizada, até 24 de maio, com concertos, às 20h30, na Sociedade Filarmônica de Juiz de Fora, professores e alunos que participaram de edições passadas retonarão ao festival para as apresentações. "As bodas de prata comprovam que valeu a pena fazer o que fizemos", atesta o coordenador geral e maestro Ciro Tabet. O professor juiz-forano Marcus Rodrigues já foi aluno e professor do Cinves. Em 2014, ele ministrará a única oficina que acontece no Instituto de Artes e Design da Universidade Federal de Juiz de Fora de segunda a sexta-feira, na parte da manhã e à tarde. A inscrição para as aulas práticas e teóricas de violino deve ser feita na Scala Escola de Música, por meio do telefone 3217-9120.

O trio que vem para a abertura está entre os mais destacados conjuntos de câmara no Brasil. Com 23 anos de atividade, aposta em um repertório que inclui clássicos do século XVIII a compositores contemporâneos. Segundo Ciro Tabet, o espaço escolhido para as apresentações colabora com a atmosfera intimista exigida pela ocasião. "Nossa principal preocupação é mostrar um trabalho de qualidade para o juiz-forano, principalmente da música de câmara. Está tudo de acordo com o que pensamos. A acústica do local dispensa o uso de microfones." Obras de Guerra Peixe e Felix Mendelssohn também serão revisitadas. Ainda estão previstos para os próximos dias recitais com o pianista Guilherme Godoi (19/5), o violoncelista Alceu Reis e a pianista Priscila Bomfim (20/5), a soprano Elenis e o pianista Jayme Guimarães (21/5).

Regido pelo maestro Rogério Moreira Campos, o grupo Manacá trará a Juiz de Fora, dia 22 de maio, um tributo a Hervé Cordovil. Mineiro de Viçosa, o autor de "Vida do viajante", escrita em parceria com Luiz Gonzaga, e "Sabiá na gaiola", composta com Mario Vieira, teria completado 100 anos em fevereiro deste ano. A homenagem inclui "Biquíni de bolinha amarelinha", "Rua Augusta", "Adeus, adeus morena" e outros clássicos da música brasileira. Já a orquestra Opus (23/5), de Belo Horizonte, investirá em composições de nomes, como Mozat, B. Britten e Villa-Lobos. Para o encerramento, em 24 de maio, o grupo vocal Madrigal Contemporâneo preparou "Sabiá, coração de uma viola", de Aylton Escobar, "Belo belo", de Brenno Blauth, "Quem tivesse um amor", de Lúcio Zandonadi, "Embolada e três sonetos", de Ernani Aguiar, entre outras músicas.

Conforme o diretor, o Cinves nasceu em 1985 focado na música colonial brasileira e música contemporânea brasileira. Em 1980 e 1990, o evento ultrapassou as fronteiras da cidade, sendo realizado, também, em São João del Rei e Ouro Preto. "O Cinves sempre acontecia em janeiro, que se mostrou um mês um pouco ingrato. A maioria das universidades está de férias, e os músicos acabam viajando para descansar. Aproveitamos o aniversário de 25 anos para investir mais em eventos.Por isso, vai ter somente uma oficina", explica.

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