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31 de Maio de 2014 - 07:00

Marcos Marinho e Fabrício Conde reapresentam, hoje, o espetáculo 'Com meus botões', que integra as atrações do aniversário da cidade

Por MARISA LOURES

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Marcos Marinho e Fabrício Conde falam sobre arte, profissão, trabalho, desemprego e filosofia de vida
Marcos Marinho e Fabrício Conde falam sobre arte, profissão, trabalho, desemprego e filosofia de vida

"A gente queria mostrar uma forma menos espetacular de fazer arte", diz o ator e diretor teatral Marcos Marinho, ao falar sobre como ele e o violeiro Fabrício Conde decidiram levar para o espetáculo "Com meus botões" as diversas inquietações sobre arte, profissão, trabalho, desemprego e filosofia de vida. A performance está na programação deste sábado, às 23h, dentro das comemorações dos 164 anos de Juiz de Fora, celebrados hoje, e o ingresso pode ser trocado, no CCBM, por um livro de literatura em bom estado. As atrações do projeto "Maio cultural" seguirão madrugada adentro e incluem shows, exposições, lançamento de livro, trupe de palhaços, discotecagem e sarau de poesias.

Máscaras, bonecos, contação de histórias. Para revelar ao público o porquê de os dois companheiros de cena continuarem a ser artistas depois de vários anos de estrada, são utilizadas várias técnicas de teatro. Conde também não dispensará sua inseparável viola. É uma conversa íntima, reveladora, ao pé do ouvido, assim como sugere a expressão popular que deu origem ao título do "ritual", como Marinho prefere nomear o espetáculo. "Estamos há algum tempo conversando sobre como é importante para nós, artistas, estarmos cada vez mais próximos de uma arte que não fica só na grande forma, na grande produção. Uma arte cada vez mais genuína", comenta o diretor, revelando que a plateia não é mero espectador da apresentação. "Fazemos ações envolvendo as pessoas. Por isso, digo que é uma celebração."

Composta por cenas musicadas e independentes entre si, a montagem tem um roteiro estruturado de modo a permitir alterações, o que interfere até mesmo na duração do espetáculo. "Pode durar meia hora ou até 45 minutos. Depende do envolvimento do público. Podemos tirar uma música e outra e deixar de falar alguma coisa."

Vista pela primeira vez no III Festival Latino-Americano da Região Los Lagos, no Chile, em fevereiro de 2014, "Com meus botões" não inaugura a parceria entre a dupla de artistas. A dobradinha começou em 2005, quando o diretor procurava um músico para conceber a trilha sonora da peça "Os idiotas", produzida pela Cooperativa de Teatro de Nosotros no extinto Espaço Mezcla. O encontro nos palcos, segundo Marinho, ultrapassa as afinidades profissionais. "Sempre tive a sorte e a chance de trabalhar com músicos, e com o Fabrício de modo especial. Ele também tem o pé no teatro, é meu amigo. É um encontro que reforça a sintonia que a gente tem."

 

A partir das 9h, a Praça Antônio Carlos será tomada pelos números circenses da Caravana Mezcla de Palhaços, comandada por Marcos Marinho, e mostra de jazz, sapateado, hip-hop, grafite, teatro, flauta, percussão, violão e capoeira com os alunos do projeto "Gente em primeiro lugar". Também haverá feira de artesanato, que continua no domingo, e feira de adoção de animais. Sem dar intervalo, a programação segue com a banda Radiocafé e seu som influenciado por Beatles, Radiohead, Oasis, Kings of Leon e Strokes. Às 17h30, o grupo mineiro cede o palco para o show de MPB e pop rock do 3,2, Único. Quando a noite começar a cair, a black music da Silva Soul agitará os presentes, que precisarão de fôlego para o Só Parênt com seu forreggae. Durante a tarde, vale uma pausa para conferir o "Encontro de colecionadores" no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM), às 14h.

Ilma de Castro Barros e Salgado lança o livro "Formas intercomunicacionais em Pedro Nava: o verbo e o pictórico", às 19h, no CCBM. O espaço será tomado por uma sequência de shows de rock: Urbana Legio, Visco, Los Kactus e A Zagaia. Os roqueiros começarão a se revezar às 22h. A Estação Cultural Estúdio de Dança Silvana Marques também entrou na festa. Lá, rolarão poesia com os integrantes do Eco Performances Poéticas e música com MCs, além de exposição de ilustrações com aquarela, de Ingryd Lamas. Pedro Paiva, do Vinil é Arte, entra em cena à 0h40.

As atividades só terminam amanhã. A criançada pode começar a "afinar o gogó" para cantar o repertório do grupo Trupicada, às 10h, no Parque da Lajinha. Antes, às 9h, terá mais uma edição do "Piquenique encantado". Vai dar para se divertir saboreando biscoitos, frutas e contação de histórias com personagens, como João e Maria, fadas, duendes e princesas. Dirigido por Vinícius Cristóvão, de "A casa dos espelhos", "Cartas pessoais, notas musicais - Mozart e seu pai" será apresentado na Igreja do Rosário, no Granbery, às 17h. Encerrando a programação do "Maio cultural", MC Marechal, do Rio de Janeiro, faz show, às 20h, na Praça Antônio Carlos, onde, mais cedo, às 14h, terá "Café com hip-hop".

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